Meio ambiente: Tecnologias mais eficientes em saneamento

Concessionários privados adotam tecnologias mais eficientes em saneamento básico e energia

Uma grande vantagem da crescente participação privada no saneamento, movimento iniciado com o novo marco regulatório do setor, é o avanço tecnológico que as concessionárias privadas trazem para a operação.

Seja no tratamento de água, esgoto, em soluções para autogeração de energia e eficiência energética e, mais recentemente, em novas alternativas para a destinação do lodo.

Além de serem menos “engessadas” para contratar, em comparação com as companhias públicas, que precisam promover processos licitatórios demorados e que na maioria das vezes privilegiam o menor preço às tecnologias, muitas operadoras do setor privado também precisam seguir políticas de ESG (da sigla em inglês para Environmental, Social and Governance), por conta de suas movimentações no mercado de capitais para financiar seus projetos, o que as obrigam a adotar práticas sustentáveis.

Um exemplo desse novo cenário ocorre com o maior grupo da área, a Aegea Saneamento, hoje responsável pelos serviços de água e esgoto de 21 milhões de pessoas no Brasil, em 154 cidades, por meio de várias concessões conquistadas nos últimos anos.

De capital aberto, a Aegea em abril realizou uma emissão de títulos de sustentabilidade, os chamados SLB (sustainability linked bonds), no valor total de US$ 500 milhões, que impôs uma série de ações que precisarão ser seguidas pela empresa para manter os juros acordados na emissão.

Além de a emissão ter determinado que a empresa precisará ter 45% de mulheres em cargos de diretoria e 27% de negros até 2030, uma terceira necessidade, para manter os juros fixos da dívida em 7% ao ano, será determinante para acelerar várias mudanças tecnológicas importantes, não só para o grupo como para o país.

Segundo afirmou o vice-presidente de relações institucionais da Aegea, Rogério Tavares, a empresa precisará reduzir em 15% o consumo de energia até 2030.

Meio ambiente: Tecnologias mais eficientes em saneamento ©QD Foto: Divulgação AEGEA
Rogério Tavares, vice-presidente de relações institucionais da Aegea

“Caso não atendamos as metas até 2030, serão acrescidos mais 0,25% à taxa de juros”, disse.

Em específico, a meta de energia tem o poder de motivar muitos projetos de peso nas operações do grupo espalhadas pelo país, o que inclusive já é uma preocupação há muitos anos, dado que o consumo de energia é o segundo item de custos e despesas da empresa de saneamento, representando 28% (exceto depreciação e amortização), atrás apenas da mão-de-obra.

As ações não devem ser apenas em projetos de eficiência energética, principalmente para enfrentar o alto custo com bombeamento, mas também deve dar origem a um projeto importante.

Vencedora de dois blocos (1 e 4) da principal concessão feita no Brasil em saneamento, da companhia estadual fluminense, a Cedae, em abril do ano passado, a Aegea está em estudos avançados para recuperar energeticamente os lodos de estações de tratamento de esgoto das regiões sob sua responsabilidade no estado.

Segundo Tavares, o estudo em andamento visa buscar soluções para uma destinação ambientalmente mais sustentável para o lodo das ETEs da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Dentre as alternativas em avaliação, estão sendo consideradas a produção de energia elétrica, biometano, CO2 Verde e fertilizante.

“É possível que apenas com esse projeto já consigamos atender a meta das emissões dos títulos de reduzir o consumo energético”, disse .

Nos estudos estão sendo considerados diferentes cenários e estima-se uma geração de lodo para a vazão final superior a 200 toneladas por dia, apenas para a ETE Alegria, a maior do estado e que está sendo readequada depois da privatização, depois de ficar por muitos anos subaproveitada pela Cedae.

Estão sendo avaliadas tecnologias para produção de energia elétrica a partir de gaseificação, digestão anaeróbia com hidrólise térmica, pirogaseificação, conversão termocatalítica e digestão anaeróbia do lodo. A implantação é estimada para um horizonte de três anos.

Para se ter uma ideia das possibilidades com a operação no Rio de Janeiro, depois de vencer o leilão da Cedae, pelo qual a empresa se comprometeu com R$ 15,4 bilhões em outorga pelos dois blocos, hoje a Aegea é responsável pelo tratamento de água e esgotamento sanitário de mais de 10 milhões de pessoas das regiões sul, norte e centro da capital e de mais 26 cidades do estado.

Entre os investimentos previstos com a concessão assumida no fim de 2021 estão a destinação de R$ 2,9 bilhões para a Bacia do Rio Guandu e R$ 2,6 bilhões para a despoluição da Baía de Guanabara. Já o complexo lagunar da Barra da Tijuca irá receber R$ 250 milhões.

Além da Aegea, com os blocos 1 e 4 arrematados, o bloco 2 leiloado pela Cedae ficou com a Iguá Saneamento, com pagamento de R$ 7,2 bilhões de outorga para assumir os bairros cariocas da Barra da Tijuca e Jacarepaguá e os municípios de Paty de Alferes e Miguel Pereira.

A Iguá opera 18 concessões no Brasil e com a vitória na Cedae passa a atender mais de 7 milhões de pessoas. A empresa tem como acionista principal o Canada Pension Plan Investment Board (CPP Investments), que fez investimento de capital de R$ 1,7 bilhão, incluindo ações e debêntures, para financiar a nova concessão fluminense.

Lodo na agricultura – Segundo Rogério Tavares, nos casos em que não há escala suficiente para projetos de recuperação energética, nas várias cidades menores onde a Aegea tem concessões, a alternativa adotada, já com alguns exemplos, é a recuperação do lodo como fertilizante na agricultura.

Isso porque o lodo tem diversas substâncias, como minerais e materiais orgânicos, que permitem o seu reaproveitamento e transformação em fertilizantes e compostos agrícolas.

Para começar, isso já ocorre em Piracicaba-SP, na concessionária Mirante. Nessa unidade, há uma parceria entre a concessionária, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) para viabilizar produtos de compostagem com cerca de 1,2 mil toneladas de lodo de esgoto, 180 toneladas de poda de árvores e 500 toneladas de grama cortada por mês.

A primeira medida para diminuir o volume de lodos, pela Mirante, foi em 2019, quando foi instalado na ETE Bela Vista um secador de lodo com estufas agrícolas, que funciona com a luz solar, e que reduziu em um terço o volume dos lodos de todas as 25 ETEs da cidade.

Mesmo que a operação tenha diminuído o volume de descarte em aterros do subproduto do tratamento de esgoto, a concessionária tem a meta de eliminar essa operação, cara e não muito desejável ambientalmente.

Foi por conta dessa meta que a Mirante se uniu com os técnicos da Esalq e da Apta para diminuir ainda mais o passivo. A solução encontrada, depois de estudos iniciais, foi misturar o lodo seco com material estruturante, que no caso são as podas de árvores e as gramas cortadas na cidade.

Adicionando nitrogênio, foi criado um fertilizante agrícola que no momento está em fase de testes em plantações de cana-de-açúcar e de outras culturas.

Quando em escala real, a ideia é destinar todo o lodo gerado nas ETEs de Piracicaba para uso agrícola. São geradas 1.200 t por mês na cidade e, agregados com os materiais estruturantes, haverá por volta 1.800 t/mês de fertilizantes.

Além desse projeto paulista, a Parceria Público-Privada (PPP) da Aegea em nove cidades da região metropolitana de Porto Alegre-RS, a concessionária Ambiental Metrosul, também desenvolve projeto-piloto para uso do lodo em compostagem em “leiras”, faixas de terra dispostas sobre uma base de lona para o isolamento do solo.

Na leira, também é depositada uma mistura do lodo em estado semissólido (ideal para o processo) e serragem, que pode ser substituída por restos de podas de árvores.

A temperatura interna da leira atinge 55ºC, o que garante a eficiência do processo e a eliminação total de elementos patogênicos que ainda restaram no resíduo após o tratamento.

“Dessa forma, serão mantidos os principais nutrientes, como fósforo e nitrogênio, transformando o composto em um fertilizante seguro para plantações”, disse Tavares.

Há ainda outro projeto de lodo na concessionária Águas de Manaus, também da Aegea, na unidade Rio Negro Ambiental. Lá, o lodo da Estação de Tratamento de Água (ETA) Ponta das Lajes é destinado à agricultura pela empresa Timac Agro.

O projeto entrou em fase de execução no final do ano de 2021 e de outubro a dezembro já foram destinadas 627 toneladas de lodo.

Em outra concessionária da Aegea, a Prolagos, que cuida do saneamento de municípios da região dos Lagos, no Rio de Janeiro, está sendo desenvolvido, e em breve será testado, projeto com processo térmico para tratar os lodos da ETE de Arraial do Cabo.

Batizado de unidade de tratamento de resíduos (UTR), o sistema é capaz de transformar o lodo em gás de síntese e em um tipo de carvão vegetal, chamado biochar, elemento útil para aplicação na agricultura, para recuperar solos degradados e sequestrar carbono.

A tecnologia a ser empregada é a pirólise lenta a tambor rotativo, processo de decomposição termoquímico da matéria, feito em ausência de oxigênio.

O gás produzido é filtrado e enviado para queimadores ou motogeradores para geração de energia. Uma parcela do gás retorna para alimentar o processo, sem produção de gases efluentes.

O projeto é liderado pelo departamento de engenharia de produção da Universidade Federal Fluminense e conta com apoio do governo fluminense e da prefeitura de Arraial do Cabo.

O projeto da Prolagos terá capacidade para tratar 2 toneladas de lodo por dia e os testes terão duração de três anos.

Em Atibaia – Mais concessionárias privadas estão também criando soluções para os lodos gerados em suas estações de tratamento de esgoto, considerado um passivo ambiental que poucas companhias públicas de saneamento, até o momento, realmente levaram a sério ou foram de fato pressionadas para resolvê-lo.

A concessionária Atibaia Saneamento, do grupo Iguá, responsável pelo sistema de esgotamento sanitário no município de Atibaia e que opera duas ETEs, localizadas nos bairros Estoril e Caetetuba, é uma delas.

Todo o lodo gerado nas estações, cerca de 50 toneladas por mês, é encaminhado para a Tera Ambiental, em Jundiaí-SP, onde passa por compostagem para aproveitamento como fertilizante.

Segundo a gerente comercial da Tera Ambiental, Lívia Baldo, os lodos recebidos apresentam, de maneira geral, teores suficientes de micronutrientes para a produção dos biofertilizantes, com destaque para cobre, ferro, manganês, molibdênio, níquel e zinco.

“Raramente é necessário adicionar algum nutriente ao processo de compostagem”, diz.

A exceção, de acordo com ela, se dá com o boro, já que por conta de sua solubilidade não é encontrado em níveis suficientes nos lodos desaguados.

“Neste caso específico, por vezes se faz uma correção com uma fonte do mineral”, completa.

Há casos, porém, que há excesso de alguns metais no lodo, acima do permitido pelos parâmetros da legislação, segundo Lívia.

Quando isso ocorre, o lodo não é aceito para processamento na planta de tratamento e de produção de fertilizante orgânico.

Nesses casos, o resíduo deve ser enviado ao aterro. “Essa situação é muita rara de acontecer com lodos de esgoto sanitário, mas pode ocorrer em casos gerados a partir do tratamento de efluentes industriais”, diz.

Além dos ganhos ambientais com o aproveitamento do resíduo das estações, a gerente da Tera Ambiental afirma que os produtos apresentam grande potencial agrícola em seu conteúdo de matéria orgânica, substâncias húmicas, microrganismos, macro e micronutrientes.

“Os fertilizantes orgânicos suprem parte significativa da demanda de nutrientes das culturas nas quais são empregados”, diz.

Para Baldo, porém, os maiores ganhos dos fertilizantes de lodo, além de fornecer nutrientes, são os de contribuir para a melhoria das características químicas, físicas e biológicas dos solos, aumentando a eficiência e aproveitamento dos nutrientes fornecidos pelos fertilizantes minerais, com economia no consumo e ganhos de produtividade.

Segundo ela, o produto se aplica a todas as culturas, inclusive nas pastagens.

Segundo o diretor geral da Atibaia Saneamento, Mateus Banaco, o fertilizante produzido pela Tera, rico em matéria orgânica, hoje é adotado por agricultores e produtores rurais da região com rentabilidade até 50% superior aos sintéticos.

Meio ambiente: Tecnologias mais eficientes em saneamento ©QD Foto: Divulgação
Mateus Banaco, diretor geral da Atibaia Saneamento

“É a alternativa adequada para encerrar o ciclo do saneamento de modo sustentável”, diz.

Hoje em Atibaia, segundo dados oficiais (SNIS 2020), o índice de coleta de esgoto na cidade é de 72,4% e a taxa de tratamento referido à água consumida chega a 84,2%.

Energia – Além do lodo, outra grande preocupação dos operadores privados de saneamento é a gestão energética, não só pela questão ambiental, mas principalmente por conta do custo, já que o tratamento e o bombeamento consomem muita eletricidade.

As frentes de atuação das empresas para diminuir o peso do insumo, além da eficiência energética, hoje passam pelo autoprodução energética, seja com usinas próprias, a biogás ou solar, ou por meio de contratos de geração distribuída, pelos quais as empresas negociam participação ou cotas, por exemplo, em fazendas solares, para ter créditos de compensação para descontar em suas faturas.

A Aegea tem programa de gestão de energia e eficiência energética que se baseia em três pilares: gestão de custeio/mercado; gestão orçamentária/planejamento; e gestão de eficiência energética.

Entre as alternativas de aplicação de energia renovável nas operações, que hoje respondem por 94%, a empresa conta com projetos de geração solar distribuída e compra de energia no mercado livre.

Atualmente a companhia possui 77% de seu consumo energético (de 576.290 MWh, em 2021) adquirido em contratos do mercado livre e 10% do consumo já estão alocados em contratos de geração distribuída que somam capacidade de aproximadamente 7 mil MWh/mês, o equivalente ao atendimento de cerca de 45 mil residências.

Em Alagoas – A questão energética também faz parte das preocupações da empresa Allonda, que ganhou uma das concessões para prestar serviços de água e esgoto em 34 municípios de Alagoas, por 35 anos, também no fim de 2021.

Embora ainda esteja em operação assistida, e só assuma de fato as concessões em setembro, a Allonda já está estudando maneiras de tornar mais eficiente o consumo energético nas localidades e cidades em que vai prestar os serviços e fazer os investimentos.

De acordo com a gerente de saneamento da Allonda, Renata Cavalcante Melgaço, antes mesmo de iniciar as operações, já estão sendo avaliadas alternativas de autogeração.

O mais provável, afirma, é o uso de energia solar fotovoltaica, principalmente por meio de projetos de geração distribuída. Para essas iniciativas, a empresa poderá contar com o suporte de outra unidade de negócios do grupo, a Allonda Energia, especializada no setor.

“Estamos estruturando um modelo de negócios, mas o propósito é suprir a demanda total dos municípios que atendemos com a autogeração”, diz.

Um ponto relevante pré-investimentos, revela Renata, está sendo a escolha pelas tecnologias de tratamento de esgoto que serão adotadas nas áreas de concessão que vão demandar investimentos.

E aí se trata de muitos novos sistemas, já que o índice de cobertura de esgotamento sanitário é muito baixo, em média de 6%. “Serão 146 novas ETEs, em 151 localidades, várias delas em áreas afastadas, em povoados”, diz.

Os municípios maiores da área de concessão chegam a 60 mil habitantes e a maior parte gira em torno de 20 mil. No total, a área concedida pela companhia estadual (Casal) atinge 560 mil pessoas.

Segundo Renata Melgaço, embora ainda não tenham sido definidas, a escolha das estações será norteada pelo consumo energético e pela menor geração de lodos.

“O custo da energia é muito alto, assim como descartar os lodos, principalmente nessas localidades, onde mal há aterros capacitados para recebê-los”, diz.

A previsão é a de que cidades um pouco maiores tenham ETEs compactas e povoados utilizem as chamadas fossas-filtros.

Nos lodos de ETE, a ideia é promover ações de compostagem. “Queremos encontrar soluções para não mandar resíduos para aterros, o que além de não-sustentável, teria custo elevado por conta da logística”, diz.

Em lodos de tratamento de água (de ETA), há a intenção de dar continuidade ao projeto da Casal para aproveitamento em blocos de pavimentação.

Outra vertente que será explorada nas operações é a eficiência energética, segundo Renata.

“Muitas vezes o consumo é alto porque os equipamentos não estão operando de forma satisfatória”, ressalta.

Antes de começar a implantar as soluções de eficiência energética, de autogeração e de aproveitamento do lodo, porém, as prioridades iniciais da Allonda, que estreia em concessões de saneamento no país em Alagoas, é levar a universalização para os 34 municípios do agreste e sertão alagoano.

Pelas metas do marco regulatório, e segundo acordado no contrato de concessão, a Allonda precisará universalizar o serviço de água até 2027, sendo que hoje a cobertura está em 86%.

Já o esgotamento sanitário, com os atuais 6% de atendimento, precisará chegar a 90% até 2033.

O leilão da Casal, vencido pela Allonda em dezembro de 2021, contemplou dois blocos. O que a empresa conquistou, com outorga de R$ 1,2 bilhão, é o bloco B, por meio de consórcio batizado como Alagoas, integrado também pela Conasa.

O outro bloco, o C, foi vencido pelo Consórcio Mundaú, com as empresas Cymi e Aviva Ambiental, com outorga ofertada de R$ 430 milhões e que abrange 27 cidades da Zona da Mata e do litoral alagoano.

Com o leilão, a estimativa é a de que, somados os valores de outorga, sejam envolvidos na universalização um total de R$ 4,5 bilhões de investimentos. Juntos, os dois blocos beneficiam 1,3 milhão de pessoas, o equivalente a 39% da população de Alagoas.

Os vencedores deverão investir nas cidades R$ 2,9 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão nos próximos cinco anos, com estimativa de geração de 2.500 empregos diretos.

Este leilão foi o segundo de Alagoas para privatização do saneamento. Em setembro de 2020, o primeiro leilão incluiu a capital Maceió e outros 12 municípios da região metropolitana, cuja vencedora foi a BRK Ambiental, que ofereceu lance de R$ 2 bilhões pela outorga.

Para atender os concessionários e ser mantida em operação, a Casal ainda continuará sendo responsável pela captação e tratamento de água, que será vendida para os consórcios vencedores, a quem caberá realizar os investimentos para garantir a universalização do acesso à água a 99% da população e à coleta de esgoto a pelo menos 90% dos residentes até 2033. A estruturação das concessões ficou a cargo do BNDES.

Leia Mais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.