Máquinas: Bombas e válvulas

Até por fornecerem produtos para inúmeras aplicações, dos mais diversos setores, fabricantes de bombas e motobombas registraram no decorrer de 2023 desempenho “de razoável para bom, até melhor que o esperado em um ano de troca de governo”, relata Jackson Murilo Lenzi, presidente da Câmara Setorial de Bombas e Motobombas (CSBM) da Abimaq.

“E estou otimista também com este ano”, afirma Lenzi. “O que pode prejudicar os resultados são os fatores macro, como as guerras em curso. E o custo Brasil segue complicado; a reforma tributária até pode aliviar um pouco, mas é um processo longo, deve durar dez anos”, acrescenta.

Apesar de informações sobre um possível interesse do governo em alguma interferência nas regulamentações referentes ao saneamento, ressalta Lenzi, é esse o mercado ano mais promissor para a indústria de bombas e motobombas. “Creio que há um consenso sobre a necessidade de expandir o acesso à água e ao saneamento”, justifica.

“Mas o universo das bombas é extremamente vasto e diversificado, tanto nos produtos que disponibiliza, quanto em seus mercados, que incluem também O&G, mineração, indústria química, produção de alimentos, entre muitos outros setores”, salienta.

Estima-se que o mercado mundial de bombas movimentou US$ 63 bilhões em 2023, e movimentará US$ 100 em 2032.

Máquinas: Bombas e válvulas ©QD Foto: iStockPhoto
Lenzi: saneamento é o mercado mais promissor para bombas

“Acho que essa previsão para 2032 será ultrapassada”, diz o presidente da CSBM, que hoje congrega 47 associados, detentores, em conjunto, da fatia mais expressiva do mercado brasileiro de bombas e motobombas.

A indústria produtora de válvulas industriais instalada no Brasil deve ter um “bom desempenho” em 2024, crê Djalma Bordignon, presidente da Câmara Setorial de Válvulas Industriais (CSVI) da Abimaq. “As previsões de crescimento seguem muito boas, bem como os investimentos em aumento da capacidade de produção do setor”, ressalta, citando o avanço dos processos de automação e da Indústria 4.0 como fator que tem contribuído para a ampliação desse mercado, especialmente no segmento das válvulas automatizadas.

Também impulsiona a indústria brasileira de válvulas industriais o crescente interesse dos clientes por contar com fornecedores locais, e a simultânea perda de força, nesse segmento industrial, do processo de globalização, há não muito tempo prejudicado por uma conjuntura de falta de componentes e de produtos.

Máquinas: Bombas e válvulas ©QD Foto: iStockPhoto
Bordignon: indústria 4.0 pede mais válvulas automatizadas

“Os associados da CSVI tem crescido nos últimos anos sempre acima de dois dígitos, mesmo no período da pandemia; reflexo de um olhar dos consumidores para os fornecedores locais, confiáveis em relação à entrega e ao pós-venda”, ressalta Bordignon, acreditando que projetos de infraestrutura e os marcos regulatórios do Saneamento e do Gás podem acelerar ainda mais esse avanço.

Os fabricantes nacionais recentemente também conviveram com um problema de escassez de matéria-prima, provocada pela redução da capacidade das fundições nacionais, decorrente da “ação predatória” de fabricantes internacionais. “Mas essa capacidade está novamente em crescimento e deve se equilibrar em alguns anos, assim teremos novamente uma cadeia produtiva mais robusta”, projeta o presidente da CSVI.

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