Laboratório e Análises

Nanotecnologia: Rede de laboratórios estratégicos dá suporte para empresas inovadoras

Jose P. Sant Anna
15 de novembro de 2013
    -(reset)+

    A Biolab, empresa farmacêutica com capital totalmente nacional, oitava no ranking do Brasil, aplica 10% de seu faturamento em inovação. A nanotecnologia conta com convênios com institutos de ensino e pesquisa nacionais e já colocou no mercado o primeiro fruto de tal esforço. Trata-se de um protetor solar com fator de proteção 100. “Já estamos exportando esse produto há três anos”, informou Dante Alario Junior, presidente científico do laboratório. O protetor é indicado para pessoas com problemas de pele ou cicatrizes recentes, que não podem de forma alguma ficar expostas ao sol. Outros medicamentos dotados com nanotecnologia devem ser anunciados em breve pelo laboratório, entre eles um anestésico e um antimicótico para unhas.

    A produção de nanocompósitos de polímeros enriquecidos com argilas é a especialidade da Orbys, empresa que nasceu encubada na Universidade de São Paulo, em 2005. Ela surgiu por meio de uma patente desenvolvida pela Unicamp. De acordo com Eduardo Figueiredo, diretor da empresa, os primeiros produtos desenvolvidos foram elastômeros para solados de sapatos. Hoje, ela conta com clientes de outros segmentos econômicos. Entre as novidades, materiais voltados para a construção civil. As argilas formuladas na Orbys são laminadas e têm dimensão digna de nota. “Um grama dessa argila ocupa uma área de 700 metros quadrados”, explicou.

     

    Laboratórios do SisNANO

    Estratégicos

    • Laboratório de Nanotecnologia para o Agronegócio (Embrapa, SP)
    • Centro de Caracterização em Nanotecnologia para Materiais e Catálise (INT, RJ)
    • Laboratório Nacional de Nanotecnologia (CNPEM, SP)
    • Laboratório Multiusuário de Nanotecnologia do CETENE (CETENE, PE)
    • Laboratório de Química de Nanoestruturas de Carbono (CDTN/CNRN, MG)
    • Laboratório Estratégico de Nanometrologia do Inmetro (Inmetro, RJ)
    • Laboratório Multiusuário de Nanociências e Nanotecnologia (CBPF, RJ)
    • Laboratório Integrado de Nanotecnologia (IPEN/CNEN, SP)

    Associados

    • Laboratório Regional de Nanotecnologia (UFRGS/RS)
    • Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Protocolos para Nanotecnologia
    (UNESP/SP)
    • Central Analítica em Técnicas de Microscopia (UFC/CE)
    • Laboratório de Síntese de Nanoestruturas e Interação com Biossistemas (Unicamp/SP)
    • Laboratório de Caracterização Estrutural (UFSCar/SP)
    • Laboratório Associado de Desenvolvimento e Caracterização de Nanodispositivos
    e Nanomateriais (UFMG/MG)
    • Laboratório de Nanobiotecnologia para o SUS (IBMP/PR)
    • Laboratórios Associados em Nanotecnologia (UFPE/PE)
    • Laboratório Associado SisNANO (UFV/MG)
    • Laboratório de Nanociência e Nanotecnologia da Amazônia (UFPA/PA)
    • Laboratório de Eletroquímica e Materiais Nanoestruturados (UFABC/SP)
    • Laboratório de Engenharia de Superfícies e Materiais Nanoestruturados da COPPE
    (UFRJ/RJ)
    • Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas (UFSC/SC)
    • Laboratório de Bionanomanufatura (IPT/SP)
    • Laboratório de Componentes Semicondutores (Unicamp/SP)
    • Núcleo de Apoio à Pesquisa em Nanotecnologia e Nanociências (USP/SP)
    • Laboratório Central em Nanotecnologia (UFPR/PR)
    • Laboratório de Fabricação e Caracterização de Nanodispositivos – (PUC-Rio/RJ)

    Fonte: MCTi

     

    Desconfiança dificulta lançamentos

    Um dos segmentos da indústria química que mais investem em nanotecnologia é o de cosméticos. Com o uso de conhecimentos obtidos pelos cientistas, obtêm-se produtos com melhor controle de propriedades, formulações mais estáveis, melhor absorção de nutrientes e suplementos por parte dos usuários e maior funcionalidade. Com tais características, muitos lançamentos feitos nos últimos anos já se encontram à disposição dos consumidores de todo o mundo e esse número certamente crescerá nos próximos anos. A velocidade de tal crescimento dependerá da superação de alguns obstáculos.

    Química e Derivados, Amores: cosméticos correspondem a 11% do total de produtos nano

    Amores: cosméticos correspondem a 11% do total de produtos nano

    Os avanços e dilemas vividos pelo setor foram debatidos durante a realização do II Encontro Internacional de Nanotecnologia em Cosméticos, realizado em agosto, em São Paulo, pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec). O encontro contou com a presença de muitos especialistas e discutiu praticamente todos os aspectos relacionados com o tema, dos científicos aos comerciais.

    Dados apresentados por Pedro Amores da Silva, consultor de assuntos técnicos e regulatórios da Abihpec, mostram a evolução da nanotecnologia aplicada ao setor. Em 2005 havia, em todo o mundo, 54 produtos com algum tipo de nanotecnologia anunciados nos rótulos para os consumidores. Em 2010, o número saltou para 1.317, dos quais 738 eram voltados para saúde e cuidados pessoais. Na época, estavam sendo comercializados 143 cosméticos, em torno de 11% do total.

    Os itens para pele, cabelo, maquiagem e desodorantes são os mais produzidos. Os nanomateriais utilizados são divididos em duas categorias. Os solúveis, entre os quais aparecem com destaque os fulerenos, e os insolúveis, entre eles os principais são o dióxido de titânio e o óxido de zinco.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *