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Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Lubrificantes – Apelo ambiental impulsiona uso de óleos de fontes renováveis

Antonio C. Santomauro
15 de março de 2012
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    Revista Química e Derivados, Mário João Gazeta, ITW Chemical, óleo vegetal

    Gazeta prepara estrutura para logística reversa de embalagens

    Aprimoramento e sustentabilidade – A recente entrada em vigor da Resolução nº 18 da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) deve reduzir a quantidade de fabricantes de lubrificantes existentes no Brasil, como prevê Gazeta, da ITW. Ele estima a existência de mais de trezentos desses fabricantes, nem todos aptos a atender às rígidas determinações da nova resolução, abrangendo áreas como produção, estocagem e controle. “Essa resolução moralizará o mercado, havia muitas reclamações sobre produtos que não atendiam às finalidades às quais se propunham”, avalia Gazeta.

    Para ele, essa indústria será agora crescentemente acionada para atender às exigências de sustentabilidade. Isso implica atuar em outras vertentes do processo, entre elas a chamada logística reversa. Além do rerrefino, isso inclui coletar e destinar corretamente as embalagens nas quais fornece seus produtos. Ele projeta também a necessidade de uma estrutura talvez similar àquela já dedicada ao rerrefino, composta por empresas especializadas, e apoiada com recursos dos fabricantes de lubrificantes. “Na ITW, já temos contratos com alguns clientes para logística reversa de embalagens”, conta Gazeta.

    Também a Klüber, conta Rosimeire, mantém alguns contratos desse gênero. Essa empresa busca se integrar ao conceito da sustentabilidade, até mesmo em seus aspectos econômicos, mostrando que suas soluções têm impacto direto não apenas no desempenho de máquinas e equipamentos, mas também em itens como consumo de energia e água, e na emissão de CO2

    Revista Química e Derivados, Vinícius de Medeiros, Avia-Lubrisint, bases sintéticas

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    No quesito energia, a Klüber garante que a substituição de produtos tradicionais pelos seus na indústria siderúrgica – consumidora de nove milhões de litros de lubrificantes por ano – pode gerar redução no consumo de nove milhões de MWh a cada ano, suficientes para atender a uma população de 6,4 milhões de pessoas, e pelos quais a indústria é obrigada nesse mesmo período a um dispêndio de R$ 2,25 bilhões. No setor da mineração – cuja demanda soma oito milhões de litros por ano –, haveria redução de oito MWh anuais; em valores monetários, economia de R$ 2 bilhões. “Esse projeto da eficiência energética é global, mas o Brasil está mais adiantado, até porque a energia aqui é muito cara”, destaca Rosimeire.

    Também atenta à sustentabilidade, a Lubrisint, conta Medeiros, busca trabalhar preferencialmente com aditivos não poluentes: “Procuramos produtos sem cloro, sem enxofre e sem chumbo, ainda hoje utilizados por alguns fabricantes”, critica.

    Ennes, da Chevron, ressalta: determinadas aplicações – não oxidantes, por exemplo – ainda exigem uso de metais nas formulações. Sua empresa tem presença forte em mercados como óleos para usinas de açúcar, óleos hidráulicos, indústria automobilística – tanto nas autopeças quanto nas montadoras –, mineração e construção. Mantém, no município fluminense de Duque de Caxias, a segunda maior fábrica da Chevron em todo o mundo, com capacidade de produção suficiente para atender cerca de 40% da demanda nacional por lubrificantes. “Estamos investindo na estrutura de tancagem dessa fábrica”, ele conta.

     

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