Nanotecnologia: Rede de laboratórios estratégicos dá suporte para empresas inovadoras

Química e Derivados, Nanotecnologia: Rede de laboratórios estratégicos dá suporte para empresas inovadorasBoas notícias para os empresários interessados em inovação. Foi lançada no mês de agosto, em solenidade realizada em São Paulo, a Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (IBN), cujos objetivos são criar, integrar e fortalecer ações para promover o desenvolvimento científico e tecnológico da nanotecnologia. O projeto envolve dez ministérios e catorze entidades convidadas. Ao todo, serão investidos pelo governo no projeto R$ 150,7 milhões neste ano e outros R$ 300 milhões em 2014.

A grande novidade do IBN é o lançamento do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO), formado por oito laboratórios estratégicos pertencentes a órgãos federais e dezoito ligados a universidades federais, estaduais e de instituições de ensino privadas (veja a lista dos participantes no quadro). A estrutura formada por essa rede passa a ser acessível para as empresas interessadas em desenvolver produtos de alguma forma ligados à nanotecnologia. Hoje, atuando de forma independente, eles já atendem 186 empresas.

Os laboratórios do SisNANO contam com equipamentos de última geração, adquiridos com verba estimada em R$ 400 milhões. A estrutura será aprimorada. Eles receberão investimentos de R$ 38,7 milhões em 2013 e de R$ 148 milhões no próximo ano para ampliar suas capacidades de operação. O IBN também prevê financiamentos para empresas, fomento para pesquisa e desenvolvimento, auxílio para a formação de recursos humanos, cooperação internacional, desenvolvimento do marco legal, disseminação da nanotecnologia na sociedade e apoio à propriedade intelectual.

Química e Derivados, Ministro Raupp promete combater burocracia
Ministro Raupp promete combater burocracia

Na ocasião, Marco Antonio Raupp, titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, explicou que a iniciativa encampa muitos esforços já em curso. “Foi um jeito de concentrar esforços e criar oportunidades para que os interessados em inovação possam aplicar recursos de maneira certa”, disse. Um compromisso assumido pelo ministro foi o de lutar para reduzir as dificuldades burocráticas encontradas pelos empreendedores na hora de conseguir recursos das agências financiadoras oficiais.

Raupp reconheceu que a lei 8.666, regulamentadora das compras realizadas pelo governo, não é adequada para os projetos de pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inovação. “Nós sabemos disso, mas é a lei que temos hoje e precisamos segui-la”, disse. A ideia é atuar no Congresso Nacional para criar legislação específica para projetos dessa natureza. Outra intenção é a de tornar as instituições financiadoras mais ágeis ao avaliar os projetos apresentados pelos interessados. “Existem casos em que a Finep leva 450 dias para dar respostas. Queremos reduzir esse prazo para trinta dias”, afirmou.

Alvaro Tobes Prata, secretário de desenvolvimento tecnológico e inovação, falou na solenidade sobre a importância da nanotecnologia. Apresentou alguns números que não deixam dúvidas. No ano 2000, as vendas em todo o mundo de produtos com nanotecnologia incorporada movimentaram US$ 40 bilhões. Em 2015, esse número deve chegar a US$ 1 trilhão e, em 2020, a US$ 3 trilhões. Os lançamentos atendem os mais diversos segmentos da economia, entre eles os de petróleo e gás, energia e os vários ramos do setor químico.

Para Prata, os resultados demonstram a importância de contar com o apoio do tripé governo, academia e indústria para desenvolver essa tecnologia. Ele valorizou o esforço que vem sendo feito pela área acadêmica. Torce para que a indústria dialogue com maior intensidade com as instituições científicas e transforme tal aproximação em lançamentos de sucesso para o mercado brasileiro e internacional.

Um breve histórico sobre a nanotecnologia no país. As verbas investidas por aqui são bem modestas, quando comparadas com as dos países do chamado primeiro mundo. Mas temos nossos méritos, em especial no mundo acadêmico. O governo federal começou a se interessar pelo tema em 2001, quando o então Ministério da Ciência e Tecnologia criou quatro redes de estudo sobre o tema. Elas envolveram em torno de setenta institutos de ensino e pesquisas e trabalharam em várias frentes. Teve início a criação da infraestrutura de apoio às pesquisas. Os trabalhos progrediram com a criação, em 2003, do Programa de Desenvolvimento da Nanotecnologia e Nanociência, também do MCT. Outras redes foram formadas ao longo dos anos.

A indústria tem mantido resistência na hora de aproveitar a produção científica. A promessa dos empresários, no entanto, é começar a agir. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o setor apresentou faturamento de US$ 153 bilhões no ano passado. Com esses dados, é a sexta indústria química do mundo.

A falta de investimentos em tecnologia, no entanto, faz o país ser bastante dependente quando se fala de produtos de valor agregado elevado. O déficit da balança comercial em 2012 foi de US$ 28,1 bilhões. Para reverter esse quadro e colocar o Brasil em quinto lugar no mundo, estão previstos investimentos da indústria da ordem de US$ 167 bilhões até 2020. Desse montante, US$ 32 bilhões serão dirigidos à pesquisa e desenvolvimento. Boa parcela desse total deve contemplar iniciativas voltadas para a nanotecnologia.

Nanotubos de carbono – Outra boa notícia apresentada no evento foi a aprovação da verba para o início da construção do Centro de Tecnologia de Nanotubos (CTNanotubos). A unidade será instalada na cidade de Belo Horizonte-MG. O projeto já havia sido anunciado há algum tempo, mas levou quase três anos para ser aprovado pelo BNDES. Além do governo federal, ele envolve o governo do estado de Minas Gerais e o BNDES, além de ter apoio da Petrobras e da fabricante de cimentos InterCement, do Grupo Camargo Corrêa.

Não são poucas as características diferenciadas apresentadas pelos nanomateriais derivados do carbono, entre os quais se destacam, além dos famosos nanotubos, os grafenos e os fulerenos. O nanotubo apresenta extraordinárias propriedades mecânicas, físico-químicas, térmicas, estruturais, ópticas e elétricas. Para se ter uma ideia, ele é vinte vezes mais resistente e seis vezes mais leve do que o aço. As possibilidades de aplicação são inúmeras. Quando adicionado em plásticos ou em cerâmicas, por exemplo, torna esses materiais competitivos em aplicações hoje inimagináveis.

A capital mineira não foi escolhida por acaso para sediar o CTNanotubos. O departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais é polo importante no estudo dessa matéria-prima. As primeiras pesquisas do país se iniciaram na instituição de ensino, em 1998. No ano 2000, ela se tornou a pioneira no Brasil a produzir nanotubos de carbono em escala laboratorial.

Ao longo desses quinze anos, vários estudos envolvendo nanomateriais de carbono foram desenvolvidos em distintas instituições brasileiras. Um passo importante se deu em 2008 com a criação do Instituto de Ciência e Tecnologia de Nanomateriais de Carbono, que funciona no departamento de física da UFMG. Ele conta hoje com a participação de dezessete centros de pesquisa e treze instituições de ensino espalhados em oito estados. Em seu time se encontram mais de meia centena de pesquisadores doutores.

Marcos Assunção Pimenta, coordenador do INCT de Nanomateriais de Carbono e professor da UFMG, enumerou durante o anúncio os principais objetivos do CTNanotubos. Hoje, a produção desse material no Brasil se encontra na casa dos 200 gramas por dia. A meta é elevar a produção diária para a casa dos quilogramas em médio prazo. Outra meta é o desenvolvimento de nanopartículas para a indústria do cimento. “Ao adicionar menos de 0,5% das nanopartículas no cimento, suas propriedades aumentam 50%”, diz o professor.

Também estão previstos o desenvolvimento de nanocompostos voltados para o uso da Petrobras na exploração de petróleo nas camadas do pré-sal. Existe a expectativa da pesquisa de outros produtos, caso haja interesse de representantes da indústria. “Também vamos oferecer consultoria para o uso dos nanotubos com segurança para o meio ambiente e saúde e desenvolver protocolos”, salientou.

Convidados – O evento contou com a presença de alguns empresários nacionais responsáveis pelo lançamento de produtos com componentes nanotecnológicos. Eles falaram sobre suas experiências e os resultados obtidos. Tarik Mohallen, diretor da Nanum, tem o que comemorar. Criada em 2003 como consultoria, a empresa em seus primórdios pagava seus funcionários com os valores das bolsas oferecidas por órgãos de fomento à ciência. Em 2005, transformou-se em fabricante de óxidos metálicos cerâmicos.

Os negócios da empresa foram crescendo em paralelo ao desenvolvimento de novas fórmulas. O trabalho foi focado na pesquisa de dispersões de ferritas em base aquosa, indicadas para tintas magnéticas usadas em impressoras que funcionam pelo sistema de jato de tinta. Os números do faturamento explicam essa evolução. Em 2003, ano de sua fundação, foi de R$ 13 mil. Em 2009, chegou à casa dos R$ 50 mil. Em 2011, ocorreu um salto. As dispersões da empresa agradaram a multinacional norte-americana HP e foi fechado um contrato de fornecimento. Naquele ano, o faturamento saltou para R$ 600 mil.

Em 2013, a previsão é de US$ 4 milhões. Toda a produção da empresa é exportada, 80% vai para o mercado norte-americano e 20% é dividido entre Europa e Ásia. Um dos objetivos da empresa, agora, é lançar a tinta pronta, já formulada com a dispersão nanotecnológica. Será uma forma de agregar valor à carteira de produtos e dar novo salto nas receitas obtidas com as vendas.

O setor farmacêutico é apontado pelos cientistas como um dos maiores beneficiados pelo avanço da nanotecnologia. É grande o número de lançamentos de modernos medicamentos dotados com a técnica esperados nos próximos anos. Vale uma observação: a despeito de vultosas quantias investidas pelos laboratórios de todo o mundo para o desenvolvimento das fórmulas, a velocidade da chegada das novidades é reduzida. Qualquer medicamento é exaustivamente analisado antes de ser liberado para o consumo e os testes podem demorar anos.

A Biolab, empresa farmacêutica com capital totalmente nacional, oitava no ranking do Brasil, aplica 10% de seu faturamento em inovação. A nanotecnologia conta com convênios com institutos de ensino e pesquisa nacionais e já colocou no mercado o primeiro fruto de tal esforço. Trata-se de um protetor solar com fator de proteção 100. “Já estamos exportando esse produto há três anos”, informou Dante Alario Junior, presidente científico do laboratório. O protetor é indicado para pessoas com problemas de pele ou cicatrizes recentes, que não podem de forma alguma ficar expostas ao sol. Outros medicamentos dotados com nanotecnologia devem ser anunciados em breve pelo laboratório, entre eles um anestésico e um antimicótico para unhas.

A produção de nanocompósitos de polímeros enriquecidos com argilas é a especialidade da Orbys, empresa que nasceu encubada na Universidade de São Paulo, em 2005. Ela surgiu por meio de uma patente desenvolvida pela Unicamp. De acordo com Eduardo Figueiredo, diretor da empresa, os primeiros produtos desenvolvidos foram elastômeros para solados de sapatos. Hoje, ela conta com clientes de outros segmentos econômicos. Entre as novidades, materiais voltados para a construção civil. As argilas formuladas na Orbys são laminadas e têm dimensão digna de nota. “Um grama dessa argila ocupa uma área de 700 metros quadrados”, explicou.


Laboratórios do SisNANO

Estratégicos

• Laboratório de Nanotecnologia para o Agronegócio (Embrapa, SP)
• Centro de Caracterização em Nanotecnologia para Materiais e Catálise (INT, RJ)
• Laboratório Nacional de Nanotecnologia (CNPEM, SP)
• Laboratório Multiusuário de Nanotecnologia do CETENE (CETENE, PE)
• Laboratório de Química de Nanoestruturas de Carbono (CDTN/CNRN, MG)
• Laboratório Estratégico de Nanometrologia do Inmetro (Inmetro, RJ)
• Laboratório Multiusuário de Nanociências e Nanotecnologia (CBPF, RJ)
• Laboratório Integrado de Nanotecnologia (IPEN/CNEN, SP)

Associados

• Laboratório Regional de Nanotecnologia (UFRGS/RS)
• Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Protocolos para Nanotecnologia
(UNESP/SP)
• Central Analítica em Técnicas de Microscopia (UFC/CE)
• Laboratório de Síntese de Nanoestruturas e Interação com Biossistemas (Unicamp/SP)
• Laboratório de Caracterização Estrutural (UFSCar/SP)
• Laboratório Associado de Desenvolvimento e Caracterização de Nanodispositivos
e Nanomateriais (UFMG/MG)
• Laboratório de Nanobiotecnologia para o SUS (IBMP/PR)
• Laboratórios Associados em Nanotecnologia (UFPE/PE)
• Laboratório Associado SisNANO (UFV/MG)
• Laboratório de Nanociência e Nanotecnologia da Amazônia (UFPA/PA)
• Laboratório de Eletroquímica e Materiais Nanoestruturados (UFABC/SP)
• Laboratório de Engenharia de Superfícies e Materiais Nanoestruturados da COPPE
(UFRJ/RJ)
• Laboratório Interdisciplinar para o Desenvolvimento de Nanoestruturas (UFSC/SC)
• Laboratório de Bionanomanufatura (IPT/SP)
• Laboratório de Componentes Semicondutores (Unicamp/SP)
• Núcleo de Apoio à Pesquisa em Nanotecnologia e Nanociências (USP/SP)
• Laboratório Central em Nanotecnologia (UFPR/PR)
• Laboratório de Fabricação e Caracterização de Nanodispositivos – (PUC-Rio/RJ)

Fonte: MCTi


Desconfiança dificulta lançamentos

Um dos segmentos da indústria química que mais investem em nanotecnologia é o de cosméticos. Com o uso de conhecimentos obtidos pelos cientistas, obtêm-se produtos com melhor controle de propriedades, formulações mais estáveis, melhor absorção de nutrientes e suplementos por parte dos usuários e maior funcionalidade. Com tais características, muitos lançamentos feitos nos últimos anos já se encontram à disposição dos consumidores de todo o mundo e esse número certamente crescerá nos próximos anos. A velocidade de tal crescimento dependerá da superação de alguns obstáculos.

Química e Derivados, Amores: cosméticos correspondem a 11% do total de produtos nano
Amores: cosméticos correspondem a 11% do total de produtos nano

Os avanços e dilemas vividos pelo setor foram debatidos durante a realização do II Encontro Internacional de Nanotecnologia em Cosméticos, realizado em agosto, em São Paulo, pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec). O encontro contou com a presença de muitos especialistas e discutiu praticamente todos os aspectos relacionados com o tema, dos científicos aos comerciais.

Dados apresentados por Pedro Amores da Silva, consultor de assuntos técnicos e regulatórios da Abihpec, mostram a evolução da nanotecnologia aplicada ao setor. Em 2005 havia, em todo o mundo, 54 produtos com algum tipo de nanotecnologia anunciados nos rótulos para os consumidores. Em 2010, o número saltou para 1.317, dos quais 738 eram voltados para saúde e cuidados pessoais. Na época, estavam sendo comercializados 143 cosméticos, em torno de 11% do total.

Os itens para pele, cabelo, maquiagem e desodorantes são os mais produzidos. Os nanomateriais utilizados são divididos em duas categorias. Os solúveis, entre os quais aparecem com destaque os fulerenos, e os insolúveis, entre eles os principais são o dióxido de titânio e o óxido de zinco.

Dificuldades – Não são poucas as dificuldades vividas pelas empresas para lançar produtos. O raciocínio vale tanto para uma pequena empresa nacional quanto para grandes multinacionais. Algumas barreiras: a nanotecnologia exige investimentos muito elevados, requer muitos profissionais com nível de PhD e técnicos de alto nível.  Não é tarefa para iniciantes.

O marketing a ser adotado para a divulgação desses produtos representa um dilema. Muitas pessoas, em especial no continente europeu, apresentam resistência ao uso de nanotecnologia nos produtos, temendo danos à saúde dos consumidores e/ou dos trabalhadores envolvidos com as linhas de produção. Não são poucos os que também sentem desconfiança em relação aos problemas ao meio ambiente provocados pelos processos industriais.

Europa, Estados Unidos e Canadá saíram na frente e contam com normas regulatórias já estabelecidas. Em outras regiões, ainda existe muita discussão a esse respeito. No Brasil, uma comissão da Anvisa prepara o lançamento de um documento do gênero para regulamentar a venda de produtos no mercado interno. A expectativa é a de que tal iniciativa ocorra nos próximos meses.

Outro problema reside nas normas de metrologia usadas para caracterizar e certificar esse tipo de produto. Nesse campo, o Inmetro também conta com uma comissão de trabalho voltada para atender aos interesses do mercado. Caso queiram exportar seus produtos, os fabricantes brasileiros precisam se adequar às leis locais.

Definições e riscos – Antes de definir se vai investir em nanotecnologia, os empresários precisam se nortear em duas definições: o que é um cosmético e o que é um nanomaterial. Para quem não está por dentro do assunto, isso pode parecer óbvio, mas ainda provoca muitas discussões. Autoridades da União Europeia, em documento lançado em 2011, chegaram a uma conclusão hoje aceita pelos especialistas.

Para a UE, produto cosmético pode ser definido como qualquer substância ou preparação destinada a ser colocada em contato com as diversas partes externas do corpo humano ou com os dentes e as membranas mucosas da cavidade oral, exclusiva ou essencialmente para limpá-los, perfumá-los, mudar sua aparência e/ou corrigir os odores corporais, protegê-los ou mantê-los em bom estado.

Os nanomateriais são definidos como materiais insolúveis ou biopersistentes propositadamente fabricados com uma ou mais dimensões (ou estrutura interior) dentro do intervalo de 1-100 nm. Em tempo: essa definição contrasta com outras mais genéricas de outros documentos regulatórios existentes mundo afora.

Os maiores riscos produzidos pelos cosméticos enriquecidos com nanotecnologia envolvem três campos. Um deles é o da penetração na pele em níveis muito elevados, em consequência das dimensões nanométricas dos componentes utilizados. Outro se volta aos pulmões, que podem sofrer danos com a inalação acidental de nanopartículas. O terceiro é a ingestão acidental. Esse risco ocorre em maior escala com produtos para os dentes, mas também pode acontecer de outras formas. É o caso, por exemplo, do consumidor colocar na boca um dedo em que exista o produto, inadvertidamente.

As normas europeias são as mais rígidas. Antes de colocar um produto no mercado, a empresa precisa notificar seis meses antes a comissão responsável pelo seu licenciamento. Tal comissão fará rigorosa análise antes de liberá-lo. Uma norma bem recente prevê a aposição no rótulo da informação sobre o fato de o produto comercializado ter sido fabricado com nanotecnologia.

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