Meio Ambiente (água, ar e solo)

Meio Ambiente – Famosa no RJ, geosmina pode ser controlada

Marcelo Furtado
1 de maio de 2020
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    Melhorar o tratamento – E quanto pior for o tratamento, mais suscetível a população estará sujeita a esses riscos. Para muitos técnicos, inclusive, os sistemas precisariam ser sofisticados, seja com processo de oxidação avançada e carvão ativado ou até mesmo, em alguns casos, com membranas. E esse tipo de sofisticação no Brasil está muito longe de ocorrer, onde ainda 100 milhões de habitantes não têm esgotamento sanitário.

    Um estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto, intitulado “Fármacos e desreguladores endócrinos em águas brasileiras: ocorrência e técnicas de remoção”, apontou que, na presença de muitos desses microcontaminantes em mananciais de águas naturais e tratadas do país, principalmente no Sudeste, as soluções técnicas precisariam ser bem diferentes das hoje adotadas.

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    Segundo os pesquisadores, em um trabalho de revisão bibliográfica, tornou-se consenso de que as operações de separação líquido-sólido utilizadas no Brasil são ineficientes para remover fármacos e disruptores endócrinos. O estudo alerta ainda que o uso de cloro em demasia no tratamento, a depender da estrutura do contaminante, pode gerar subprodutos desses microcontaminantes com toxicidade crônica ainda desconhecida.

    Ainda de acordo com o estudo, a adsorção com carvão ativado em pó ou granular, empregada nas emergências de geosmina, apresenta bom custo-benefício e elevada eficiência de remoção, superior a 95%, em alguns tipos de microcontaminantes dissolvidos. Os pesquisadores também chamam a atenção para o uso de processos oxidativos avançados (POA), com remoção superior a 98% para a maioria dos fármacos e desreguladores endócrinos. Nesse caso, os POA com ozônio são considerados os de melhor eficiência.

    Por fim, o estudo afirma que os processos de separação por membranas devem ser também considerados, embora muitas delas tenham apresentado eficiência de remoção variável. As membranas de poliamida seriam as mais promissoras, sendo que nessas escolhas, mais caras, haveria a necessidade de uma análise de viabilidade econômica.



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