Automotivo e Aeronáutico

Máquinas – Indústria mecânica prevê crescer com base na demanda

Antonio C. Santomauro
11 de abril de 2020
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    Química e Derivados -

    Máquinas – Indústria mecânica prevê crescer apenas com base na evolução da demanda nacional – Perspectivas 2020

    As projeções anunciadas pelos dirigentes da indústria nacional de máquinas e equipamentos para este ano soam otimistas, com cautela. Uma pitada de moderação tempera esse otimismo, que ao menos por enquanto não se traduz em números muito grandiosos, mas, transformadas em realidade, tais perspectivas trarão bom alento a esse setor, que nos últimos anos teve seus negócios drasticamente reduzidos e agora aposta em maior prosperidade em decorrência não somente da economia interna mais movimentada, mas também de uma conjuntura cambial que lhe permite mais fôlego para enfrentar a concorrência dos equipamentos importados.

    É importante ressaltar que, pelo segundo ano consecutivo, em 2020 o aquecimento da economia nacional deve fazer do mercado interno o grande responsável pelo incremento nos negócios da indústria nacional de máquinas e equipamentos. “As vendas internas devem elevar-se cerca de 10% e provavelmente não crescerão as exportações ”, projeta José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). “Com isso, o crescimento do total do setor no decorrer deste ano, relativamente a 2019, deve situar-se na faixa entre 3,5% e 4% ”, sintetiza.

    Diferentemente do verificado nos dois anos anteriores, já em 2019 foi o mercado interno o propulsor da expansão do setor. Expansão não muito significativa, aliás, e na qual deve ser computada a destina,ção de recursos para recuperação e atualização de equipamentos. “Mas ressalte-se que o consumo de máquinas, que em 2018 já havia pelo menos se mantido mais estável – após uma queda de quase 50% nos cinco anos anterio,res – voltou a crescer em 2019 ”, observa o presidente-executivo da Abimaq, entidade que divulgou estudo, projetando para este ano elevação nos investimentos (ver quadro adiante) .

    A crescente demanda inter,na seguirá impulsionando até a importação de máquinas e equipamentos, crê Paulo Castelo Branco, presidente-executivo da Abimei (Associação Brasileira do Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais): “Difícil prever índices, mas essa importação seguirá crescendo em 2020, as empresas precisam de tecnologia ”, argumenta.

    Química e Derivados - Castelo Branco: importação avançou mesmo com dólar caro

    Castelo Branco: importação avançou mesmo com dólar caro

    Nem mesmo a cotação do dólar acima de R$ 4 freará essa importa,ção, diz Castelo Branco. Estudo da Abimei mostra que no decorrer de 2019 (com o dólar já valorizado) o volume de importações de bens de capital no Brasil cresceu 30%, relativamente ao ano anterior, atingindo um total de US$ 37,4 bilhões de dólares. Cresceu também nesse período em 22% a importação de bens intermediários, que somou aproximadamente US$ 128 bilhões.

    Restringindo-se aos dez primei,ros meses do ano passado, o mesmo estudo da Abimei informa que, comparativamente ao mesmo período de 2018, cresceu mais acentuadamente a categoria Equipamentos de Transporte Industrial, vindo a seguir Peças e Acessórios para Bens de Capital (respectivamente, cresceram 11,6% e 6%, e movimentaram US$ 3,2 bilhões e US$ 17,8 bilhões).

    Castelo Branco credita ao reaquecimento da economia nacional a parte principal do mérito por esse crescimento da importação de máquinas e equipamentos “Tanto é que ele aconteceu mesmo com um câmbio desfavorável à importação ”, pondera. “Indústria automobilística, eletroeletrônicos, indústria aero,náutica e construção civil estão entre os setores que mais contribuíram para essa expansão ”, especifica o representante da Abimei.



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