Máquinas – Crescimento pode ser maior que o esperado

Mercado pode crescer neste ano, mas energia e aço preocupam

Foram majoradas as perspectivas de evolução dos negócios da indústria brasileira de máquinas e equipamentos no decorrer deste ano: “prevíamos inicialmente um crescimento de 13,5% na receita do setor; agora, projetamos que esse índice pode chegar a 17% acima do registrado em 2020”, relata Cristina Zanella, diretora do departamento de economia e estatística da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

A nova projeção acompanha o movimento de revisão, para cima, das estimativas referentes ao conjunto da economia nacional após a mais recente divulgação dos dados de desempenho do PIB nacional, que no primeiro trimestre deste ano se expandiu além do esperado: 1,2%, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior, diz o IBGE.

“E, até mesmo pelo reaquecimento da demanda de países importantes para nossos negócios, também o mercado externo deve contribuir para o melhor desempenho do setor”, ressalta Cristina.

Nos primeiro cinco meses deste ano, a receita da indústria brasileira de máquinas e equipamentos avançou em ritmo bem acima do projetado para o total do ano: exatamente, 39,2% sobre o mesmo período de 2020.

Simultaneamente, evoluíram também variáveis como consumo aparente de máquinas e equipamentos (compras no mercado interno mais importações), vendas no mercado interno e nível de emprego, entre outras,

Obviamente, o impacto dessa evolução fica comprometido porque a comparação é realizada com um período que abrange os estágios iniciais da pandemia, quando toda a atividade econômica foi duramente afetada.

Mas essas variáveis de receitas e consumo interno cresceram mesmo quando cotejados maio último e o mês de abril imediatamente anterior (vide Tabela 1).

Química e Derivados - Máquinas - Mercado pode crescer neste ano, mas energia e aço preocupam ©QD Foto iStocKPhoto

Sinais de alerta – Alguns indicadores também recomendam cautela nas análises referentes à possibilidade de continuidade da expansão dos negócios da indústria brasileira de máquinas e equipamentos.

Alguns deles foram expressos nos próprios dados da Abimaq, como as informações sobre ligeiras quedas, também comparando-se os últimos meses de maio e abril, tanto na capacidade ocupada quanto na carteira de pedidos (Tabela 2).

Química e Derivados - Máquinas - Mercado pode crescer neste ano, mas energia e aço preocupam ©QD Foto iStocKPhoto

E há preocupações com os efeitos da crise hídrica e energética, e com os aumentos nos custos de matérias-primas, do aço, principalmente.

A energia não deverá ser racionada, mas seu preço subirá bastante, prevê José Velloso, presidente-executivo da Abimaq.

Para contornar esse problema, ele crê, indústrias mais estruturadas até buscarão alternativas – como a energia solar, ou os geradores a diesel – das quais lançarão mão ao menos nos horários de pico de consumo de energia, quando o custo do insumo é mais elevado.

Já o preço do aço, matéria-prima básica dessa indústria, seguiu subindo muito nos últimos meses.

“Estamos estimulando empresas a importarem aço, mesmo com os tributos, essa importação pode resultar em redução de 30% a 40% no preço, comparativamente à compra no mercado interno”, destaca o presidente-executivo da Abimaq.

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