Tratamento de Água

Lonza reforça posição regional com novo centro de tecnologia

Marcelo Fairbanks
16 de Abril de 2018
    -(reset)+

    Química e Derivados, Prédio foi construído para abrigar todo o STC

    Prédio foi construído para abrigar todo o STC

    A companhia Lonza, com sede na Suíça, inaugurou em fevereiro o Salto Technology Center (STC) que reúne em um único prédio 13 laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de soluções para clientes das suas seis áreas de negócios. O prédio totalmente novo fica no sítio da companhia em Salto-SP, onde opera a fábrica de produtos para tratamento de água (HTH) e os depósitos das unidades de negócios. A boa localização e estrutura do sítio permitem o atendimento a toda a região da América Latina.

    Há quase 10 anos, a companhia decidiu orientar seus negócios não mais por produtos, mas pelas necessidades de seus clientes nas áreas de biociências, cuidados ao consumidor, nutrição e higiene, revestimentos e compostos, agroingredientes, e tratamento de água. “Em 2015, decidimos concentrar nossos esforços em tudo o que possa estar relacionado com cuidados à saúde humana, envolvendo prevenção de doenças, nutrientes, cuidados com o lar, entre outros”, explicou Richard Ridinger, presidente (CEO) da Lonza. Dessa forma, embora mantenha forte posição na fabricação de sais quaternários de amônio e na química dos piritionatos, a Lonza dedicará mais tempo e recursos para as linhas de fármacos e produtos biotecnológicos.

    Química e Derivados, Ridinger: futuro do setor está nos avanços da biotecnologia

    Ridinger: futuro do setor está nos avanços da biotecnologia

    Nesse cenário, o STC é o primeiro grande investimento regional voltado para a nova diretriz da companhia. Sua concretização decorreu da insistência de Ridinger em reforçar a estrutura operacional no Brasil, como cabeça-de-ponte para suprir toda a região. “Vamos construir uma unidade de produção sofisticada aqui, mas pode demorar um pouco”, informou. Como explicou, a ideia não é fabricar commodities, mas itens sofisticados, Com isso, a questão de suprimento de matérias-primas deixa de ser relevante, pois o volume a ser produzido será pequeno e de altíssimo valor. “Biotecnologia é o nome do jogo para os próximos 15 anos, as indústrias químicas precisam se preparar para isso”, recomendou.

    No momento, a Lonza avalia como poderá ampliar a infraestrutura do sítio e quais as linhas de produtos que poderão ser produzidas localmente. Contar com um centro de tecnologia é importante, pois permite conhecer melhor as necessidades de mercado e também adaptar soluções disponíveis para as condições regionais. Para isso, contará com transferência de tecnologia interna, parcerias com universidades e também buscará novas tecnologias de terceiros.

    Ridinger salientou que a Lonza busca oferecer soluções mais sustentáveis no longo prazo para os clientes, mesmo que elas dispensem o uso de insumos químicos. “Poderíamos criar superfícies autodesinfetantes, por exemplo”, disse.

    A filial brasileira já está bem avançada nas tecnologias de tratamento de água e deverá manter seu ritmo de desenvolvimento. Soluções para produtos voltados ao agronegócio são identificadas como prioridades. “Queremos oferecer novas gerações de biopesticidades e coadjuvantes de formulação para aplicações no setor agro, segmentos com forte crescimento nos últimos anos”, comentou o gerente de tecnologia do STC, Maurício Franzim.

    Além disso, também serão incentivadas as unidades de saúde e proteção ao consumidor, ainda pequenos, mas em crescimento acelerado na região. A produção de tintas representa uma boa oportunidade de avanço tecnológico, pela necessidade de substituir algumas moléculas biocidas, baixo VOC e na redução de impactos ambientais. “Não interessa qual será a nova tecnologia, química, farmacêutica ou biotecnológica, queremos torná-la disponível para os nossos clientes por meio de formulações, mesmo usando produtos de terceiros”, ressaltou o CEO.

    A área de produtos cosméticos é vista com atenção pela Lonza. “A filial do Brasil está trabalhando muito próxima da matriz para complementar o portfólio, mas é preciso dizer que lançaremos em breve três novos insumos de origem biotecnológica para skin care que foram desenvolvidos aqui, a partir de extratos vegetais fermentados”, informou o CEO.

    O STC não terá, ainda, laboratórios voltados para biofarma. “Seria preciso construir outros dois prédios para isso”, brincou Ridinger. A Lonza se destaca na produção de anticorpos, usados em imunoterapia. Com explicou, são produtos que possuem um esqueleto obtido na química fina, mas braços gerados em processo biotecnológicos avançados.

    A expectativa da companhia é de ver duplicada a participação da América do Sul nos resultados mundiais. Hoje, esse número não chega a 10%. “A América do Sul é o mercado para crescer nos anos 2020s”, encerrou Ridinger, executivo experiente, com carreira construída em grandes empresas como Henkel e Cognis.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *