Meio Ambiente (água, ar e solo)

Meio ambiente: Novas membranas Hydranautics e Siemens fora da água

Marcelo Furtado
7 de novembro de 2018
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    A Hydranautics, do grupo japonês Nitto, lança globalmente em dezembro uma nova membrana de osmose reversa que promete dar mais produtividade para a produção de água desmineralizada ou dessalinizada. Trata-se do modelo ESPA2 Ultra, membrana de 8 polegadas que pela primeira vez atingiu área de filme de 510 m2, superiores às tradicionais de 400 e 440 m2. Com isso, segundo ressalta o diretor comercial da Hydranautics do Brasil, Renato Ramos, há um ganho de produtividade de até 15%.

    Química e Derivados, Meio ambiente: Novas membranas Hydranautics e Siemens fora da água

    Para Ramos, que assumiu a diretoria da Hydranautics em junho com a meta de elevar a empresa para a liderança no país em três anos (hoje ela é a segunda, atrás da Dow), a nova membrana diminui o valor do capex inicial para as unidades de osmose reversa por demandar menos membranas e também é uma grande vantagem para o mercado de reposição, já que permite ampliações sem necessidade de investir em mais vasos ou novos skids. Outra novidade do grupo, com fábricas nos Estados Unidos e Japão, é a membrana de nanofiltração resistente ao cloro (um dos maiores desafios desse setor) HydraCore, ideal para remoção de orgânicos.

    Enquanto a Hydranautics está investindo em novas tecnologias e têm planos de crescimento no mundo e no Brasil, a alemã Siemens, segundo informa o Global Water Intelligence, está considerando se desfazer de seus negócios em água. Depois de vender a empresa Evoqua em 2014, com várias tecnologias de tratamento de água e efluentes, incluindo sistemas de membranas, clarificação, digestão, aeração, entre outras, agora a ideia é vender a unidade de soluções e serviços para aplicações em tratamento de água no setor de óleo e gás (offshore e onshore). Isso inclui tratamentos primários, secundários e terciários para água produzida, oxidação e separação óleo-água, além de tratamentos biológicos, como MBR com as marcas Petro e PACT. A causa da venda, segundo a publicação, é a queda na rentabilidade do negócio, cujo EBITDA só deve voltar a ser positivo em 2019. Só está fora da venda a área de controle e automação de sistemas de água.



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