Logística – Indústria química divide atividades logísticas com operador qualificado

O diretor de desenvolvimento e projetos considera o etanol como vetor de importância crescente para a economia nacional e para o setor logístico, principalmente pelo potencial de exportação. A estrutura atual de ligação com o porto é feita por ferrovias, porém, com o crescimento do volume movimentado e o interesse de grandes players, ele prevê a diversifi cação de modais. “As hidrovias, como a Tietê-Paraná, e as dutovias já têm estudos prontos e poderão ter papel de destaque no futuro”, avaliou.

Em meio à crise econômica mundial, Flores informa ainda não sentir nenhuma retração na demanda por transportes, embora ela seja esperada. “As cadeias produtivas são longas e os impactos demoram um pouco a aparecer”, explicou. A empresa mantém na gaveta planos para novos terminais e operações, especialmente no Mercosul.

Atualmente, a meta principal é buscar o máximo de efi ciência no aproveitamento dos ativos da Ultracargo, mantendo o ritmo de crescimento em todas as frentes, com destaque para assumir responsabilidades crescentes nos processos dos clientes. “Também acreditamos no desenvolvimento futuro de novos modais”, acrescentou.

Aposta na especialização – Uma das pioneiras no transporte de produtos químicos perigosos, a Tquim investe para ampliar a frota e aprimorar o serviço prestado aos clientes. “Queremos crescer, porém sem colocar em risco a qualidade e a segurança do transporte”, explicou Walter Lopes de Almeida, proprietário integral da empresa, tendo adquirido a participação do antigo sócio (a distribuidora Cosmoquímica) no ano passado. A alteração societária levou à mudança do endereço, deixando as apertadas ruas do bairro do Limão em direção a amplos 20 mil m² em Diadema-SP, que compartilha com uma transportadora especializada em eletrodomésticos e embalados. A Tquim recebeu duas vezes o prêmio Mirtes Suda de Atuação Responsável, concedido pela comissão de transportes da Abiquim, como transportadora de granéis líquidos, em 2007 e 2008.

Química e Derivados, Walter Lopes de Almeida, proprietário da Cosmoquímica, Logística - Indústria química divide atividades logísticas com operador qualificado
Walter Lopes de Almeida: estrutura própria para descontaminar tanques químicos

O aparecimento de uma crise econômica não assusta Almeida, para quem o transporte especializado sofre menos nessas ocasiões porque ele se baseia em regulamentos rígidos e exigências severas de segurança, formando uma barreira para a proliferação de concorrentes. Mesmo assim, ele notou uma retração nos embarques durante setembro, com a possibilidade de retomada nos meses seguintes. “A cadeia produtiva carregava estoques elevados, temendo a escassez de insumos”, avaliou. “Quando esses estoques tiverem sido consumidos, o mercado voltará a comprar, talvez no regime da ‘mão para a boca.’”

Caso essa expectativa se concretize, ele prevê que os clientes tendam a fracionar os pedidos, como aconteceu em outras ocasiões. Almeida comenta que a estrutura setorial de armazenamento atual é muito melhor do que a do passado e, por isso, os embarques devem ser mantidos em veículos de maior porte, com a divisão das faturas. “Fica mais caro pagar dois fretes e abrir dois processos de entrega do que dividir o pagamento em dois momentos”, calculou.

De qualquer forma, o ambiente de negócios exige redução de custos em todos os elos da cadeia produtiva. A queda nos preços internacionais do petróleo deve ajudar o setor, embora seja preciso descontar a variação cambial.

A expectativa de crise pode ter um lado benéfi co, funcionando como um “freio de arrumação” na atividade econômica. “Estamos crescendo num ritmo muito forte nos últimos dois anos, resultando na escassez de caminhões e de motoristas qualifi cados, atrasos na entrega de veículos e equipamentos novos”, afi rmou. Desde 2005, a frota da Tquim cresceu 50%, com divisão de negócios de 60% para granéis líquidos e 40% para embalados. Na esteira do crescimento dos últimos anos, ele verifi cou o aumento do número de centros de distribuição de produtos, situação favorável ao fortalecimento dos operadores logísticos. “Também trabalhamos com eles, dentro da nossa competência”, mencionou.

O foco operacional da empresa é o transporte rodoviário, contando com instalação própria para limpeza e adequação dos equipamentos para a operação seguinte. Para isso, a Tquim adquiriu um sistema para tratamento de efl uentes dentro dos parâmetros legais. “Vamos nos certifi car no módulo de lavagem do Sassmaq, apenas para uso cativo”, explicou. A empresa usa o serviço de terceiros qualifi cados em Camaçari, para permitir transportes de retorno.

Almeida comentou que a empresa desenvolve um programa de redução do volume de resíduos para descarte (enviados para a Cetrel), com refl exos no consumo de água e tensoativos. Além do trabalho interno, a empresa trabalha com os clientes para diminuir o número de lavagens dos tanques, principalmente quando usados para

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