CBL domina as tecnologias de beneficiamento do lítio – Mineração

O carbonato de lítio grau farmacêutico, empregado em tratamentos psiquiátricos, e o carbonato de lítio grau bateria são os principais produtos do portfólio da Companhia Brasileira de Lítio (CBL).

Considerada uma das poucas empresas do mundo que domina a produção verticalizada de compostos de lítio fora da China, a CBL planeja elevar a produção de concentrado de espodumênio de 45 mil para 90 mil t/ano, como informou Mateus Serrão diretor de estratégia e desenvolvimento de negócio.

Serrão acrescentou que a companhia também pretende expandir a produção de hidróxido e carbonato de lítio. O plano prevê passar de 1,7 mil para 4 mil t/ano. As informações definitivas para esta expansão, em termos de volume e valor do investimento, serão divulgadas no segundo semestre deste ano.

Mineração: CBL domina as tecnologias de beneficiamento do lítio ©QD Foto: iStockPhoto
Mateus Serrão, diretor de estratégia e desenvolvimento de negócio da CBL

“Os investimentos realizados pela CBL nos últimos anos foram motivados pelas expectativas de eletrificação de veículos. A frota mundial vem gradualmente substituindo o motor a combustão por motores elétricos, os quais utilizam bateria recarregáveis de íons de lítio”, explicou Serrão.

A produção atual da companhia se divide em concentrado de espodumênio (mineral rico em lítio), totalizando 45 mil t/ano; 500 t/ano de hidróxido de lítio; e 1,2 mil t/ano de carbonato de lítio.

Além de usado na produção de baterias para carros elétricos, o lítio também supre a produção de baterias de íon amplamente utilizadas em dispositivos eletrônicos portáteis como smartphones, laptops e câmeras digitais.

O domínio da tecnologia de conversão do concentrado de espodumênio em carbonato de lítio ou hidróxido de lítio representa um grande diferencial competitivo da CBL, diz Serrão. Esses dois produtos são os de maior valor agregado, tornando a companhia uma referência, tanto em qualidade, quanto na diversificação de suas aplicações, segundo ele.

A produção mineral da companhia tem baixo impacto ambiental, pois rejeito e estéril são acondicionados em pilhas licenciadas. Posteriormente, esse material é revegetado, sem o uso de barragens, explica o diretor. Por outro lado, 90% da água utilizada no processo passam por reciclagem. O beneficiamento mineral é isento de produtos químicos e não gera efluentes.

“Desenvolvemos nossas atividades de acordo com os mais rigorosos padrões de preservação ambiental. Nosso compromisso é adotar sempre melhorias contínuas nos processos, nos comprometendo com o desenvolvimento socioambiental e sustentável”, justificou Serrão.

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