Mulheres despontam na sociedade e na ciência! ABIPLA

O primeiro trimestre do ano concentra duas datas importantes para o reconhecimento das mulheres na sociedade: em 11 de fevereiro, comemoramos o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência e, no dia 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher. Mais do que datas comemorativas, são verdadeiros convites à reflexão sobre a importância da igualdade de gênero e da valorização da mulher na atualidade.

Na ciência, as estatísticas ainda revelam um desequilíbrio significativo: apenas 1 em cada 3 pesquisadores é mulher, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar de avanços importantes, nos últimos anos, as mulheres continuam pouco representadas nos níveis mais altos das carreiras profissionais e enfrentam obstáculos em diversos campos, especialmente, nas áreas chamadas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Na média mundial, as cientistas ainda publicam menos artigos científicos do que os seus colegas.

Na América Latina e no Caribe, embora tenhamos atingido a paridade na proporção de pesquisadores homens e mulheres, ainda persistem desafios. As mulheres pesquisadoras enfrentam carreiras mais curtas, salários mais baixos e menor representatividade em publicações científicas de destaque.

No Brasil, felizmente, a situação destoa, com 43,7% dos pesquisadores sendo mulheres, segundo o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Entre 2010 e 2021, o número de mulheres que concluíram cursos superiores em STEM cresceu 96%, demonstrando um interesse crescente por essas áreas.

Além disso, a proporção de artigos científicos, que incluem a participação de ao menos uma autora mulher é, significativamente, mais alta por aqui, com 72% da produção científica brasileira tendo mulheres como uma das autoras. Atrás do Brasil, estão a Argentina (67%) e a Guatemala (66%).

Por isso, é fundamental reconhecer que o caminho rumo à igualdade de gênero, na ciência, é complexo e não acontece de forma igual por todo o globo. Além das barreiras estruturais e culturais, questões como o reconhecimento do trabalho das mulheres e a representatividade em prêmios e honrarias acadêmicas continuam como desafios a serem superados. Desde 1901, aproximadamente, 50 mulheres ganharam um Prêmio Nobel, cerca de 10% do total. Na área Química, dos 181 premiados até hoje, apenas 5 são mulheres.

Por isso, em comemorações como as citadas no início deste artigo, é essencial renovar nosso compromisso com o estímulo à igualdade de oportunidades e do fortalecimento das mulheres em todas as esferas da sociedade. À medida avançamos para um futuro que caminha para que 75% das vagas de trabalho sejam disponibilizadas nas áreas STEM, é imperativo que as mulheres estejam integradas e reconhecidas por suas competências e contribuições para o desenvolvimento científico e tecnológico mundiais.

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Mulheres na ciência: Criatividade, inovação e sensibilidade são palavras femininas

Não apenas por questões de equidade, mas, também, por resultados, a presença feminina na ciência é crucial para soluções eficazes para os desafios globais. Estudos comprovam que empresas com culturas diversas e inclusivas são mais criativas, sensíveis e inovadoras, com menos barreiras para o desenvolvimento de novas ideias.

Um estudo elaborado pela Accenture, chamado Gender Equality Innovation Research, de 2019, mostra que negócios diversos e inclusivos são até 6 vezes mais criativos e inovadores, comparados a empresas com menor diversidade de gênero. As companhias diversificadas também têm 85% menos medo de errar.

Acredito que seja no equilíbrio que encontraremos soluções permanentes para a evolução humana e creditar à mulher o honroso papel que ELA merece ter na sociedade, talvez seja mais do que um começo; me parece a nossa obrigação!!!

Na Abipla, ao menos, as mulheres seguem à frente. Presidida por Juliana Marra, desde 2020, a entidade mantém uma diretoria igualitária, com o mesmo número de homens e mulheres. Embora não tenha sido proposital, esse equilíbrio evidencia a alta capacidade de liderança e inovação das profissionais do setor de produtos de limpeza. Um número que só cresce e que esperamos continue prosperando, junto com a inovação, criatividade e sensibilidade que o nosso setor vem demonstrando junto ao mercado.

Palavras e soluções femininas, para um mercado plural e extremamente competitivo!

Parabéns a todas as meninas e mulheres! Com ELAS, vamos em frente!

Domissanitários: O que esperar de 2023 ©QD Foto: iStockPhoto
Paulo Engler é diretor-executivo da Abipla

Paulo Engler é diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional – Abipla.

Fundada em 1976, a Abipla representa os fabricantes de sabões, detergentes, produtos de limpeza, polimento e inseticidas, promovendo discussões sobre competitividade, inovação, saúde pública e consumo sustentável. Seus associados representam o mercado de higiene, limpeza e saneantes do Brasil, setor que movimenta R$ 32 bilhões anuais e responde por cerca de 92 mil empregos diretos.

Oportunidades para empreender com saneantes - ABIPLA ©QD Foto: iStockPhoto

ABIPLA

A Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (ABIPLA) foi fundada em 12 de Novembro 1976 com o propósito de representar o setor perante os agentes públicos; promovendo discussões sobre competitividade, inovações, saúde pública e consumo sustentável.

Atualmente, a entidade é referência nacional em assuntos regulatórios e tributários, combate à contrafação (clandestinidade) e adequação às normas de proteção ao meio ambiente. Para a sua elaboração, a Abipla se inspirou nas mais modernas tendências globais sobre o tema, com destaque para as seguintes áreas: redução de produtos químicos em geral, redução da geração de embalagens, redução da emissão de gases de efeito estufa, diminuição do consumo de energia e otimização do uso da água.

Em 1995, a entidade também passou a representar o setor junto ao Comitê de Indústrias de Productos de Limpieza Personal, Hogar y Afines Del Mercosur (Coinplan) e, em 2005, junto à Asociación Latino-Americana de Artículos Domisanitários y Afines (Aliada).

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