Equipamentos e Máquinas Industriais

Medidores – Opções de alta tecnologia em vazão e nível ficam mais acessíveis

Marcelo Fairbanks
15 de março de 2011
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    “Os medidores de vazão ultrassônicos são os que mais crescem no mundo atualmente”, comentou André Nadais, gerente de produtos da Endress+Hauser Controle e Automação. A facilidade de aplicação, exigindo pequenos trechos retos, semelhantes aos exigidos pelos magnéticos, com a vantagem de não colocar nenhum elemento em contato com o fluido em escoamento, nem colocar obstáculos físicos ao fluxo, ou seja, sem provocar nenhuma perda de carga, são justificativas para essa preferência. A precisão típica desses medidores instalados na linha é de 0,5%, podendo chegar a 0,3% com a inclusão de um par adicional de sensores, disputando algumas aplicações com medidores mássicos.

    Nadais afirmou que a tecnologia de ultrassom já é bem-aceita pela Petrobras para medições de fluidos limpos e também de óleo (baixa condutividade). Há discussões para a criação de uma norma da ISO (Organização Internacional para Padronização) referente ao uso dessa tecnologia de medidores. “Os medidores de placa de orifício só sobrevivem porque as normas de aplicação foram escritas há mais de oitenta anos”, criticou. A Endress+Hauser também produz essas placas (com leitura de vazão pelo diferencial de pressão a montante e a jusante) para tubulações de grandes diâmetros carregando fluidos com altas temperaturas (mais de 500ºC, usando materiais especiais), situação desfavorável para outras técnicas de medição. Nadais ressaltou que esse medidor pode até enviar dados para o sistema central, mas tem precisão baixa e é susceptível ao desgaste. “Temos um sistema compacto com sensor de pressão diferencial e um transmissor que oferece alta segurança”, disse.

    Química e Derivados, André Nadais, Endress+Hauser Controle e Automação, medidores ultrassônicos

    Nadais: medidor mássico evoluiu e passou a ocupar menos espaço

    “A tecnologia ultrassônica supera em vantagens as outras tecnologias na medição de vazão de líquidos, por não possuir elementos intrusos, permitindo passagem plena, que se reflete em menor consumo de energia para bombeamento do fluido”, aduziu Ernesto Pieroni, da área de desenvolvimento de negócios da Hirsa Sistemas de Automação e Controle. A matriz, no Rio de Janeiro, está praticamente voltada apenas para o setor de óleo e gás, enquanto o seu escritório de São Paulo atende a um leque de clientes mais diversificado. “Além disso, por não terem partes móveis, esses medidores apresentam baixíssima manutenção.”

    Apesar da ampla aceitação dos ultrassônicos, Pieroni admite que a medição de vazão de óleos crus pesados (alta viscosidade) ainda é uma tarefa difícil de ser cumprida. “Superamos essas dificuldades usando processos e tecnologias especiais”, afirmou.

    A Yokogawa América do Sul oferece aos clientes a sua linha de medidores ultrassônicos apenas para uso em fluidos limpos. “Estamos perto de lançar no Brasil medidores por ultrassom para todos os líquidos, o que deve ser feito em 2012”, comentou Cassius Magdo de Barros, coordenador de Engenharia de Aplicações PCI (Instrumentos de Controle de Processos). Ele considera esses medidores bons para dar uma referência de vazão, especialmente nos instrumentos portáteis, acoplados diretamente sobre a parte externa das tubulações, nos quais a precisão de medida ficaria entre 5% e 7%, nas melhores condições. “Os portáveis têm a facilidade de instalação em vários diâmetros, sem parar a linha, e podem servir para avaliar o funcionamento de outros medidores existentes”, afirmou.

    Medidores ultrassônicos in line, com o corpo instalado entre flanges, ou soldados nas tubulações, apresentam melhor precisão, chegando a 0,15%, com vários modelos aprovados pelo Inmetro para operações de transferência de custódia de líquidos, inclusive para cálculo de tributos. “Nossos instrumentos ultrassônicos para essas aplicações são equipados com maior número de canais”, explicou Oduvaldo Banhara, gerente comercial da Conaut Controles Automáticos. Empresa nacional, fundada em 1965, ela conta com uma parceria sólida com a Krohne, com a qual opera desde 1996 uma joint venture paritária, a Krohne Conaut Instrumentação (KCI), que fabrica em Embu-SP e exporta 60% da produção de medidores eletromagnéticos e ultrassônicos para os Estados Unidos, Holanda e América do Sul.

    “O real valorizado exige um esforço maior da nossa parte para reduzir custos e manter as vendas”, comentou Banhara. A disputa pelas encomendas locais contra os instrumentos de medição importados também ficou mais acirrada. A KCI produz em Embu os tubos estruturais e os revestimentos elastoméricos, poliuretânicos e fluorados (PTFE), sobre os quais instala a parte eletrônica importada, feita pela Krohne. Os medidores de alta pressão e os tubos revestidos com cerâmica também são importados. A nacionalização dos instrumentos é interessante para aproveitar os incentivos creditícios oficiais, como o Finame, do BNDES.

    Com tecnologia da parceira multinacional, a Conaut lançou, nos últimos meses de 2010, medidores de vazão ultrassônicos para gases, com exatidão de 0,2%, sendo aprovados pelo Inmetro até para transferência de custódia, com diâmetros de 4 a 24 polegadas, no modelo Altosonic V12. O Optisonic 7300 é menos preciso, entre 1% e 2%, sendo oferecido na faixa de duas a 24 polegadas, também para gases. “É uma tecnologia inovadora, muito útil nos city gates, que substitui com vantagens os medidores do tipo turbina, cujo desgaste leva a erros de leitura e exige manutenção frequente”, comparou Banhara.



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    Um Comentário


    1. Obrigado por me ajudar a entender, realmente me foi útil.



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