Nalco é exemplo de grupo com a opção de soluções integradas

Com as melhorias obtidas, continua o gerente, foi sugerido e implementado um novo tratamento para os efluentes da fábrica com a finalidade de reúso, com planejamento gradativo para aumento de sua participação no mix de água de reposição. Com simulações, para identificar possíveis reaproveitamentos, foi possível recomendar a compra de novos equipamentos pelo cliente – filtros de carvão, de areia e abrandadores –, o que foi feito.

Para complementar as ações integradas, a Kurita otimizou o consumo de coagulantes e melhorou a qualidade da água tratada, reduzindo a geração de lodo em até 20%. Houve ainda aperfeiçoamento na remoção de óleo residual na ETE e, por fim, em razão do aumento da participação do reúso no mix de água de reposição para fins industriais, o cliente reduziu em 50% a captação de água. Um período depois, a Kurita fez outro estudo de otimização de todas as correntes, que envolviam a ETA, ETE, torres e equipamentos, que fundamentaram um tratamento integrado na fábrica, o que incluiu a água utilizada no seu maquinário.

Menos captação e efluentes – As ações no gerenciamento de água realizadas de forma sistêmica, que permitem o estudo mais aprofundado de possibilidade de reúso, refletem a preocupação da indústria nos últimos anos. Muito concentradas na região Sudeste, principalmente em São Paulo, que sofre com frequentes estiagens e por conta disso com o alto custo da água, várias empresas químicas têm se esforçado para reduzir ao máximo a sua captação e o descarte de efluentes.



Para atingir essas metas de redução, o caminho é encontrar meios, com a ajuda os especialistas, de reusar e reciclar efluentes nas áreas onde há o maior consumo – em primeiro lugar nas torres de resfriamento e, logo em seguida, na geração de vapor, a depender do tipo de indústria. A tese se comprova com dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que anualmente compila informações dos seus associados sobre gestão ambiental, por meio do programa setorial Atuação Responsável.

Segundo o último levantamento disponível, referente a 2018 (os de 2019 serão divulgados até agosto), a água captada pela indústria caiu 34% desde 2006, passando de 7,41 m3 por tonelada de produto para 4,86 m3/t, queda que deve se repetir nos próximos dados. O mesmo ocorreu com o volume de efluentes lançados, com queda registrada no período 2006-2018 de 25%, passando de 2,99 m3/t para 2,25 m3/t.

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