Petroquímica

Mercado do petróleo segue estável e pré-sal avança – Perspectivas

Marcelo Fairbanks
11 de março de 2019
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    E&P na dianteira – Dos US$ 68,8 bilhões de investimentos em exploração e produção, 56% serão direcionados para a região do Pré-Sal, mais produtiva e rentável, com um custo de extração de óleo abaixo de US$ 7 por barril, considerado excelente em âmbito global. Isso tem atraído a atenção das maiores empresas do setor para os leilões da ANP.

    As metas da Petrobras para o período 2019-2023 indicam a instalação de 13 novos sistemas de produção e a obtenção de grandes resultados nas atividades de revitalização da Bacia de Campos, que já apresentava indicações de declínio. Com isso, a produção de petróleo da companhia no Brasil deverá chegar a 2,3 milhões de bpd em 2019, 10% acima do alcançado em 2018. A produção deverá crescer 5% ao ano, em média, até 2023, segundo o planejamento da Petrobras.

    A área de refino, embora receba aporte menor de recursos do que E&P, é apontada como estratégica, pois apresenta tendência de crescimento de demanda por refinados de 1,5% ao ano até 2023, ao contrário dos mercados mais maduros, que tendem a encolher, tanto por pressões ambientais, quanto pela adoção de motores mais eficientes nos automóveis.

    A RTC terá US$ 8,5 bilhões em investimentos até 2023, tendo por projetos mais importantes a conclusão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e a do Comperj (este em parceria com a chinesa CNPC). A Rnest consumirá US$ 1,3 bilhão para implantar a unidade de redução de emissões atmosféricas do primeiro trem de produção, que permitirá obter a licença para chegar à capacidade máxima de produção. Além disso, aumentará a unidade de tratamento de derivados em 98 mil bpd. O segundo trem de refino deverá ser concluído nesse período. Espera-se que esses investimentos reduzam a importação de derivados de petróleo para o mercado brasileiro, estimado em 2,3 milhões de bpd em 2017.

    Na área de sustentabilidade, a companhia pretende reduzir praticamente à metade as emissões de gás carbônico por barril de óleo equivalente produzido, chegando a 13 kg/bbl em 2023. Da mesma forma, o refino também emitirá menos CO2 por tonelada de cru refinado, de 43 kg/t para 34 kg/t entre 2019 e 2023.



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