Tratamento de Água

Investimentos offshore exigem aprimorar tratamento de água produzida

Quimica e Derivados
15 de junho de 2018
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    Com ultra – Essa atual dependência técnica das unidades de SRU torna o mercado muito atrativo para as OEMs de tratamento de água capacitadas, para os produtores de membranas, enfim para a cadeia de suprimentos envolvida, que vê nesses negócios oportunidades milionárias de capex que, além disso, demandam contratos de manutenção para assistir a operação delicada por envolver membranas poliméricas.

    No momento já há expectativa com fornecimento para duas plataformas recentes já contratadas – Sépia e Libra (pela afretadora Modec) – e também para a Búzios 5, cujo vencedor da licitação deve sair até o meio do ano. Esta última atrai ainda mais atenção do mercado por ser a primeira que a Petrobras incluiu nas especificações o pré-tratamento com módulos de membranas de ultrafiltração, rota de preparação da água de entrada mais comum apenas em unidades de osmose reversa para desmineralização de água de caldeiras.

    A Suez, como revelou o diretor para América Latina da área industrial Sylvio Andraus, está com grandes expectativas para essas concorrências e, em específico, com a da Búzios 5. Isso porque o portfólio do grupo ficou muito amplo, depois da aquisição do negócio de água da GE. “Temos todos os tipos de membranas, desde a micro e ultrafiltração, osmose reversa, a nanofiltração comum e a de SRU, além é claro da expertise de integrador com todas as etapas do tratamento”, diz Andraus.

    A Suez, desde que entrou nesse mercado no Brasil ainda como Degrémont (nome tradicional descontinuado) em 2011, já conta com seis unidades instaladas: nas plataformas P69, P68, P71 e P74 já concluídas, no FPSO Cidade de Caraguatatuba (Campo de Lapa) e na P66, esta última em pré-operação. De acordo com Andraus, essas plantas têm de 1.800 a 2 mil membranas cada, ainda da Hydranautics, com quem mantinham parceria. A tendência agora é usar as originárias da GE, mas nada impede, diz o diretor, que eles também possam usar as dos outros fabricantes. “Não temos objeção de fazer projetos com outras membranas”, diz.

    Ainda no caso da licitação para a plataforma Búzios 5, que especifica a ultrafiltração para pré-tratamento da unidade de remoção de sulfato, o gerente comercial de óleo e gás da Suez, Marcelo Malerba, vê grande vantagem para a preservação das membranas de nanofiltração, com preços muito elevados e por isso mesmo ciosas de muita atenção (no mercado a informação é de que custam a partir de US$ 1,3 mil cada uma). Segundo ele, com a ultrafiltração a vida útil passaria dos atuais três anos para cinco anos. “O opex cai bastante e mesmo o capex já não está muito distante de uma planta de pré-tratamento convencional”, diz.

    Água produzida – A Veolia também está na expectativa das novas contratações da Petrobras, segundo revela o gerente de desenvolvimento de negócios, Rafael Figueiredo. Com propostas em todas as FPSOs, o grupo francês tem várias unidades de SRU em operação no país, como por exemplo na P51, com 2.088 membranas e vazão de 42 mil m3/dia, na P52, com 2.160 membranas e vazão de 48 mil m3/dia, e na P53 (1.764 membranas e vazão de 39 mil m3/dia).

    Segundo ele, além das estações de SRU também os sistemas para tratar água produzida tendem a movimentar o mercado, por conta de novas exigências de descarte que vão obrigar a oferta ser mais tecnológica, favorecendo grupos com maior portfólio, caso da própria Veolia.

    Química e Derivados, Unidade de remoção de sulfato por membranas, da Suez

    Unidade de remoção de sulfato por membranas, da Suez

    A mudança de exigência tem a ver com a alteração do método de análise da água produzida descartada, que segue a resolução Conama 393/2007. A partir deste ano, o Ibama passou a exigir que o limite mínimo de descarte de 29 mg/l não seja mais medido por óleo não-dissolvido, mas sim por óleo total, que inclui também óleo dissolvido. Isso pedirá uma etapa de polimento, visto o tratamento convencional não remover o óleo dissolvido da água produzida.

    Para atender a essa nova demanda, que contará com um período para que as operadoras se adequem, a Veolia está introduzindo no mercado brasileiro os sistemas MPPE, do inglês Macro Porous Polymer Extraction (extração por polímeros macroporosos). Trata-se de tecnologia pela qual a água contaminada com hidrocarbonetos passa por colunas com partículas de MPPE, que são polímeros que contêm um líquido imobilizado nos poros com capacidade específica de extração dos hidrocarbonetos da água. Apenas os hidrocarbonetos com afinidade com o líquido imobilizado são extraídos, deixando a água purificada para reúso ou descarte.

    Uma regeneração in situ permite que a extração líquida seja realizada pela remoção dos hidrocarbonetos por vapor de baixa pressão. Os contaminantes são condensados e separados da fase aquosa por gravidade, podendo ser recuperados para reúso ou mesmo para descarte. O sistema opera com duas colunas para permitir a extração e regeneração simultânea.

    Embora ainda não tenha sido vendido no Brasil, a Veolia está sendo procurada pelos afretadores para conhecer o sistema, que deve ser uma das saídas para adequar o descarte da água produzida às novas exigências. Segundo o líder de projetos da Veolia, José Prado, o MPPE remove hidrocarbonetos dissolvidos e dispersos com eficiência de 99,9999%, abaixo do nível de ppb (parte por bihão), ou como especificado pelo cliente. O sistema permite aplicação em diferentes tipos de hidrocarbonetos: alifáticos, aromáticos, poliaromáticos e halogenados.


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    1. WILLIAM PADUA APARECIDO DE REZENDE

      Olá!
      Estou me graduando em Engenharia Química no Pitágoras Betim, atualmente no 9º período, trabalhei 10 anos em jornalismo, 30 em vendas por diversos seguimentos. Gostei muito da revista e estou compartilhando em minha fanpage o trabalho de vocês. Como sou muito influenciador com um bom círculo de amizade e profissionalismo dentro da faculdade e fora acho que vocês não se importariam que eu compartilhasse mais o trabalho de vocês. Se não me avisem, um abraço



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