Equipamentos e Máquinas Industriais

Inversores de Frequência – Novos projetos adotam inversores nos motores

Antonio C. Santomauro
14 de setembro de 2012
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    A Danfoss, conta Bartolomei, começou a produzir inversores em escala industrial já no final dos anos 60, mas a demanda por essa tecnologia cresceu de maneira mais acentuada nos últimos quatro ou cinco anos, impulsionada especialmente pela questão da sustentabilidade. “Os sistemas atuais de ar-condicionado quase sempre utilizam inversores”, menciona. “Essa tecnologia está integrada também aos elevadores: em alguns casos, não apenas no motor principal, mas também nos sistemas de abertura e fechamento das portas”, finaliza Bartolomei.

    Petróleo adere à tecnologia

    “Inversores são atualmente fundamentais em quaisquer sistemas de controle e, no caso de controle de velocidade de motores de potência baixa e média, são praticamente a única opção hoje considerada”, afirma Renato Orletti, engenheiro da área de automação do Cenpes (Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello, a unidade de P&D da Petrobras).

    Segundo ele, excetuando situações muito específicas, nas quais são usados motores de potência elevadíssima, essa tecnologia praticamente já relegou ao esquecimento os componentes mecânicos e alguns sistemas elétricos muito mais complexos, antes utilizados para controle de rotação.

    Especificamente na indústria de petróleo, relata Orletti, tais equipamentos são amplamente empregados em atividades de bombeamento (controle de vazão) e compressão (por exemplo, na pressurização). “No Cenpes, até mesmo por causa do nosso data center, temos um sistema de ar-condicionado que exige controle muito preciso do fluxo da água refrigerada; ele é controlado por inversores”, salienta.

    Os filtros, ressalta Orletti, conseguem sanar o problema antigo da poluição da rede pela geração de harmônicos: “Filtros são, porém, caros e nós os utilizamos basicamente em locais onde há muito comprometimento na qualidade da energia.”

    Inversores podem também ser utilizados em áreas classificadas, pois são instalados fora delas. “Usar inversor em motores de áreas classificadas é uma opção interessante, desde que os motores sejam adequados a essas áreas, e haja nos projetos a informação da operação com inversor”, ele ressalva.

    Além disso, observa Orletti, esses dispositivos até facilitam a integração dos processos aos sistemas de automação e controle: “Eles foram construídos já prevendo essa integração”, justifica.



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