Têxtil

IYC 2011 – Química Têxtil – Inovações químicas apoiam a criatividade dos estilistas

Hamilton Almeida
15 de maio de 2011
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    Preservação de recursos naturais: o Cyclanon Eco é uma solução biodegradável indicada para aplicação durante o processo de lavagem dos tecidos. Quando aplicado sob condição ácida, não é necessário ajustar o nível de pH. Proporciona “economia significativa de tempo, água e energia”.

    O Cyclanon AC é um agente universal de pós-lavagem para remover corantes reativos hidrolisados ou não fixados de processo de tingimento em materiais de fibras de celulose. O produto reduz tempo de lavagem, consumo de água e energia, aumentando a produtividade. Não é sensível ao pH, nem à presença de sal e pode ser aplicado a temperaturas abaixo de 100ºC.

    Pacielo relata ainda que o Helizarin Ecosoft é outro sistema interessante para quem busca uma solução ecoeficiente durante o processo de estamparia. “Reduz significativamente o consumo de água e energia, em comparação à estamparia reativa, graças ao menor tempo de processamento. Também é superior em termos de maciez, brilho e fixação”, salienta.

    O executivo da Basf revela que existem algumas novas tecnologias como aplicação de produtos por espuma. “Isso aumenta a qualidade dos artigos têxteis, deixando-os com toques mais nobres, além de proporcionar uma grande redução da utilização de químicos, o que está totalmente ligado ao nosso conceito Putting Future into Textiles, no quesito economia de recursos.”

    Revista Química e Derivados, Química Têxtil, Elizabeth Haidar, diretora de marketing da Rhodia Fibras, GBU (Global Business Unit), do grupo Rhodia

    Elizabeth: roupas aliam beleza e conforto

    Com uma política de investimentos permanentes no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, a Rhodia, “sempre com o viés de melhorar o conforto e o bem-estar das pessoas que usam roupas feitas com os fios têxteis de poliamida da empresa”, criou o Emana. De acordo com Elizabeth Haidar, trata-se de um fio inteligente que tem a propriedade de melhorar a microcirculação sanguínea da parte do corpo em contato com a roupa, auxiliando no combate à fadiga muscular e na redução dos sinais da celulite.

    O Emana recebeu certificação da Anvisa e é indicado para artigos têxteis do segmento esportivo e de lingerie. Recebeu da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e do Sinditêxtil o prêmio Inovação 2010. “É um desenvolvimento da plataforma brasileira da Rhodia e entra no mercado por meio de diversas marcas conhecidas”, adiciona a diretora.

    Os planos da Rhodia no setor têxtil “são de expansão”. Elizabeth Haidar relata que, no segundo semestre, deverá estar em funcionamento uma nova ampliação da produção de fios especiais (microfibras, supermicrofibras e fios inteligentes). “A empresa está investindo US$ 10 milhões na implantação de novas máquinas (praticamente uma fábrica de três andares, que foi montada com tecnologia japonesa e alemã e neste momento está no mar, vindo para o Brasil). Esses equipamentos deverão ampliar em 10% a capacidade total da Rhodia de produzir fios têxteis no país”, comenta.

    Ela também aposta no crescimento da química nesse setor, mas observa: “Enfrentamos os mesmos desafios de todos os setores industriais (falta de política industrial, questões tributárias, entraves logísticos etc.). E é preciso investir permanentemente em P&D (pesquisa e desenvolvimento) para se obter mais inovações a serem aplicadas no setor têxtil, em todas as fases da cadeia. No Brasil, a Abiquim e a Abit têm dedicado esforços nesse sentido, por compreenderem com exatidão a importância do setor têxtil para a geração de empregos e de riqueza para o país”, afirma.

    Revista Química e Derivados, Química Têxtil, insumos químicos atuam em todas as etapas

    Química Têxtil – insumos químicos atuam em todas as etapas – Clique para ampliar

    Pacielo, da Basf, lembra que a ascensão da classe C, hoje consumindo muito mais itens de vestuário que há alguns anos, provocou mudanças importantes no mercado. “Há uma previsão de crescimento do mercado têxtil para os próximos anos, mas também poderemos perceber uma certa dificuldade no futuro com a entrada de grandes grifes, que consomem produtos asiáticos”, declara.

    A Abit é otimista: “O maior dos desafios é, sem dúvida, antecipar as tendências e as necessidades mundiais do beneficiamento têxtil, associado às perspectivas e anseios da moda, do mercado e do constante desenvolvimento de novas moléculas cada vez mais “verdes”, sem perder as propriedades químicas exigidas nos processos atuais”, relata Zomignan.

    “Já evoluímos muito e estamos evoluindo, mas ainda há muito a ser feito. Também é possível, por meio da química, produzir efeitos diferenciados que agregam valor ao substrato têxtil, possibilitando fugir do ‘efeito China’ de concorrência nas commodities”, conclui.



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    2 Comentários


    1. Ulisses da Silva Pereira

      Eu quero fazer esse curso de químico industrial



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