Meio Ambiente (água, ar e solo)

Meio Ambiente – Crescem os cuidados com gestão de energia

Marcelo Furtado
16 de dezembro de 2020
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    Geração distribuída – Um exemplo de ação para gerir a energia consumida pela BRK que está sendo decidida corporativamente e aplicada em várias regiões é o uso de energia solar fotovoltaica. Incentivada pelo alto custo da energia no Maranhão e pela forte radiação solar do estado nordestino, a BRK resolveu fazer o primeiro investimento solar no país nessa região, onde tem a concessão de duas cidades: São José do Ribamar e Paço do Luminar, juntas com consumo de 16 GW de potência ano.

    Em junho deste ano, em parceria com a empresa Athom, a BRK passou a contar com a energia gerada por uma usina solar fotovoltaica construída e operada pelo parceiro, que também fez o investimento. A usina foi construída em Timon-MA, vai gerar 4 GWh por ano, cujos créditos serão compensados, no modelo de geração distribuída, pelas estações da BRK nas cidades onde tem concessões no Maranhão, pagando para a Athom pelo serviço.

    Até o fim do ano, mais uma usina, um pouco maior, também da Athom, será inaugurada na cidade de Matões, e terá capacidade para mais 6 GWh por ano. Juntas, com 10 GWh/ano, as duas usinas solares vão atender de 55% a 60% da demanda das operações nas duas cidades com a energia injetada na rede e que gerará os créditos. O investimento total do projeto, pela Athom, será de R$ 25 milhões.

    A experiência no Maranhão, segundo Nogueira, será replicada em outros locais de atuação da BRK. Em Recife-PE, no próximo mês será inaugurada uma com capacidade para 3,7 GWh por ano. Na região metropolitana da capital pernambucana, a BRK tem a maior PPP do país, atendendo 4 milhões de pessoas de 15 cidades e onde o grupo aumentou o percentual de tratamento de esgoto na região de 5% para 38% em cinco anos.

    Em 2021, a BRK vai inaugurar outra usina solar no Tocantins, de 8 GWh por ano, onde atua em 47 dos 139 municípios do estado, atendendo mais de 80% da população tocantinense. Em Goiás, também no ano que vem, será a vez de outra usina, de 700 MWh/ano.

    Outros grupos privados também estão fazendo investimentos em geração distribuída, principalmente com implementação de usinas solares fotovoltaicas para gerar créditos de compensação para as unidades de baixa tensão das empresas.

    Isso ocorre, por exemplo, com a Aegea Saneamento, outra forte concessionária privada do setor, presente em 57 municípios de 12 estados, entre eles Manaus-AM, Piracicaba-SP, Campo Grande-MS, região metropolitana de Porto Alegre-RS e na região dos Lagos, no Rio de Janeiro. A Aegea está implementando, com prazo de conclusão no primeiro trimestre de 2021, oito usinas solares.

    De acordo com o gerente de gestão de energia e eficiência energética da Aegea, Emerson Rocha, uma empresa parceira está instalando e será responsável por toda a operação e gestão dos créditos de energia das oito usinas em estados diferentes, que no total terão potência instalada de 13 MWp, geração de 3 MWmédio, o que corresponderá a 6% da carga total da Aegea, cujo consumo total está por volta de 60 MWm.

    Química e Derivados - Crescem os cuidados com gestão de energia no saneamento básico - Meio Ambiente ©QD Foto: Divulgação

    Rocha: modelagem computacional simula alternativas de operação

    Outra concessionária, a Iguá Saneamento, presente em 37 municípios, entre eles a concessão plena de água e esgoto de Cuiabá, no Mato Grosso, também tem estratégia para geração distribuída. Segundo revelou o gerente de inovação da Iguá, Murillo Borges, embora sem poder revelar mais detalhes sobre os projetos por conta de acordos de confidencialidade, a operação no Mato Grosso conta com créditos de compensação de uma central geradora hidrelétrica (CGH) de 1 MW e, até o fim do ano, começam a ser implementadas usinas solares fotovoltaicas.

    Também a Companhia de Sanea­mento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, divulgou em julho a intenção de instalar 34 usinas solares fotovoltaicas em áreas operacionais disponíveis, em sua maioria em estações de tratamento de esgotos (ETEs), do tipo lagoa de estabilização, onde há terrenos ociosos.

    Segundo a Sabesp, o parque instalado total terá 64 MWp, o correspondente a 4,5% da energia consumida pela companhia, considerada a maior consumidora individual do estado de São Paulo (2.500 GWh por ano em média). O prometido é que a geração já começaria neste ano.

    Química e Derivados - Crescem os cuidados com gestão de energia no saneamento básico - Meio Ambiente ©QD Foto: Divulgação

    Em Cuiabá-MT, bombeamento da estação foi substituído



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