Cosméticos

3 de agosto de 2017

Momento certo para investir com criatividade em inovação – ABC Cosmetologia

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Momento certo para investir com criatividade em inovação - ABC Cosmetologia

    Texto: Jadir Nunes

    Acompanhando os noticiários das mais diversas mídias percebemos hoje em dia uma grande apreensão quanto ao futuro, seja em nossa vida profissional ou pessoal. Incertezas quanto às questões relacionadas à economia internacional e como o Brasil está se posicionado, e as perspectivas dos desdobramentos deste governo, constituído em 2015, nos levam a uma reflexão com um viés pessimista.

    Intuitivamente, em momentos de incertezas, de crises, nossa primeira reação é de parar tudo e esperar para ver o que vai acontecer para depois, dependendo do novo cenário, tomar as decisões e definições para dar continuidade as atividades.

    Agora, olhando especificamente para a área de inovação, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, a leitura deve ser completamente oposta. Sabemos que para inovar, criar um produto ou uma linha de produtos com um novo conceito, uma nova tecnologia, leva-se muito tempo. Sendo otimista, no mínimo um ano e meio a dois anos para conseguirmos desenvolver todos os protótipos, realizar as avaliações de estabilidade, segurança, eficácia e registro do produto. Sendo assim, não podemos ficar parados ou interromper o que já estamos pesquisando e desenvolvendo para que “quando passar a crise” a gente volte a reavaliar se iniciamos ou retomamos os projetos.

    Sei que alguns de vocês devem estar pensando: mas, para este tipo de projeto mais inovador, precisamos investir altas quantias de recursos financeiros e nos momentos de crise geralmente as empresas cortam estes tipos de despesas. Correto! É aí que entra a “criatividade” para investir em projetos.

    E, para mim, esta criatividade tem uma outra palavra mágica que é seu sinônimo: “Parceria”! Isso mesmo, parceria, seja internamente na empresa com outras áreas potencializando competências, compartilhando experiências, seja com fornecedores de insumos chaves, seja com a academia, com empresas prestadoras de serviços, com consultores independentes, enfim, qualquer forma que você visualize ser adequada à realidade da sua empresa, sua linha de produtos e do mercado.

    Fazer parcerias é uma atividade totalmente democrática, porque qualquer tipo e tamanho de empresa pode fazer. Empresas gigantes globais, por exemplo, podem visualizar uma parceria adquirindo uma outra empresa do setor ou comprando uma “startup” que desenvolveu uma tecnologia interessante para seu negócio.

    Empresas médias, por exemplo, podem fazer parcerias com universidades em projetos pontuais sem necessariamente envolver grandes investimentos financeiros. No acordo a empresa poderá oferecer os materiais consumíveis, equipamentos e/ou colaboradores interessados em fazer uma pós-graduação. Neste modelo, além de ser interessante para a empresa e a faculdade, pode-se oferecer um treinamento, uma capacitação a um profissional que levará essa vivência de projeto compartilhado para a empresa elevando assim o nível de seus profissionais.

    Química e Derivados, Jadir Nunes é vice-presidente administrativo da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC)

    Jadir Nunes

    Empresas menores, por exemplo, podem fazer parcerias com fornecedores de insumos-chaves, visando até o próprio desenvolvimento de protótipos, testes de estabilidade, avaliações de segurança e eficácia compartilhadas, sendo positivo para ambos os lados.

    Lembrando que também não é necessário criar uma estrutura laboratorial ou mesmo contratar vários profissionais especializados em atividades de pesquisa e desenvolvimento para se conseguir avançar nestes projetos. As parcerias podem envolver empresas de diferentes naturezas que possam suprir todas estas carências com a prestação de serviços.

    Importante reconhecer que todos estes movimentos políticos, econômicos, sociais e mercadológicos são cíclicos e, se hoje estamos em uma situação desfavorável ou de crise, isso irá se reverter daqui a algum tempo e, então, quem não ficou parado e não deixou de conduzir seus projetos inovadores, sairá na frente e será o primeiro a usufruir da nova fase que certamente será mais positiva e produtiva.

    Atividades relacionadas com inovação, pesquisa e desenvolvimento de produtos devem ser encaradas não só como estratégicas, mas também como um processo que deve ser sempre considerado, tendo-se um portfólio de projetos a curto, médio e longo prazo, sempre! Obviamente a quantidade e prioridade de projetos pode e deve variar dependendo dos cenários socioeconômicos, mas eles nunca podem ser deixados de lado ou negligenciados totalmente.

    No futuro, cobrir este gap no lançamento de produtos será muito mais oneroso para a empresa e poderá custar não só a participação no mercado mas também sua competitividade e quem sabe sua sobrevivência.

    Pensem nisso: Parceria sempre!

    Um forte abraço a todos!

    Jadir Nunes é vice-presidente administrativo da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC)



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