Química

Jornada de Segurança de Processos promove troca de experiências

Quimica e Derivados
19 de dezembro de 2019
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    Química e Derivados - Indústria química cria alternativas para capacitar os profissionais às necessidades do mercado

    Jornada de Segurança de Processos promove troca de experiências com o objetivo de promover a melhoria contínua

    Evento realizado na capital paulista teve apresentações focadas na formação de profissionais, na importância do fator humano e análises de risco nas plantas.

    A “1ª Jornada Segurança de Processos” organizada pela Comissão Temática de Segurança de Processo (Sepro) da Abiquim foi realizada no dia 24 de setembro, em São Paulo. Segundo o coordenador do grupo e líder de Segurança de Processos da Dow Brasil, João Carlos Gregoris, a jornada foi inspirada em um evento realizado, desde 2016, em Bahia Blanca, na Argentina. “Neste encontro são apresentados os equipamentos e projetos em segurança de processo do site, é feita a educação e treinamento dos profissionais e envolve outras indústrias da região, representantes de agências governamentais e universidades. Pretendemos que a jornada seja bienal, alternando a empresa que a receberá”, explica Gregoris.

    Química e Derivados - O coordenador da Comissão Sepro, João Carlos Gregoris, e o engenheiro da Braskem, Tiago Novo

    O coordenador da Comissão Sepro, João Carlos Gregoris, e o engenheiro da Braskem, Tiago Novo

    A abertura da jornada teve a participação da diretora de Operações da Dow América Latina, Teresa Keating. Ela explicou que os profissionais envolvidos na segurança de processo devem ter como foco: “proteger pessoas e gerenciar riscos”. Outro ponto destacado pela executiva foi a necessidade do aprimoramento constante, pelo estudo de ocorrências passadas. “Desenvolvemos sistemas para que os casos que ocorreram em outras plantas não aconteçam nas nossas, mas é preciso ter disciplina para seguir os processos nas indústrias”, afirma.

    O coordenador da Comissão Sepro, João Carlos Gregoris, explicou na apresentação “A Segurança de Processos e o Risco Tecnológico”, que a segurança é definida pela probabilidade de um evento ocorrer e a severidade do que pode acontecer. “As empresas precisam realizar análises de riscos e criar camadas de proteção voltadas a neutralizar esses riscos. No entanto, é necessário que a sociedade, que queira os produtos e os benefícios da indústria, saiba de seus riscos e com o auxílio das empresas esteja preparada para responder em casos de emergências”. Gregoris ainda apresentou o trabalho realizado pela empresa na apresentação “Segurança de Processos em Fornos de Sílica”, que envolveu conhecimentos de riscos da área de siderurgia.

    Química e Derivados - A diretora de Operações da Dow América Latina, Teresa Keating

    A diretora de Operações da Dow América Latina, Teresa Keating

    Fator humano na segurança de processo

    Segundo o sócio da ARrisk Consultoria, Antônio Ribeiro, que fez a apresentação “Desafios na formação de competências em Segurança de Processos nas universidades no Brasil”, as empresas precisam ter a visão de que a segurança de processo é importante para a sustentabilidade do negócio. Ribeiro ainda destacou como o mercado norte-americano passou a investir na formação em segurança de processo nos cursos de engenharia química após o Conselho de Investigação sobre Segurança Química e Riscos dos EUA produzir, em 2009, o relatório sobre as causas do acidente no laboratório T2, que ocorreu em 2007.

    Esse episódio gerou a mudança na grade curricular dos cursos de engenharia química nos Estados Unidos e desde 2012 o número de universidades que promovem o curso de segurança de processo na grade curricular tem crescido. No Brasil, há o desafio de introduzir a segurança na grade dos cursos, além de aumentar o diálogo com o governo e as universidades. Ribeiro explica que as empresas poderiam destacar o aumento da empregabilidade dos profissionais que possuem esse conhecimento.

    O gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Oxiteno, George Tonini, fez a apresentação “Bypass de Barreiras de Proteção: visão frente a fatores humanos” e afirmou que o fator humano sempre influenciará a segurança de processo. Tonini ressaltou a importância das ações humanas quando uma barreira de contingenciamento está em bypass (é desativada por um motivo, que pode ou não ter sido intencional). “Nesse cenário, é possível ponderar o risco do fator humano, mas é preciso que o profissional tenha as condições para executar a tarefa, avaliar se ele tem a ferramenta adequada, se tem o tempo adequado para tomar a ação necessária para interromper o desvio de processo, se caso ele falhe ele entende que falhou, se há uma indicação clara em que ponto é preciso tomar a ação”, explicou.

    Já o gerente de Segurança e Meio Ambiente da Basf, Werner Ernesto Kleiber, fez a apresentação “Parâmetros para controle de Reações Exotérmicas” e destacou a necessidade de entender como ocorrem os desvios nos processos químicos que podem afetar a reação e o que eles podem causar. Kleiber também ressaltou a necessidade de ter sistemas e procedimentos que os operadores conheçam e tenham capacidade de executar. “Não adianta desenvolver um sistema complexo e o operador não saber o que ele tem na mão”, afirmou.



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