Plásticos (Resinas, Aditivos, Máquinas e Mercado)

Novos materiais – Celanese produzirá LFRT em Suzano

Marcelo Fairbanks
22 de setembro de 2014
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    O diretor comercial revelou que está sendo desenvolvida uma roda automotiva no Brasil, feita com Celstran pelo processo de injeção. “Será uma roda com resistência maior que a do aço, mas com metade do peso”, comentou. O produto está em fase final de testes. Rucker disse que a BMW já coloca rodas feitas de fibra contínua de carbono com resinas especiais nos seus automóveis esportivos, situados entre os melhores do mundo.

    Além das marcas citadas, a Celanese adquiriu há dois anos a linha Factor, também de LFRT, porém obtida por um processo diferente. “O acabamento é inferior, em relação ao Celstran, mas essa transação nos permitiu ampliar a capacidade instalada mundial”, explicou Rucker.

    Química e Derivados, Estrutura de porta automotiva de LFRT reduz peso do veículo

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    Outros usos – A Celanese já possui uma boa posição no mercado brasileiro de materiais para uso automotivo. “Temos 60% do mercado de POM, por exemplo”, afirmou Rucker. Mas a companhia entende ser necessário manter o ritmo de inovação. No país, a demanda automobilística pelos compósitos tende a crescer, mas sua introdução exige convencer projetistas e executivos das montadoras. “Quando o material já é usado pelas matrizes, fica muito fácil introduzi-lo na subsidiária local”, informou.

    Apesar da grande relevância do setor automotivo, a companhia busca outros segmentos que possam se beneficiar das qualidades dos LFRT. “A construção civil apresenta excelentes oportunidades, podemos fazer vergalhões, parapeitos e outras estruturas”, disse. Vergalhões feitos de PPS com reforço de fibras longas apresentam maior resistência à tração, torção e enlongamento, embora sejam mais leves que de aço, e podem ser armados com mais facilidade.

    Além dos pellets de fibra longa totalmente impregnada, a Celanese pode fornecer os materiais na forma de filmes ou fitas para a fabricação de compósitos, permitindo produzir tubos, por exemplo. Aliás, a companhia estuda produzir elementos finais, como perfis, vergalhões e tubos extrudados.

    Os LFRT também são usados para fabricar peças e partes de eletrodomésticos, oferecendo alta resistência e baixo peso, além de vários utensílios para uso doméstico e profissional. Rucker explica que, diferentemente dos processos de moldagem de plástico reforçado convencional, que exigem gelcoats e produzem peças pesadas e de paredes grossas, além de sua cura demorar muito, os termoplásticos reforçados ficam prontos imediatamente e admitem designs mais delgados, com acabamento superior. “Computando todos os itens de custos, numa abordagem sistêmica, o uso de termoplásticos reforçados pode ser mais econômico, mesmo custando US$ 10 por kg de resina”, avaliou.

    Na área de polímeros de alta performance, a Celanese atua com posição de destaque nas linhas de polioximetileno, polietileno de ultra-alto peso molecular, PPS e polímeros de cristal líquido (LCP). “Os LCP são poliésteres na forma cristalina, apresentam superfície extremamente lisa, não permitindo que nada grude sobre eles, dispensando a aplicação de camada superficial de polímero fluorado, como se faz com outros materiais”, explicou.

    Dessa forma, os LCP das linhas de produtos Vectra e Zenite são usados para confeccionar formas para cozinhas industriais, suportando altas temperaturas, com desempenho superior ao do alumínio (revestido de PTFE). Mas o maior cliente de LCP é a indústria eletroeletrônica, com grande demanda situada na Ásia.

    Química e Derivados,Cabo de ferramenta tem alta resistência e uso confortável

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    Origem – A Celanese era uma empresa química americana, cujos negócios de plásticos de engenharia foram comprados pela alemã Hoechst, em 1987. Mais de dez anos depois, foi formada a Hoechst/Celanese, abrigando vários negócios químicos do grupo, unidade depois separada da companhia alemã como Celanese AG, com ações cotadas em bolsas de valores.

    Em 2003, o grupo de investimentos Blackstone tomou o controle da companhia, mudando seu nome para Celanese Corporation, fechando depois seu capital. A empresa atua em emulsões para tintas, produção dos derivados de ácido acético, de VAE (vinil acetato), acetato de celulose (primeiro produto a ser fabricado pela companhia, em 1918) e polímeros especiais. “Em outubro de 2013, todas as marcas e nomes comerciais da companhia foram reconsolidadadas, com isso os plásticos de engenharia deixaram de usar o nome Ticona”, comentou. A companhia, com sede em Dallas (Texas, EUA) é um gigante com vendas líquidas de US$ 6,5 bilhões, em 2013, e 7,6 mil funcionários em todo o mundo.

    A Celanese também desenvolve tecnologias de produção inovadoras. Possui um processo para a conversão de gás natural em metanol e agora apresenta a TCX, tecnologia para obter etanol aproveitando gás de carvão e shale gas.



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