Lubrificantes: Óleos e graxas sofisiticados ganham espaço

Entre as cerca de 2 mil fórmulas que comercializa, uma linha de produtos é destacada pela executiva. Trata-se da UH1 4-20, de fluidos térmicos atóxicos, desenvolvida nos laboratórios brasileiros da empresa há cerca de um ano e que passará a ser fabricada a partir de fevereiro, graças aos investimentos feitos para ampliar a capacidade da fábrica local. “São fluidos biodegradáveis com forte aplicação no mercado alimentício”, informa.

De origem inglesa, com centros de desenvolvimento nos Estados Unidos e fábricas em vários países, entre elas uma localizada em Embu-SP, a ITW oferece centenas de opções de produtos especiais com a marca Rocol. “Entre as nossas linhas, as mais procuradas são a Sapphire, que apresentam grande resistência a cargas elevadas e temperaturas extremas, e a Foodlube, indicada para a indústria alimentícia”, revela Gazeta.

O gerente de operações industriais também destaca um produto da empresa que não é um lubrificante. Trata-se do aplicador Accu-Lube, pequeno equipamento de microlubrificação, voltado para manter constante o fluxo de óleos PP em máquinas de usinagem de metais. “Além de ser prático, o equipamento evita o desperdício de óleo”, defende.

Tradicional produtor de graxas para a indústria, a multinacional norte-americana Dow Corning, detentora da marca Molykote, lançou há dois anos, em caráter mundial, uma linha completa de óleos lubrificantes especiais. Os produtos chegaram ao mercado nacional há um ano. Dessa forma, a empresa passou a oferecer por aqui uma linha composta por 5 mil itens, indicados para as mais diferentes aplicações.

“Todos os nossos produtos são importados, não temos a intenção de produzi-los aqui a curto prazo”, esclarece Renata. Carlos Eduardo Adami, engenheiro de vendas e aplicações da Dow Corning, explica que a intenção da empresa, ao lançar em caráter mundial a linha de óleos, foi a de atender a demanda dos clientes em todo o mundo, concentrando as compras em um único fornecedor. “Isso facilita muito o processo. Quando as compras são concentradas, a empresa não precisa fazer três ou quatro cotações a cada reabastecimento e torna mais eficiente a manutenção feita em suas linhas de produção”, revela.

Recomendação ajuda as vendas

Em um mercado bastante competitivo, contar com a recomendação de empresas conhecidas e respeitadas pelo mercado vale muito. Por isso, de forma unânime, as empresas fornecedoras de lubrificantes industriais promovem um grande esforço para se aproximar das principais fabricantes de equipamentos. A meta é gerar parcerias técnicas e mercadológicas que visam fornecer os óleos e graxas necessários para o funcionamento das máquinas novas ou, pelo menos, incluir as marcas de lubrificantes na lista dos produtos recomendados pelas indústrias de base.

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Rosemeire – parceria é chave para bons negócios.

A grande preocupação com a prática é destacada por Galeano Galrão, gerente de vendas industriais da ExxonMobil. Ele revela que o grupo multinacional conta com um grupo especializado para formalizar as parcerias, apontadas como estratégicas. “Trabalhamos sempre para conseguir o endosso ou a recomendação preferencial dos fabricantes”, explica.

“O relacionamento com os fabricantes de equipamentos é muito importante para nós”, admite Celso Contrucci, gerente nacional de vendas da ITW Chemical. O executivo conta que a empresa firmou um contrato recente com a Romi, fabricante de equipamentos de usinagem de metais e de transformação de plásticos, que vai utilizar produtos Rocol para lubrificar vários componentes das máquinas que fornece. Opinião idêntica tem Rosemeire Zilse, gerente de mercado da Klüber. “A parceria com os fabricantes é chave para o nosso negócio”, avalia. No Brasil, a Klüber mantém parcerias com fornecedores de máquinas para diversos segmentos industriais, com os quais procura sempre colaborar com o desenvolvimento do projeto das máquinas. São os casos, entre outras, dos acordos com as empresas Polysius (fabricante de equipamentos para indústrias de cimento e transformação de produtos minerais), Sew (motores elétricos) e Atlas Copco (compressores, geradores e outros componentes).

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