IBCs – Mais seguros e fáceis de usar, contêineres querem aposentar o uso de tambores nos produtos químicos

Química e Derivados, IBCs

A crise econômica mundial fez balançar o até então firme e crescente mercado brasileiro de contentores intermediários para granéis (Intermediate Bulk Container – IBC, na sigla em inglês), a ponto de alguns usuários desse tipo de embalagem industrial levantarem a hipótese de voltar para os tradicionais tambores de 200 litros ou bombonas plásticas, mais simples de manipular e com custos iniciais mais baixos. As empresas de contêineres químicos reconhecem as mudanças de comportamento de seus clientes – agora cautelosos em seus gastos –, mas apostam nas vantagens operacionais e de segurança que os contentores proporcionam aos usuários, além da força dos serviços de logística agregados à locação ou à venda das embalagens. O recente aperto do governo na fiscalização de IBCs reutilizados (lavados e descontaminados) que transportam produtos perigosos também deve contribuir para um reaquecimento nas vendas de contêineres novos, à medida que o controle mais rígido retire de circulação os equipamentos sem condições de uso.

“A crise causou uma retração de demanda em todos os nossos negócios. Sofremos uma queda na demanda de 17% no negócio de IBCs no primeiro semestre deste ano em relação ao primeiro semestre de 2008”, comparou Luiz Francisco da Cunha, gerente-executivo da Vasitex, que atua há mais de quarenta anos no segmento de embalagens. No entanto, a companhia com sede em Guarulhos-SP não teme perder mercado para outros tipos de embalagens e deposita todas as suas fichas nos serviços de logística reversa e de rastreamento, que, segundo Cunha, tornam o custo por litro do produto envasado altamente competitivo em relação ao uso dos tambores. “Nós não oferecemos apenas o contêiner e sim soluções para todo o ciclo pós-envase”, afirmou.

Ao falar de contentores, o sócio da Vasitex não disfarça o entusiasmo gerado na empresa por conta da joint venture com a Schütz, uma das líderes mundiais em embalagens industriais. A união com a alemã, efetivada no início de 2008, permitiu à Vasitex trazer para o Brasil uma tecnologia inédita: os IBCs multicamadas com características antiestática e de barreira antipermeação, que estão sendo produzidos em escala industrial na fábrica de Guarulhos.

Desenvolvidos com exclusividade pela Schütz, os novos IBCs prometem acirrar a concorrência no mercado brasileiro de contêineres. “Novos horizontes serão abertos no Brasil com a embalagem”, festejou Cunha. “Antes, a gente operava apenas com IBCs recondicionados, por meio da solução ‘ciclo de vida fechado’, em segmentos de mercado que podem usar embalagens reutilizadas. Agora, passaremos a atuar também em outros setores aos quais antes não tínhamos acesso, como tintas e vernizes, cosméticos, agroquímicos, alimentícios e petroquímicos, cujo valor agregado dos produtos e sua sensibilidade aos odores não permitem que sejam envasados em embalagens recondicionadas, em virtude dos riscos de contaminações”, comentou o executivo.

O sócio da Vasitex acredita que, em pouco tempo, a demanda retraída do primeiro semestre será compensada pelos novos negócios gerados pelos IBCs criados pela Schütz. “Já estamos produzindo em Guarulhos os contentores plásticos de mil litros e tambores plásticos de 200 litros com três ou seis camadas funcionais”, disse Cunha, acrescentando que essa nova unidade de produção demandou investimentos de R$ 35 milhões e será inaugurada oficialmente pela Schütz-Vasitex em novembro deste ano, provavelmente com a presença do CEO da Schütz, Roland Strassburger (veja mais informações nesta edição).

Como resposta ao lançamento da Vasitex, a concorrente NCG-Tankpool, controlada pelo grupo alemão Mauser e a primeira a fabricar IBCs de plástico no Brasil, a partir de 2000, também pretende inaugurar uma unidade para produzir contêineres antiestáticos, como revelou à Química e Derivados o seu diretor-executivo, Daniel Von Simson. “A matriz mundial da Mauser vem se movimentando para que a nossa empresa comece a fabricar esse tipo de IBC a partir do segundo semestre do próximo ano”, afirmou Simson, completando que a tecnologia não é algo novo para a filial brasileira. “Alguns de nossos clientes já utilizam contentores antiestáticos importados da matriz”, disse o diretor da companhia.

Antiestáticos ou não, o diretor da NCG-Tankpool considera os contêineres químicos um caminho sem volta para as indústrias que estão habituadas com esse tipo de embalagem. “Principalmente quando o seu uso está associado aos serviços de logística”, ressaltou Simson, que destacou também a vantajosa relação custo/benefício dos seus projetos com IBCs. “Tiramos do colo do cliente a responsabilidade pela logística de seus produtos, para que ele passe a se concentrar exclusivamente em sua área de negócios, em seu core business”, afirmou o diretor, que enalteceu o sistema de rastreamento oferecido pela companhia. “Por meio de um software, monitoramos todo o processo logístico, do início ao fim da operação, incluindo transporte, envase, manutenção e lavagem dos IBCs”, explicou. “Esse processo também permite que o nosso cliente saiba a localização exata de cada contentor utilizado, o que lhe permite tomar decisões importantes, como acelerar o retorno das embalagens do local do envase para suas fábricas”, exemplificou Simson.

Segundo o diretor da Tankpool, o custo de um IBC de mil litros equivale ao de cinco tambores de plástico de 200 litros, sendo que, na hora da armazenagem, um contêiner ocupa um espaço menor, equivalente a um palete de 1,20 metro quadrado, enquanto os cinco tambores ocupam uma área de cerca de 1,60 metro quadrado, ou seja, uma economia de mais de 20%. O formato dos IBCs, explicou Simson, também facilita o empilhamento e o transporte das embalagens – é possível empilhar três contentores cheios em cima do palete – e sua montagem sobre paletes permite reduzir os custos com mão-de-obra para carregar e descarregar os equipamentos. Além disso, ressaltou o executivo, o sistema de válvulas de descarga característico dos contentores proporciona maior rapidez no processo de desenvase e mais segurança contra acidentes ambientais, já que os seus mangotes permitem a transferência do líquido transportado para outro recipiente sem vazamentos. Outra vantagem do uso de contêineres em relação aos tambores destacada pelo diretor da NCG-Tankpool é o menor desperdício gerado na hora do desenvase. “Os IBCs quase não retêm resíduos, diferentemente dos tambores, onde sempre fica um restinho”, comparou.

Assim como a Vasitex, a NCG-Tankpool também foi prejudicada pelas turbulências na economia global. Segundo o diretor-executivo da NCG-Tankpool, a crise, se não fez seus clientes mudarem o modo de transportar os seus produtos, acendeu um sinal de alerta em toda a cadeia produtiva, o que provocou uma paralisia momentânea no setor de embalagens. “O mercado de vendas e de aluguel de contentores, tanto dos recuperados quanto dos novos, praticamente parou no fim do ano passado e nos primeiros meses deste ano”, informou. “No entanto, os negócios voltaram a crescer nos últimos meses, sobretudo na área de produtos reciclados”, afirmou o diretor da companhia, que é especializada em coleta e reaproveitamento de embalagens usadas.

Segundo Simson, mesmo com a crise, o faturamento da NCG-Tankpool ainda vai crescer entre 5% e 7% este ano em relação a 2008, embora em ritmo bem abaixo da taxa de expansão de 20% a 25% registrada pelo grupo nos três últimos anos. “Não é só pela crise que teremos um percentual menor de crescimento, mas também pela própria consolidação do mercado brasileiro de contêineres depois do forte ritmo de crescimento nesses quase dez anos de existência no Brasil”, avaliou o executivo.

De acordo com Luis Fernando Trucharte, gerente de vendas da Fustiplast do Brasil, outra grande fabricante de IBCs plásticos de mil litros, depois de uma paralisação geral do setor, os negócios com IBCs estão perto da normalidade, principalmente as operações envolvendo o mercado interno. “Falta muito pouco para chegarmos aos níveis de 2008”, disse Trucharte, que ainda vê um enorme potencial de crescimento deste tipo de embalagem no Brasil. “Na Europa, o mercado de IBCs ainda cresce a uma taxa média de 10% ao ano, enquanto as vendas anuais de tambores estão estagnadas, com tendência de queda”, comparou o gerente da companhia, que também produz os tambores plásticos de 200 litros. Na Itália, onde fica a matriz da Fustiplast, a frota de tambores sofreu uma redução de 30% nos últimos cinco anos, passando de um total de 5 milhões de unidades para os atuais 3,5 milhões.

Química e Derivados, Kleber André Ludovico, Gerente-comercial da Rentank, IBCs
Kleber André Ludovico: inspeções periódicas tirarão irregulares do mercado

Com cinco mil contentores alugados no mercado brasileiro, a Rentank está entre as companhias de embalagens químicas que mais sofreram com os efeitos negativos trazidos pela crise mundial. Isso porque ela atua no ramo de IBCs metálicos, de aço inox, produto de alto valor – seu preço de mercado é de R$ 7,5 mil (produto novo), enquanto um IBC de plástico sai por cerca de R$ 500. “Antes da crise, os fabricantes não faziam tanta conta na hora de optar por determinado tipo de embalagem e levavam em consideração, no caso dos IBCs, a sua praticidade, o fato de não arrastar muitos resíduos, a facilidade de armazenagem etc. Hoje, com a economia em baixa, muitos clientes estão mais cautelosos”, afirmou Kleber André Ludovico, gerente-comercial da Rentank. Nos últimos cinco anos, a Rentank registrou crescimento de 25% a 30% ao ano no mercado de locação de IBCs, segundo Ludovico. “Neste ano, devemos empatar com 2008 ou até mesmo reduzir um pouco os nossos negócios”, previu o gerente.

Com tradição no mercado de aluguel de IBCs, setor em que atua há dezoito anos, desde que fechou seu primeiro grande contrato na área de perfumes com a Unilever, a Rentank viu, durante a crise, sair de suas mãos pelo menos um grande projeto envolvendo seus contentores metálicos. Trata-se de um negócio firmado havia dois anos com um importante cliente baseado em São Paulo. “Esse cliente resolveu devolver os nossos IBCs utilizados especificamente nesse projeto e voltou a usar tambores com o intuito de reduzir os seus custos, que estavam muito altos, pois a operação consistia no envio dos contentores alugados por nós para uma companhia do Rio Grande do Sul, que os mandava de volta após o escoamento do produto”, explicou o executivo, sem revelar o nome do cliente. “Nesse caso específico, trazer de volta o IBC para São Paulo estava ficando mais caro do que simplesmente mandar seus produtos em tambores que podem ser descartados lá mesmo no Rio Grande do Sul.”

No entanto, na avaliação de Ludovico, o IBC continua sendo uma embalagem bastante vantajosa para os fabricantes de produtos químicos. “Não acho que o tambor voltará a ocupar o espaço que perdeu durante todos esses anos de crescimento do mercado de contentores”, afirmou o gerente da empresa com sede em Taboão da Serra-SP e fábrica em Porto Alegre-RS. Diferentemente das companhias que operam com IBCs de plásticos, a Rentank tem seus negócios concentrados na área de locação cativa de longo prazo. “Nesse caso, toda a logística é de responsabilidade do cliente”, explicou o gerente da empresa, que mantém,porém, uma unidade de serviços de descontaminação e inspeção periódica de contentores próprios e de terceiros (metálicos e de plástico) em Taboão da Serra.

Química e Derivados, Produção de IBCs na Vasitex, IBCs
Produção de IBCs na Vasitex começa com a coextrusão da parte plástica, que depois recebe a "gaiola" de aço

Segundo Ludovico, metade das empresas que alugam contentores metálicos mantém um local próprio para limpar os seus IBCs depois do uso, o que, na avaliação do executivo, garante maior segurança para a carga, já que “nenhuma dessas companhias faria uma limpeza inadequada da embalagem, a ponto de trazer riscos de contaminação do produto e, com isso, ter problemas com o cliente final”. No entanto, o gerente da Rentank admitiu que existem empresas de limpeza de “fundo de quintal” que não são registradas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e acabam prejudicando o setor de contêineres químicos.

Química e Derivados, Gaiola de aço, IBCs
Gaiola de aço

Novas regulamentações do Inmetro, que começam a vigorar em novembro deste ano, buscam, entretanto, reduzir os problemas de falta de qualidade e segurança dos IBCs que circulam hoje no país, sobretudo aqueles que transportam produtos perigosos. As portarias do Inmetro nº 347 (outubro de 2008) e nº 280 (agosto de 2008) determinam que as embalagens reutilizadas (usadas mais de uma vez) e empregadas no transporte terrestre de produtos perigosos sejam submetidas à certificação compulsória quando novas, refabricadas ou quando recondicionadas. Assim, o transporte de químicos perigosos só poderá ser realizado se as embalagens estiverem homologadas (certificação válida por cinco anos) de acordo com a norma UN, da ONU (Organização das Nações Unidas). Os testes para homologação são rigorosos e envolvem ensaios de desempenho em compressão (empilhamento), estanqueidade, pressão interna, queda, cobb test, içamento, rasgamento, tombamento, aprumo e levantamento. Os IBCs não homologados serão descartados do mercado ou servirão para o transporte de produtos que não sejam perigosos.

Além disso, todos os IBCs presentes no mercado (metálicos e de plásticos) devem passar por uma inspeção periódica realizada por empresas registradas no Inmetro. O trabalho de inspeção garantirá que os contentores não apresentam corrosão ou outros danos e que seus equipamentos estão funcionando adequadamente. Cinco de novembro é o último prazo para a realização obrigatória da primeira inspeção dos IBCs, que terá um prazo de duração de 2,5 anos.

“A inspeção periódica vai retirar do mercado as empresas que atuam de forma irregular, como as que põem produtos perigosos em IBCs antigos e com defeitos, sem nenhuma condição de uso”, afirmou Ludovico, da Rentank, uma das empresas habilitadas no Inmetro para fazer esse tipo de serviço. “As novas regulamentações dividem a responsabilidade entre os envasadores e as empresas que lavam e reutilizam as embalagens”, disse Simson, o diretor da Tankpool. “A partir de novembro, todos os IBCs do país vão ter um pai”, afirmou Trucharte, da Fustiplast, para quem o aperto na fiscalização vai favorecer os negócios com contentores novos. “No mínimo, 100 mil IBCs que hoje circulam livremente no mercado não têm mais condições de uso”, estimou o gerente da Fustiplast.

[box_light] Nos corredores da Vasitex, o assunto é um só: os novos IBCs antiestáticos criados pela empresa alemã Schütz e que começaram a ser fabricados em Guarulhos. Se depender das expectativas de Luiz Francisco da Cunha, o gerente-executivo da Vasitex, a novidade será um divisor de águas para o mercado brasileiro de embalagens de produtos químicos. “Esperamos que todas as empresas que utilizam IBCs de inox e tambores de aço migrem para o nosso sistema”, disse Cunha, que falou à Química e Derivados sobre os novos contêineres.

QD – Como se dá a operação dos IBCs antiestáticos? Eles são usados apenas uma vez, diferentemente dos IBCs metálicos. No entanto, eles podem ser reaproveitados. Explique melhor essa operação?

Cunha – Produzimos IBCs antiestáticos e condutivos com três camadas e também os IBCs antiestáticos com barreira EVOH de seis camadas, estes direcionados para produtos que, além de serem inflamáveis ou terem baixo ponto de fulgor (<60ºC), têm sensibilidade ao oxigênio e aos gases atmosféricos, como é o caso dos produtos alimentícios. Agora, se os IBCs devem ser reaproveitados ou não, isso é uma decisão que cabe ao cliente. Na exportação, a logística reversa para reúso é impossibilitada pelos custos de frete para retorno do IBC. Porém, para o mercado interno, a nossa empresa provê o gerenciamento logístico do IBC em uso por meio do software NTS (Network Tracking System), que opera em plataforma web, ou seja, o cliente acompanha o ciclo de vida do IBC de qualquer lugar do mundo. Assim, mantemos contato com os clientes dos nossos clientes (esvaziadores dos IBCs) para que, depois de vazios, sejam coletados.

QD – O que acontece com os IBC usados quando eles voltam para vocês?

Cunha – Quando os IBCs retornam para nossa unidade de serviços, eles são recondicionados ou reaproveitados. No primeiro caso, os contentores são higienizados por lavagem química, retestados e recertificados. Na segunda hipótese, trocamos todas as partes em contato com o produto anteriormente envasado (recipiente plástico, válvula e tampa) por outras peças novas, reaproveitando apenas as grades em perfeito estado de conservação. Em ambas as situações, há uma garantia de segurança ambiental, pois alguns IBCs usados são reciclados, transformando-os em matéria-prima plástica para a produção de tambores ou bombonas para uso industrial.

QD – Com a nova tecnologia de contêineres químicos, a Vasitex pretende ganhar mercado sobre qual
tipo de IBC? Metálicos ou de plástico?

Cunha – A característica antiestática dos IBCs Schütz-Vasitex permite que produtos inflamáveis – de baixo ponto de fulgor, ou que são cheios ou esvaziados em zonas EX 1 e 2 (grau de inflamabilidade e explosividade do ambiente) – sejam utilizados no lugar de embalagens metálicas, normalmente usadas nestas aplicações, pois a característica do aço permite que a eletricidade estática gerada durante o processo de enchimento ou transporte da embalagem seja descarregada pela sua própria parede. Agora, a tecnologia desenvolvida por nós também permite que tal efeito ocorra, pois a camada antiestática externa evita a geração de estática. Por isso, esperamos que todos os produtos que utilizam IBCs de inox e tambores de aço migrem para o nosso sistema, pois, como citado, oferecemos soluções para que a embalagem pós-uso não seja inadequadamente descartada e descontaminada, de forma que coloque em risco todos os envolvidos em seu ciclo de vida, perante a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). É bom lembrar também que os IBCs de inox oferecidos ao mercado em forma de aluguel não têm as mesmas soluções integradas para retorno e para serem reutilizados são lavados sob risco de contaminar o novo produto a ser envasado. Pela tecnologia Schütz-Vasitex, passa-se a ter sempre uma nova embalagem em cada envase, pois todas as partes em contato com o produto são trocadas por outras novas.

QD – Quais são as principais vantagens dos IBCs antiestáticos?

Cunha – Além de serem tecnicamente tão eficazes quanto as embalagens de aço em aplicações com produtos inflamáveis ou de baixo ponto de fulgor (<60ºC), os IBCs antiestáticos proporcionam os seguintes benefícios: evitam gastos com manutenção no reúso (reparos, troca de guarnições); evitam gastos com aluguel de frota (o custo deixa de ser variável para se tornar fixo, único, sobre cada mil litros de produto entregue); evitam custos com lavagem e descontaminação dos IBCs usados; e risco zero de contaminação, em razão das partes em contato com os produtos serem sempre novas.
QD – Com a introdução dessa tecnologia de IBCs no Brasil, o Sr. acredita que outras empresas vão seguir o caminho da Vasitex e também lançá-la no país?

Química e Derivados, Luiz Francisco da Cunha, Gerente-executivo da Vasitex, IBCs
Luiz Francisco da Cunha: tecnologia de seis camadas substitui contêineres de aço

Cunha – Existem outros fabricantes de IBCs no Brasil com possibilidade de adquirir equipamentos que permitam produzir IBCs com camada antiestática. Porém, somente a Schütz fabrica IBCs com seis camadas e, no Brasil, apenas a nossa empresa oferece soluções completas e integradas de logística, além da fabricação. Não basta produzir. É preciso ter infraestrutura, tecnologia e software para gerenciar a frota de IBCs em uso, malha logística para coletá-los depois de usados em todo o território nacional, licenciamento ambiental e certificações para descontaminá-los, reciclá-los e transformá-los em matéria-prima. Somente assim, evitam-se riscos ambientais inerentes ao ciclo de vida de uma embalagem industrial. Somente a tecnologia não seria suficiente para atender a todas as necessidades dos fabricantes de produtos industriais líquidos.

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