Química

Jornada de Segurança de Processos promove troca de experiências

Quimica e Derivados
19 de dezembro de 2019
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    Estudos de ocorrências, parceria e tecnologia na análise de riscos

    A programação da “1ª Jornada Segurança de Processos”, promovida pela Abiquim e pela empresa Dow Brasil, que recebeu o evento em sua sede administrativa na capital paulista, também destacou a importância do permanente estudo de ocorrências.

    Na apresentação “A evolução da Segurança de Processo na Braskem – definições sistêmicas e abordagem específicas: exemplo do tratamento dos eventos de near miss” o engenheiro de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Braskem, Tiago do Monte Novo, explicou que foi necessário realizar um processo de alinhamento entre as equipes responsáveis pela segurança de processo do Brasil, México, Estados Unidos e Alemanha, incluindo a produção de uma análise de risco a cada quinze dias. “Estudar os incidentes de quase acidentes para melhorar as barreiras e evitar os acidentes, conhecendo as causas e os efeitos dos acidentes menores”.

    Química e Derivados - O consultor do CCPS, Alexandre Glitz

    O consultor do CCPS, Alexandre Glitz

    O consultor do Center for Chemical Process Safety (CCPS), Alexandre Glitz, destacou que a jornada proporciona a troca de experiências e conhecimentos dos profissionais da área, o que torna a indústria química mais segura e que o CCPS tem contribuído realizando encontros para debater o tema. Glitz destacou que é preciso lembrar e estudar os acidentes que ocorreram nas décadas de 70 e 80. “Fiz uma apresentação para um público que não conhecia o acidente de Bhopal, na Índia, e é importante analisar as causas e consequências dessas ocorrências”.

    A programação da jornada também contemplou o mercado de resseguros e a especialista de Subscrição da Gerência de Riscos de Property do Instituto de Resseguros do Brasil, Tatiana de Jesus Soares da Silva, destacou a necessidade de as empresas e seguradoras atuarem como parceiras na realização da inspeção para a confecção do relatório com as recomendações de melhoria das exposições de riscos que possuem e não possuem barreiras. “A inspeção ajuda a aumentar a confiabilidade da operação do segurado, a seguradora não é uma auditoria. Se o risco for trabalhado para ser minimizado, é possível aumentar a cobertura por haver menor chance de sinistro”, explicou.

    O diálogo com a comunidade foi destacado pelo diretor da RSE Consultoria, Américo Diniz, além de realizar uma análise quantitativa dos riscos. “A empresa precisa dialogar com a comunidade para estabelecer uma relação de confiança, sendo necessário explicar os cenários e o papel da indústria e da comunidade em uma emergência”. Diniz ainda destacou que a tecnologia permite a realização de análises de risco simuladas por software e o conhecimento obtido pela análise, como os potenciais riscos e como eles podem afetar a sociedade, precisa ser passada à alta direção.

    O assessor técnico da Abiquim, William Matsuo, apresentou o Programa Atuação Responsável e sua relação com a Comissão Temática de Segurança de Processos da Abiquim. Destacou também a parceria com o Center for Chemical Process Safety (CCPS) na tradução dos livros de segurança de processo da entidade americana.

    A Comissão Temática de Segurança de Processo da Abiquim é composta pelas empresas Arlanxeo Brasil, BASF, Braskem, Buckman, Cabot, Chevron, Cia Nitroquímica, Clariant, Cofic (Comitê de Fomento Industrial de Camaçari), Copebras, Croda do Brasil, DOW Brasil, DuPont, Ecolab, Elekeiroz, Evonik, ExxonMobil, Firmenich & Cia, Givaudan, Huntsman, Kraton, Lanxess, Mosaic, Oxiteno, Performance Speciality Products do Brasil, PPG Industrial, Produquímica, Rhodia, Solutia Brasil, The Chemours, Tronox, Umicore, Unigel, Unipar Carbocloro, Unipar Indupa, Vale Fertilizantes e Yara Brasil.



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