Calor Industrial

Isolantes térmicos: Crise energética aumenta procura por revestimentos

Quimica e Derivados
7 de dezembro de 2001
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    Química e Derivados: Isolantes: Simão - fibra cerâmica ganha novas aplicações.

    Simão – fibra cerâmica ganha novas aplicações.

    Com essa nova estrutura, a empresa passou a se chamar Unifrax e voltou a ganhar peso mundial, concorrendo em pé de igualdade com a outra grande competidora, a Morganite. No Brasil, aliás, esse cenário mundial se repete, com as duas líderes detendo o grosso do mercado estimado em cerca de R$ 20 milhões, com consumo por volta de 6.500 t/ano de fibras. Apenas um pequeno percentual, em torno de 3%, provém de importações de produtores chineses e indianos.

    A fábrica da Unifrax no Brasil continua em Vinhedo-SP, vizinha ao quartel general da ex-controladora, a Saint Gobain. É nessa unidade que as fibras são produzidas a partir da fundição a 2.400ºC de grãos de alumina e de quartzo, das quais geram-se filamentos que recebem sopro de ar para a fibrilização final. Normalmente, faz parte da formulação a zirconita, para aumentar a refratividade da fibra. Para a comercialização, além de dispor a fibra in natura para jateamento, a empresa prepara a fibra em mantas, sistemas modulares e em painéis e pré-moldados.

    O caso dos sistemas e painéis pré-moldados a vácuo, considerado um dos últimos estágios na evolução das aplicações da fibra, é especial para a filial brasileira da Unifrax. Isso porque, ainda na época da Carborundum, os técnicos nacionais desenvolveram o sistema pré-moldado revestido com coating do mineral mulita para reforçar a resistência mecânica e também térmica das fibras. E o Brasil detém a patente mundial do processo, em nome do gerente Luiz Carlos Simão, da Unifrax.

    Lançamentos – Há mais de 40 anos no Brasil, a outra grande competidora no mercado de fibras cerâmicas, a Morganite, também passou recentemente por uma mudança interna. Desde 2002, essa área passou a se denominar Thermal Ceramics. Controlada pelo grupo inglês Morgan, a mudança acompanha uma reformulação mundial, que visa unir numa só divisão os negócios de isolantes térmicos, ainda formado pela área de escovas de carvão, cadinhos e de refratários e fibras de carvão. Ainda faz parte da Morganite as divisões carbono e de cerâmica (tijolos isolantes).

    Química e Derivados: Isolantes: Resende lançou isolante de sílica microporosa.

    Resende lançou isolante de sílica microporosa.

    Com fábrica no Rio de Janeiro com capacidade instalada para 4.500 t/ano de fibras, a Morganite também ajuda no desenvolvimento desse mercado, criando novas aplicações. Não por menos, a empresa divulga uma série de lançamentos. Dentre eles, o diretor de operações da Morganite, Antonio Carlos Resende, destaca a linha Kaowool de papéis adesivados de fibra cerâmica.

    “Devido a sua propriedade colante, substitui-se a fixação mecânica no revestimento de peças e superfícies metálicas ou cerâmicas”, ressalta Resende. Resistentes a até 1.260ºC, esses papéis são disponíveis em espessuras de 0,8 mm até 6,4 mm.

    Resende também dá importância ao lançamento do isolante de sílica microporosa BTU-Block. Trata-se de pós microscópicos com alta resistência térmica e utilizados para encher invólucros de tecidos ou como reforço de tijolos refratários. Segundo o diretor, a sílica pode ser considerada de alto desempenho e substituir a própria fibra cerâmica, por ter o dobro da resistência térmica, em panelas de recipiente de metais líquidos, carros-torpedo de siderurgia e em aplicações aeronáuticas, no isolamento térmico do reverso de aviões e nas caixas-pretas.

    Para isolamento térmico de alta e baixa temperatura de tubulações, o centro de pesquisas da Morganite criou o sistema Kaowool Pipe. O isolamento aí é por meio da junção do ar com a fibra cerâmica. São filmes de alumínio intercalados com tiras cerâmicas em cujos espaços vazios o ar se concentra. “O ar é um isolante natural”, lembra Resende. Com alta resistência ao impacto e a intempéries, permite a utilização em temperaturas de -210ºC a 1.260ºC. Foi utilizado no sistema de resfriamento do edifício-sede da Petrobrás no Rio de Janeiro. Todos os 18 mil metros lineares de tubulações, antes protegidos com poliuretano rígido, foram substituídos.



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