Máquinas: Importadores suprem projetos para nacionalizar produtos

Mesmo com o dólar valorizado, e com os problemas da logística internacional, no ano passado a importação de máquinas e equipamentos cresceu significativos 23,4% (relativamente a 2020), informa a Abimaq.

Atingiu assim um total de US$ 21,6 bilhões.

Este ano, essa importação se expandirá pelo menos mais 15%, prevê Paulo Castelo Branco, presidente da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais).

Afinal, ele justifica, os mesmos fatores cambiais e logísticos que poderiam dificultar a importação de máquinas e equipamentos também estimulam empresas brasileiras a produzirem aqui produtos antes trazidos de fora.

Entre os setores que hoje trabalham para nacionalizar a produção de peças e componentes que antes importavam, Branco cita a indústria automobilística.

Máquinas: Importadores suprem projetos para nacionalizar produtos ©QD Foto: iStockPhoto
Paulo Castelo Branco, presidente da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais)

“Saiu a Ford, mas a Audi está retomando a produção de sua planta de São José dos Pinhais-PR e a GM está investindo cerca R$ 5 bilhões em sua fábrica de São Caetano do Sul-SP, onde produzirá a nova pick-up Montana e um novo SUV”, destaca.

“Também cresceu bastante a importação de equipamentos e máquinas para a produção de implementos rodoviários e máquinas agrícolas”, acrescenta.

Além disso, prossegue Castelo Branco, as empresas precisam investir em produtividade e qualidade, e os equipamentos com mais requintes tecnológicos, ou que conferem maior velocidade de produção e mais precisão, são geralmente importados.

“Alguns, como centros de usinagem com cinco ou mais eixos de grande porte, máquinas de eletroerosão a fio, maquinas de corte a laser de alta potência com automação de carga e descarga, e até mesmo componentes como CNC (Comandos Numéricos Computadorizados para Maquinas), servomotores e seus drives de acionamento, sequer são produzidos aqui no Brasil”, especifica.

Questões políticas, ressalta o dirigente da Abimei, podem exercer alguma influência nas decisões de investimento em máquinas e equipamentos, mas grande parte das empresas já percebeu que não pode se ater a elas, e seguem investindo.

“Quem investiu em 2021 agora colhe resultados, e quem investir em 2022 colherá resultados em 2023”, enfatiza

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