Equipamentos e Máquinas Industriais

Inversores de Frequência – Ampliam o uso em operações industriais

Antonio C. Santomauro
14 de setembro de 2012
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    Muitos fabricantes hoje investem em uma tecnologia denominada AFE (Active Front End), com a qual o inver­sor permite até mesmo o aproveitamento de energia antes desperdiçada. Essa tec­nologia, como explica Carlos Urbano, chefe de produtos de inversores de frequência e soft starters da Schneider Electric, é adequada a aplicações como elevação de carga e esteiras transporta­doras, nas quais, durante o movimento de descida, o motor pode atuar como um gerador, pois a carga traciona o seu eixo, e ele devolve energia para a fonte de alimentação.

    Se o motor for controlado por um método tradicional, ou mesmo por um inversor sem esse recurso, essa energia “devolvida” seria dissipada em um resis­tor – denominado resistor de frenagem – e, portanto, desperdiçada na forma de calor. Mas, se o inversor contar com a tecnologia AFE, o resistor desaparece, e essa energia é restituída à rede elétrica, podendo ser utilizada pelos equipamen­tos a ela conectados. “Normalmente, 95% da energia da frenagem é desper­diçada, mas a tecnologia AFE a devolve para o sistema de energia”, diz Urbano.

    A tecnologia AFE ajuda ainda a minimizar um dos piores efeitos dos inversores: a geração das chamadas harmônicas – ou harmônicos –, que em termos leigos em eletrônica podem ser descritos como distorções capazes de prejudicar a movimentação na rede. Esse problema dos harmônicos pode ser atualmente solucionado, ou reduzido, mediante a aplicação de filtros. Na Eaton, diz Souza, “os inversores saem de fábrica já com filtros destinados à atenuação de harmônicos”.

    Foi desenvolvida uma categoria de filtros, denominados “ativos”, com os quais a geração de harmônicos pode ser praticamente zerada. “Esses filtros ativos geram contra-harmônicas desti­nadas a anular as harmônicas produzi­das pelo inversor”, explica Bartolomei, da Danfoss.

    Ferramentas de automação – Inversores são facilmente integráveis aos sistemas de automação e controle, como atestam não apenas os fabricantes desses equipamentos, mas também representantes de clientes (ver box).

    Cada vez mais, os equipamentos agregam às suas propriedades rotinei­ras algumas funcionalidades antes rea­lizadas pelos CLPs, disponibilizando, por exemplo, informações necessárias à manutenção preventiva dos equipa­mentos. “Podem, por exemplo, avisar que está na hora de trocar os rolamentos dos motores, ou de substituir os ven­tiladores de refrigeração”, especifica Schimitz, da Rockwell.

    Além disso, complementa Schimitz, esses drives podem trabalhar também com informações de segurança, impe­dindo, por exemplo, o giro do motor em condições determinadas, ou sua rotação acima de determinada velocidade dian­te da aproximação de um operador.

    Química e Derivados, Inversores da Rockwell, Inversores de Frequência

    Inversores da Rockwell são integrados aos sistemas de controle

    Cada vez mais, destaca o profissio­nal da Rockwell, inversores vêm com protocolo Ethernet nativo, podendo assim se comunicar com esse tipo de rede sem a necessidade de acessórios. “Hoje insistimos muito no uso da Ethernet, uma rede aberta que permite integração total”, comenta.

    A popularidade do uso de Ethernet é crescente, confirma Daniel Paganini, consultor técnico da SEW. Essa empresa, em sua linha Movidrive, disponibiliza inversores dotados de seus próprios recursos de programação. “Com eles, é possível fazer programação de posicionamento, de controle de torque e de rotação”, detalha Paganini.

    A Schneider, afirma Urbano, lançou há pouco mais de um ano a linha Altivar 32, que reúne funções de CLP e de segurança em um único produto, e possibilita a automação de pequenos transportadores, sistemas de bombeamento e automação de máquinas. “Quando utilizada em máquinas, ela dispensa o uso de relés de segurança; isso garante economia e rapidez na elaboração da máquina”, ele observa.

    Química e Derivados, Adriano Lobo de Souza, gerente de produtos da Eaton, Inversores de Frequência

    Adriano Lobo de Souza acredita na substituição dos sistemas mecânicos

    Na Weg, os inversores com CLP integrado têm até uma designação específica: soft PLC. E essa categoria de produtos, diz Makoto, além de dispensar o uso de outro CLP em algumas funcionalidades, permite o desenvolvimento de assistentes com os quais o próprio inversor pode ser programado para tarefas bastante complexas, sem a necessidade de CLP externo.

    Makoto cita, como exemplo, um software implementado pela Weg para facilitar o uso de inversores na tarefa de bobinamento de materiais. “A interface de programação é um PC ou um notebook, conectado ao inversor através de uma porta USB”, ressalta.



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    Um Comentário


    1. fabio cesar weiss

      Boa noite.
      Os novos inversores da siemens e a linha dos plcs 1200 ficaram muito bom gostaria de saber como faço para trabalhar com a siemens. Tenho uma bancada em casa com inversores e plcs da siemens meu objetivo e se aperfeiçoar em automação siemens



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