Logística, Transporte e Embalagens

Logística – Indústria química divide atividades logísticas com operador qualificado

Marcelo Fairbanks
7 de novembro de 2008
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    instituição de seu programa Sassmaq, desenvolvido e administrado pela Abiquim. Atualmente, as transportadoras certifi cadas passam de 500, todas relacionadas no site da entidade (www.abiquim.org.br), com consulta aberta. O programa é composto por um módulo gerencial comum a todos os participantes, ao qual se agregam módulos específi cos por serviço ou atividade. “Os módulos de transporte rodoviário e de terminais estão funcionando plenamente e iniciamos a aplicação do módulo de estações de limpeza de tanques rodoviários”, explicou José Eduardo Sartor, coordenador da comissão de transportes da Abiquim e gerente de logística da M&G Polímeros Brasil.

    Química e Derivados, José Eduardo Sartor, coordenador da comissão de transportes da Abiquim e gerente de logística da M&G Polímeros Brasil, Logística - Indústria química divide atividades logísticas com operador qualificado

    José Eduardo Sartor: lavagem de tanques entra no Sassmaq; trem, não

    A partir de janeiro de 2009, as associadas da Abiquim devem dar preferência às empresas qualifi cadas pelo Sassmaq para a limpeza e descontaminação de tanques rodoviários. A partir de janeiro de 2010, esse item será obrigatório, incluindo todos os transportadores cadastrados no programa. A meta da indústria química é evitar que resíduos de seus produtos contaminem o meio ambiente nessa etapa das operações, realizadas para que o tanque possa receber nova carga, diferente da transportada anteriormente. Como no caso dos módulos anteriores, o sucesso da iniciativa dependerá do esforço dos associados em exigir o certifi cado de aprovação dos seus prestadores de serviços. Segundo Sartor, há no país cerca de uma dúzia de estações de lavagem que atenderiam plenamente aos requisitos do programa. Transportadoras que disponham de estrutura própria para essa atividade também deverão obter a certifi cação no módulo correspondente do programa.

    O Sassmaq também foi bem-aceito por toda a cadeia produtiva por contar com auditores independentes. Estes precisam ser acreditados por entidades certifi cadoras. Além disso, a comissão consultiva do programa analisa as certifi cações por amostragem, uma espécie de auditoria no trabalho das certifi cadoras. Saliente-se que os auditores passam por programas de reciclagem e atualização de conhecimentos periodicamente. Essa confi guração dá credibilidade ao programa.

    O próximo passo do programa será direcionado para as empresas prestadoras de serviços de atendimento a emergências, um requisito obrigatório para as transportadoras qualifi cadas. “Já temos o projeto montado, mas falta formatá-lo nas características do Sassmaq, mas isso deve fi car pronto em pouco tempo”, comentou Sartor, ressaltando a existência de boas prestadoras desses serviços. Ele esclarece que as transportadoras certifi cadas devem contar com uma estrutura efi ciente de atendimento a emergências, própria ou contratada com terceiros. O mesmo se dá com o seguro das cargas, obrigatório no programa.

    Modais mais lentos – Enquanto o setor rodoviário aderiu rapidamente ao Sassmaq, o mesmo não ocorreu com as ferrovias. “Conversamos com o setor ferroviário, mas eles disseram que só pretendem pensar nisso depois de 2010”, lamentou Sartor. Ele acredita que a Abiquim criará o módulo de normas aplicáveis a esse modal bem antes disso.

    Ele explicou que a indústria química faz uma detalhada análise de risco de todas as opções possíveis de transporte. O modal marítimo segue normas internacionais próprias e, embora não tenha um módulo específi co no programa, apresenta bom desempenho de segurança e qualidade. O problema desse modal está na infra-estrutura portuária defi ciente e nas freqüentes greves nos vários órgãos públicos envolvidos no processo, provocando atrasos.

    A avaliação das ferrovias nacionais, por sua vez, é muito ruim. “Com exceção do trecho de Paulínia-SP a Santos-SP e da linha Sul, rumo à Argentina, a malha ferroviária deve ser descartada para o transporte químico, principalmente por falta de segurança”, afi rmou o coordenador da comissão de transportes da Abiquim. Ele apontou vários casos de acidentes e o longo tempo necessário para percorrer as linhas (transit time) como justifi cativa. “O risco do transporte químico por ferrovia é maior do que no rodoviário.”

    O setor químico poderia contar com dutovias capazes de carregar produtos com segurança e baixo custo. Essa alternativa é comum na Europa e nos Estados Unidos, porém usada apenas em trechos curtos no Brasil, geralmente dentro dos pólos petroquímicos. “Na M&G operamos um duto de sete quilômetros entre o porto de Suape-PE e a fábrica em Ipojuca-PE para transportar o monoetileno glicol (MEG)”, disse. Ele vê como problemas para o maior uso do modal a falta de grandes volumes a transportar em trajetos fi xos e a impossibilidade de usar a rede de dutos da Petrobras, a maior existente no país.



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