Máquinas – Dólar caro favoreceu vendas de nacionais

Perspectivas 2021

Plástico Moderno - Máquinas - Dólar caro e bloqueios em vários países favoreceram vendas da indústria nacional - Perspectivas 2021 ©QD Foto Divulgação
Garcia: válvulas sofrem com baixos investimentos químicos

Válvulas e desindustrialização

Também a demanda do mercado nacional de válvulas crescerá no decorrer deste ano, prevê Maurício Garcia, vice-presidente da CSVI (Câmara Setorial de Válvulas Industriais) da Abimaq. “Difícil falar em números, mas não será um crescimento expressivo. Agronegócios, segmentos da infraestrutura, como saneamento, mineração e O&G deverão ser os setores com maior expansão de demanda”, detalha.

Em 2020, avalia Garcia, a indústria brasileira de válvulas industriais realizou volume de negócios similar ao do ano anterior. “Mercado muito importante, a indústria química registrou uma situação difícil, com queda de 10% a 15%”, especifica o dirigente da CSVI, citando como grande desafio atual desse setor o enfrentamento da concorrência global, intensa tanto no segmento dos produtos de baixo preço – em que predominam competidores asiáticos –, quanto no mercado de maior valor. Nesse último caso, incluindo válvulas embarcadas em plataformas trazidas prontas do exterior pela Petrobras. “Precisaremos de reformas fiscais e tributárias, crédito e câmbio favorável para nossos negócios”, pleiteia Garcia.



Por sua vez, Velloso reivindica um processo de abertura à concorrência internacional no qual se privilegie quem agrega mais valor aos produtos, com a simultânea expansão da abertura à competitividade do mercado de matérias-primas. “No Brasil, matérias-primas são entre 30% e 60% mais caras que em outros países, é preciso ampliar a competitividade no fornecimento de aço, de aço inox, de polipropileno, de combustíveis”, especifica.

Somente essas e outras medidas de minimização dos fatores desfavoráveis aos custos da produção no Brasil, acredita Velloso, reverterão um processo de contínua desindustrialização da economia nacional. “Há trinta anos, a participação da indústria de transformação no PIB do país era de 25%; hoje, está em 11%”, compara. “A saída da Ford, e pouco antes da Sony, apenas expõem a continuidade de um processo que já vem de décadas”, ressalta o presidente-executivo da Abimaq.

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