Equipamentos e Máquinas Industriais

Medidores – Opções de alta tecnologia em vazão e nível ficam mais acessíveis

Marcelo Fairbanks
15 de março de 2011
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    Química e Derivados - Oduvaldo Banhara - Conaut Controles Automáticos, ultrassônico

    Banhara: ultrassônico aprovado para transferir custódia de gás

    “Na área de petróleo os ultrassônicos dominam a cena nos grandes volumes, enquanto nos fluxos menores os mássicos por efeito Coriolis predominam em alguns tipos de óleos”, avaliou Maurício Negrão, diretor de negócios da Emerson Process Management. O petróleo contaminado com impurezas ainda usa os medidores de engrenagens. “O gás natural é medido geralmente por pressão diferencial em placas de orifício, mas os ultrassônicos estão ganhando terreno rapidamente”, comentou. A Emerson conta com ampla variedade de instrumentos de campo, interfaces e sistemas de controle e automação de processos. “Preferimos vender pacotes completos, que acabam tendo custo total menor para o cliente, além de evitar problemas e despesas com integração”, disse. A empresa vende instrumentos isoladamente, especificando-os caso a caso.

    Negrão observa que o custo dos instrumentos de medição de vazão e nível mais sofisticados e mais precisos tem caído nos últimos anos, favorecendo a substituição de dispositivos menos nobres em aplicações de alta segurança, evitando paradas desnecessárias na produção, além de poderem ser usados nas transferências de custódia. “Os protocolos digitais permitem funções de autodiagnóstico e correção, funções muito valorizadas pelos clientes”, acrescentou.

    A Yokogawa também conta com linha ampla de produtos para automação e controle, mas a venda de instrumentos isolados representa cerca de 50% de seu faturamento. “A venda de sistemas completos depende de projetos novos, nem sempre disponíveis”, explicou Marco Figueira, gerente geral do departamento comercial da divisão de produtos da Yokogawa América do Sul. A venda isolada, por sua vez, atende os clientes que estão ampliando ou atualizando tecnologicamente suas instalações, com atividade constante.

    Figueira aponta o setor petroquímico como o maior mercado para medidores de vazão na companhia, seguido atualmente pela atividade de mineração. “Ambas exigem alta estabilidade de sinal, mas a mineração, por operar fluidos com alto teor de sólidos, impõe mais desafios”, afirmou. A indústria de petróleo consome mais medidores de pressão e temperatura, mas também é importante nas linhas de vazão e nível. “Como eles usam transmissores de pressão, eles obtêm a vazão por meio deles”, explicou.

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    Figueira: minerodutos ampliam o mercado dos medidores de vazão

    Além desses segmentos, a indústria de celulose e papel é muito interessante para os negócios da Yokogawa, que conquistou o contrato para fornecer um pacote completo de medição de vazão, pressão e pH para a fábrica que está sendo construída em Três Lagoas-MS pelo grupo JBS.

    Segundo ele, o maior investimento da companhia em medição de vazão está na inteligência dos instrumentos, sendo capazes de identificar problemas nos processos e apontar correções. “Há empresas que mudam seus medidores para aproveitar essas vantagens, enquanto outras só mudam a instrumentação por força de norma”, avaliou Figueira.

    Na medição de gases, a Hirsa recomenda aplicar a tecnologia V-cone, que tende a conquistar mercados das linhas de medidores tradicionais. Trata-se de um cone invertido, instalado dentro do tubo de modo que gere uma zona de turbulência posterior que indica a vazão do gás. “O V-cone não requer trechos retos de tubulação, nem antes, nem depois, reduzindo o espaço requerido e o peso do medidor, que se reflete na estrutura de suporte”, comentou Pieroni. Além disso, esse medidor não tem partes móveis e praticamente mantém suas características físicas ao longo do tempo, com baixa exigência de manutenção e calibração. “Essas características tornaram o V-cone preferido nos sistemas de medição monofásicos nas plataformas de exploração submarinas”, salientou.

    Em meio a tantas alternativas de medidores, os clientes devem se orientar pelo velho critério de custo/benefício, considerando as necessidades de segurança e os impactos dos erros de medição no faturamento. Instrumentos mais precisos evitam a subavaliação da produção entregue ao cliente, ou seja, têm reflexo direto na receita do fornecedor.

    Eletromagnéticos dominam – Embora limitados a fluidos condutivos, os medidores de vazão eletromagnéticos são, de longe, os mais vendidos entre os instrumentos mais modernos. Eles aliam a boa precisão ao baixo custo de aquisição e de operação, incluindo inovações recentes para reduzir o consumo de energia. Basicamente, o líquido em movimento induz uma tensão elétrica ao atravessar um campo magnético gerado por bobinas colocadas na parte externa do tubo, enquanto dois eletrodos em contato com o líquido medem a tensão induzida e, por meio dela, a vazão volumétrica. Essa aplicação prática da Lei de Faraday não provoca perda de carga, pode atuar mesmo nos líquidos com sólidos em suspensão e requer baixa manutenção, por ser isento de peças móveis.

    Na Yokogawa, a novidade é um medidor eletromagnético com apenas dois fios de alimentação de energia. “Medidores de dois fios tinham baixa precisão e sinal instável, problemas agora resolvidos com o modelo AXR”, comentou Cassius Magdo de Barros. A vantagem de usar apenas dois fios está no menor consumo de energia do medidor, que pode ser cinquenta vezes mais econômico nesse item que um convencional de quatro fios.



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    Um Comentário


    1. Obrigado por me ajudar a entender, realmente me foi útil.



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