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ISO 14000: Novo texto será definido em julho

Jose P. Sant Anna
25 de maio de 2003
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    Química e Derivados: ISO: . Rhodia certifica unidade em Paulínia

    No último mês de dezembro a Rhodia comemorou a obtenção do primeiro certificado da ISO 14000 em uma planta instalada no Brasil. O feito pertence à unidade Rhodia PI – Intermediários Poliamida, localizada em Paulínia-SP e fornecedora de uma variada gama de substâncias aproveitadas pelo setor têxtil e de polimerização. O certificado foi dado pela auditora BVQI e vale para as unidades de produção de todos os produtos da planta: ácido adípico, ácido nítrico, hexametilenodiamina (HMD), sal nylon, cicloexanol, diácidos e dioro (mistura de ácidos dicarboxílicos de cor amarelada obtida na produção de ácido adípico).

    De acordo com Pascal Chavon, diretor da Rhodia PI para a América Latina, essa é a primeira certificação ISO 14001 em uma unidade do gênero da multinacional em todo o mundo. O grupo também conta com plantas de intermediários poliamida em Chalampé e Belle Étoile (França) e em Onsan (Coréia do Sul). “Essa certificação reforça os trabalhos que desenvolvemos junto ao mercado, em particular junto aos nossos clientes”, afirma o executivo.

    Química e Derivados: ISO: Vanessa - projeto será estendido a outras plantas.

    Vanessa – projeto será estendido a outras plantas.

    O trabalho de adequação da fábrica teve início em janeiro de 2002 e foi desenvolvido a partir da atuação de um grupo multidisciplinar de profissionais. “A adaptação não foi difícil, pois a Rhodia já adota, em todas as suas plantas, o sistema de gestão Simser +, desenvolvido internamente e também bastante rigoroso”, informa Vanessa Silva, assistente do sistema de gestão que acompanhou o processo em tempo integral.

    Vanessa conta que antes mesmo do início dos procedimentos de adoção da ISO 14001, a empresa havia investido US$ 2,6 milhões em dois grandes projetos ambientais na mesma unidade, batizados de Gama e Denox. O primeiro reduziu em 90% o volume de efluentes gerados pela unidade de HMD e o segundo contribuiu para o fim da emissão de gases nitrogenados na produção de ácido nítrico. A Rhodia, agora, deve partir para o projeto de adoção da norma em outras unidades nacionais.

    Empresas adotam normas integradas

    Atender a clientes cada vez mais exigentes em tempos de acirrada competitividade vem exigindo um grande esforço por parte da indústria e que, para sobreviver, tem a obrigação de oferecer produtos de reconhecida qualidade e, ao mesmo tempo, manter uma imagem positiva junto à comunidade. Uma ótima oportunidade para investir não só na obtenção do certificado da norma ISO 14000, voltada para o controle da gestão de sistemas de proteção do meio ambiente, mas também o da ISO 9001/2000, dirigida à administração de procedimentos voltados para a manutenção da qualidade dos produtos, e o da OHSAS 18001, criada para monitorar iniciativas que elevem a segurança e a saúde dos trabalhadores.

    Esse quadro explica uma das preocupações atuais das corporações, a de aproveitar o fato de todas essas normas serem orientadas para o gerenciamento de processos para adotá-las de maneira integrada. A otimização de atividades de conscientização e treinamento dos funcionários, a possibilidade de melhorar a comunicação entre as partes interessadas e a redução da burocracia são alguns dos benefícios das empresas que estão interessadas ou já obtiveram mais de um certificado.

    Química e Derivados: ISO: grafico_iso04.Esse interesse fica claro avaliando-se o resultado da pesquisa Sistemas Integrados de Gestão (SIG), realizada no início do ano pela QSP, entidade voltada para a disseminação de técnicas de qualidade, segurança e produtividade, junto a 134 empresas brasileiras certificadas em pelo menos uma das normas. No universo total das entrevistadas, 82 empresas (61,2%) revelaram já contar com SIGs. Entre estas, 63% atuam com normas ambientais e de qualidade, 27% unem os procedimentos ambientais, de qualidade e segurança e saúde, e 6% preferiram unir as normas ambientais e de segurança e saúde. Entre as 52 que ainda não adotaram a solução integrada, 36 pretendem adotá-la no futuro, das quais 34 dentro de um prazo máximo de dois anos.

    “Muitas empresas em todo o mundo têm defendido a criação de uma norma ISO única, que ao mesmo tempo oriente os sistemas de gestão voltados para a qualidade, meio ambiente e segurança e saúde dos trabalhadores. Não sei quando isso vai acontecer, mas acredito que será inevitável”, aposta Francesco de Cicco, diretor-executivo da entidade. De acordo com o dirigente, o estudo mostra que embora seja mais difícil implementar os sistemas de gestão em empresas maiores, a maior disponibilidade de recursos e especialistas fez com que tais organizações integrem mais rapidamente duas ou mais normas. O raciocínio oposto vale para as empresas de pequeno e médio porte.

    O grande interesse demonstrado pelas empresas interessadas em adotar a solução, fez a QSP lançar a apostila SIGs – Da teoria à prática, que traz passo a passo os procedimentos necessários para integrar a adoção das normas.



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