Modal rodoviário reduz a competividade sistêmica da logística

Os esforços da indústria química visando extrair valor da logística contam com fatores positivos e negativos ao mesmo tempo. No que depende exclusivamente das empresas, a eficiência dos processos estratégicos da área reduz custos e eleva as margens de lucro. Contudo, a competividade das empresas é parcialmente prejudicada em virtude da predominância do caminhão no transporte dos produtos.

“O modal rodoviário brasileiro é essencial para capilarização, mas inadequado para longas distâncias, principalmente em um país como o Brasil, de extensões continentais”, afirma Luiz Shizuo Harayashiki, gerente de gestão empresarial da Abiquim. A avaliação é ratificada por um estudo da própria entidade, realizado há cinco anos, que evidencia as ineficiências sistêmicas da infraestrutura logística brasileira, que ainda mantém o país na contramão do mundo desenvolvido.

“Ao compararmos com a matriz de transportes de outros países, a logística brasileira se mostra pouco competitiva, em virtude da prevalência da modalidade rodoviária”, observa Harayashiki. Em sua opinião o salto de eficiência das empresas e do país nessa área depende da adequação de uma matriz logística.

“Este desbalanceamento prejudica a eficiência do supply chain da indústria química nacional”, afirma o gestor da Abiquim. A solução é tirar do papel os investimentos nos modais de larga escala para longas distâncias e adequação de infraestrutura, previstos em estudos do Plano Nacional de Logística, avalia o gerente da entidade.

Dados de organizações como a Confederação Nacional dos Transportes mostram que o modal rodoviário representa aproximadamente 64,8% da carga geral movimentada no Brasil, lembra Eduardo Leal, secretário executivo da ABTLP. Mas não há informação disponível no que diz respeito especificamente ao transporte de produtos perigosos, comentou.

Por parte das empresas, não há dúvida de que a melhoria contínua precisa avançar, entregando ainda mais resultados. “A gestão logística contribui de forma significativa para nossos negócios, atendendo a demanda de nossos clientes dentro do prazo e padrão de qualidade, com confiabilidade no processo e evitando custos extras na operação”, ressalta Erikka Azzi, gerente de logística América Latina do grupo Solvay.

“A logística tem no seu dia a dia a eterna dualidade entre custo e qualidade. Otimização e boa gestão fazem a diferença para a organização, resultando em processos internos ágeis e automatizados que contribuem para que todo circuito de transporte gire de forma eficiente” afirmou Eduardo Ivo de Queiroz Cavalcanti, gerente de logística da Braskem.

O executivo acrescentou que a logística tem um papel fundamental no processo operacional da companhia. “É a área responsável pela entrega dos produtos e a satisfação dos clientes, sendo muito influenciada pela qualidade do nosso serviço. Ao mesmo tempo, sabemos que os custos associados nesse processo precisam ser enxutos e temos de ser eficientes”, finalizou Cavalcanti.

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