Logística, Transporte e Embalagens

IBCs – Mais seguros e fáceis de usar, contêineres querem aposentar o uso de tambores nos produtos químicos

Denis Cardoso
14 de agosto de 2009
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    Química e Derivados, Produção de IBCs na Vasitex, IBCs

    Produção de IBCs na Vasitex começa com a coextrusão da parte plástica, que depois recebe a "gaiola" de aço

    Segundo Ludovico, metade das empresas que alugam contentores metálicos mantém um local próprio para limpar os seus IBCs depois do uso, o que, na avaliação do executivo, garante maior segurança para a carga, já que “nenhuma dessas companhias faria uma limpeza inadequada da embalagem, a ponto de trazer riscos de contaminação do produto e, com isso, ter problemas com o cliente final”. No entanto, o gerente da Rentank admitiu que existem empresas de limpeza de “fundo de quintal” que não são registradas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e acabam prejudicando o setor de contêineres químicos.

    Química e Derivados, Gaiola de aço, IBCs

    Gaiola de aço

    Novas regulamentações do Inmetro, que começam a vigorar em novembro deste ano, buscam, entretanto, reduzir os problemas de falta de qualidade e segurança dos IBCs que circulam hoje no país, sobretudo aqueles que transportam produtos perigosos. As portarias do Inmetro nº 347 (outubro de 2008) e nº 280 (agosto de 2008) determinam que as embalagens reutilizadas (usadas mais de uma vez) e empregadas no transporte terrestre de produtos perigosos sejam submetidas à certificação compulsória quando novas, refabricadas ou quando recondicionadas. Assim, o transporte de químicos perigosos só poderá ser realizado se as embalagens estiverem homologadas (certificação válida por cinco anos) de acordo com a norma UN, da ONU (Organização das Nações Unidas). Os testes para homologação são rigorosos e envolvem ensaios de desempenho em compressão (empilhamento), estanqueidade, pressão interna, queda, cobb test, içamento, rasgamento, tombamento, aprumo e levantamento. Os IBCs não homologados serão descartados do mercado ou servirão para o transporte de produtos que não sejam perigosos.

    Além disso, todos os IBCs presentes no mercado (metálicos e de plásticos) devem passar por uma inspeção periódica realizada por empresas registradas no Inmetro. O trabalho de inspeção garantirá que os contentores não apresentam corrosão ou outros danos e que seus equipamentos estão funcionando adequadamente. Cinco de novembro é o último prazo para a realização obrigatória da primeira inspeção dos IBCs, que terá um prazo de duração de 2,5 anos.

    “A inspeção periódica vai retirar do mercado as empresas que atuam de forma irregular, como as que põem produtos perigosos em IBCs antigos e com defeitos, sem nenhuma condição de uso”, afirmou Ludovico, da Rentank, uma das empresas habilitadas no Inmetro para fazer esse tipo de serviço. “As novas regulamentações dividem a responsabilidade entre os envasadores e as empresas que lavam e reutilizam as embalagens”, disse Simson, o diretor da Tankpool. “A partir de novembro, todos os IBCs do país vão ter um pai”, afirmou Trucharte, da Fustiplast, para quem o aperto na fiscalização vai favorecer os negócios com contentores novos. “No mínimo, 100 mil IBCs que hoje circulam livremente no mercado não têm mais condições de uso”, estimou o gerente da Fustiplast.



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