Instrumentação analítica – Clientes voltam a comprar e buscam inovações

Demanda dos laboratórios volta a crescer e encontra novidades

O mercado de instrumentos analíticos não é mais o mesmo desde a eclosão da pandemia do novo coronavírus, há pouco mais de um ano e meio.

As dificuldades, no entanto, já estão cedendo lugar para um período mais esperançoso.

O cenário atual “está muito abaixo do comum”, define o executivo de contas da dpUnion, Wylder Machado.

“A indústria só tem investido em equipamentos quando realmente necessita de um adicional ou quando precisa trocar um obsoleto. Compra-se apenas o necessário para a continuidade do funcionamento dos laboratórios”.

Ele tem saudades dos tempos em que “os investimentos nas universidades e centros de pesquisa eram bem maiores e as indústrias investiam mais”.

Química e Derivados - Instrumentação analítica - Clientes voltam a comprar e buscam inovações ©QD Foto: QD Produções
Executivo de contas da DpUnion, Wylder Machado

“Seja por causa da crise sanitária, ou pela situação sócio-política no Brasil, há mais competitividade e exige-se maior esforço para a venda de equipamentos”.

Na avaliação de Cledson Lino Burlim, gerente geral da Waters, “o comércio sofreu uma queda no início do contágio, e, devido às incertezas, as empresas congelaram as inversões. Já em 2021, com o início da vacinação e também por causa do crescimento da indústria farmacêutica, nota-se uma boa recuperação”.

Para Leonardo Teixeira, diretor da Laborglas, as firmas alimentícias e farmacêuticas têm mantido e, em alguns casos, até aumentado a procura de vidrarias e equipamentos para produção e controle de qualidade.

No ponto de vista de Fábio Demétrio, diretor comercial de Research da Merck Brasil, esta crise tem trazido inúmeros desafios para o segmento de instrumentos analíticos, pois algumas unidades reduziram a produção ou fizeram uma readequação em seu planejamento analítico e de investimentos.

Não só pelas questões de consumo, mas também pela incerteza econômica gerada pelo cenário:

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Fábio Demétrio, diretor comercial de Research da Merck Brasil

“As demandas laboratoriais foram bastante impactadas. Entretanto, após um ano e meio, temos uma nova tendência de expansão e ajuste de operações, corroborando com uma melhor perspectiva. A necessidade de ambientes sem aglomeração também fez com que a automatização de processos e análises ganhasse uma atenção especial, o que pode levar a um cenário maior de investimentos”, afirma.

Sandro Moreno Barrionuevo, gerente nacional de vendas da Metrohm Brasil, aponta a instabilidade e incerteza no primeiro semestre do ano passado, que golpeou não só o ramo de instrumentação analítica, como diversos outros setores.

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Sandro Moreno Barrionuevo, gerente nacional de vendas da Metrohm Brasil

“No segundo semestre de 2020, iniciou-se um retorno à normalidade. Em 2021, apesar do flagelo ainda causar bastante preocupação, notamos um aquecimento positivo nos investimentos e no interesse de clientes em novas aquisições”, adiciona.

Ao contrário do que muitos pensam, Machado ressalta que não houve aumento de procura de instrumentos analíticos para os setores farmacêutico e de higiene e limpeza, que praticamente passaram incólumes pela crise sanitária:

“Creio que o atual cenário brasileiro atrapalha muito e o país é inseguro para investir. Mesmo para novos projetos, especialmente para a Covid-19, não temos visto grandes demandas para a área analítica, exceto alguma aplicação para Life Science. Em se tratando de controle de qualidade, é muito pequeno o investimento nas áreas citadas”.

A sensação de Burlim é de que a procura aumentou quase 20% este ano para o ramo farmacêutico, quando comparado com o mesmo período em 2019.

Teixeira destaca que o consumo de farma se manteve, com exceção de algumas empresas que cresceram.

Em higiene e limpeza, ele não percebeu nenhum aumento.

O testemunho de Demétrio destoa: “aumentou, sim, principalmente para os equipamentos focados no controle de qualidade de fármacos, artigos de higiene e vacinas. A demanda hospitalar foi altíssima e isso impacta diretamente toda a cadeia de fornecimento, não apenas de insumos, mas também de equipamentos, especialmente HPLC e espectrofotômetros”.

E agrega: “se por um lado, parte das companhias se viu em um momento de contenção de gastos e revisão de aplicações, por outro, as ligadas a farma, higiene e institutos de pesquisas tiveram um aporte em estrutura de equipamentos muito maior”.

Como farma e higiene são “dois segmentos dos mais importantes para a Metrohm do Brasil”, Barrionuevo observa:

“Ambos mantêm uma evolução constante com bons níveis de inversões nos últimos anos, mesmo com o surto de coronavírus. Pode-se dizer que são mercados em constante evolução, buscando de maneira permanente melhorias em seus processos de fabricação e controle de qualidade. Nesse aspecto, os gastos em instrumentação analítica e segurança da informação, tanto de laboratório quanto em processo, têm sido priorizados procurando sempre ter as soluções mais modernas e com melhor desempenho”.

Demandas – As maiores demandas, segundo Machado, da dpUnion, têm sido por “desenvolvimento de sensores, desenvolvimento de energias limpas e novos tipos de baterias e capacitores, especialmente nas universidades e centros de pesquisa.

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MS Select Series MRT com Desi XS, da Waters, gera imagens

A geologia e afins também têm sido alvo de bastante atenção. Verificamos o avanço, mesmo moderado, dos laboratórios de prestação de serviços; consequentemente, há aumento da necessidade de novos equipamentos e novas técnicas.

As regiões Sudeste e Sul ainda são os maiores consumidores”.

Burlim, da Waters, declara que houve uma expansão no setor farmacêutico, impulsionado pelas fábricas nacionais de medicamentos genéricos.

O aumento do consumo, durante a pandemia, ocorreu, principalmente, nas unidades localizadas na região Sudeste.

As duas linhas de produtos da Laborglas mais demandadas foram, de acordo com Teixeira: as vidrarias volumétricas, como balões, provetas e pipetas; e a de plásticos para microbiologia, como ponteiras e pipetas Pasteur.

Os principais segmentos foram o farmacêutico, alimentício e produtores de vacinas, como Butantan e Fiocruz. As vendas estão concentradas na região Sudeste.

Demétrio julga importante destacar a atuação dos institutos de pesquisa, entidades fundamentais que receberam um aporte significativo para que todas as pesquisas de desenvolvimento de produtos, como as vacinas, e o mapeamento de casos de Covid-19 pudessem ser realizados.

“A atuação destes institutos e sua presença nas mais variadas regiões do país é crítica para a tomada de decisão das políticas públicas. Para o atendimento, a capacidade produtiva teve de ser ampliada, sobretudo para vacinas. Técnicas como cromatografia e espectroscopia foram muito demandadas para este fim, seja para o desenvolvimento de produtos ou controle de qualidade de IFAs (ingrediente farmacêutico ativo), medicamentos e vacinas”, assevera o porta-voz da Merck.

Em outra ponta, saindo um pouco das análises químicas e/ou biológicas, ele pondera que houve um aumento exponencial no uso de máscaras e luvas, que também necessitam de testes físicos, como resistência à tração, a rasgos ou a perfurações – que precisam de equipamentos específicos e que já estão preconizados em várias normativas internacionais, como ASTM e ISO.

“Com a importação da tecnologia e processos para produção de vacinas, que provavelmente permanecerão em alta, o consumo tende a permanecer em elevação nos próximos meses”, conclui.

Barrionuevo explica que a procura sofre variação conforme a dimensão do mercado, o tamanho do cliente e a filosofia de investimentos. “De modo geral, muitos têm buscado inovações que proporcionem resultados rápidos, sem descartes químicos e com custo atrativo por análise. Nesse sentido, a Metrohm oferece as técnicas de espectroscopia Raman e NIR”.

Ele indica que há busca também por “análises automatizadas de laboratório, onde a empresa possui o sistema Omnis, para titulação potenciométrica, e Karl Fischer com recursos inovadores e únicos.

Em cromatografia de íons, oferece diversas opções de preparo de amostras com enorme economia de tempo, aumento da produtividade e excelente custo-benefício”.

“Por último, mas não menos importante, nota-se que tem aumentado o interesse em equipamentos para análise diretamente no processo, possibilitando melhores tempos de resposta e, consequentemente, mais eficácia no ajuste da produção. Técnicas que antes eram realizadas apenas no laboratório agora podem ser realizadas também no processo. Como exemplo dessa complementação entre laboratório e processo estão as de titulação potenciométrica, Karl Fischer, cromatografia de íons, voltametria, NIR e Raman”, salientou.

Expectativas – As perspectivas a curto, médio e longo prazos “não são tão ruins”, na visão de Machado.

“Creio que, mesmo com a pandemia e a situação do país, será necessário investir mais cedo ou mais tarde. Não se pode falar em controle de qualidade e pesquisa sem novas demandas. Como tivemos que nos reinventar, adequando o trabalho ao atual cenário, temos nos deparado com várias oportunidades bem interessantes, aumentando o portfólio e parcerias”.

Ele antecipa que, em breve, haverá novidades.

“Somos constantemente convidados a representar várias marcas no Brasil. Não dá para abraçar o mundo, até porque não é o foco ser mais um e sim apresentar soluções inovadoras, proporcionando mais resultados e qualidades superiores em se tratando de equipamentos analíticos”.

Burlim considera que as perspectivas são de prosperidade, pela expansão das fábricas que estão desenvolvendo novos medicamentos.

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Leonardo Teixeira, diretor da Laborglas

Teixeira acha que, no curto prazo, as vendas se manterão, “o problema está no fornecimento de matéria-prima no mundo, o que pode ocasionar queda do comércio a médio prazo. A longo prazo, a tendencia é voltar a crescer”.

Demétrio relata que, após esse ano e meio, “a perspectiva principal é um crescimento muito grande nas pesquisas relacionadas à biologia molecular. Este é um campo que ganhou muita evidência com o desenvolvimento recente das vacinas contra a Covid-19. Logo, todas as técnicas analíticas envolvidas nesses processos permanecerão em alta, como a cromatografia e a espectroscopia”.

O executivo salienta a importância de se levantar a questão da sustentabilidade.

“O resíduo hospitalar e/ou contaminante cresceu bastante. Pesquisas neste sentido, que mapeiem os impactos desses itens em nosso dia a dia, são muito importantes e, mais uma vez, a cromatografia é vital para mapeamento desses resíduos orgânicos e suas consequências”, explicou.

Barrionuevo conjetura que as perspectivas são positivas.

“Temos como lema a atuação consistente, a curto e a longo prazos. Durante a crise de 2015/2016, muitos fabricantes de instrumentação analítica reduziram as suas inversões no Brasil. Justamente nessa época, a matriz, localizada na Suíça, os intensificou no país comprovando a sua filosofia de longo prazo. Essa estratégia permanece mais forte do que nunca”.

Machado, da dpUnion, rechaça a ideia de que os recursos existentes – cromatrografia, espectrometria, fotometria e outras – já atingiram o seu limite técnico.

“Há muito o que crescer tecnologicamente”.

Ele cita como exemplos as representadas Analytik Jena, com ICP (plasma induzido acoplado), que permite grande aumento de economia de argônio e altíssima resolução; a linha de absorção atômica de alta resolução com sistema automático de limpeza; a Biolin Scientific, com os tensiômetros ópticos com câmera de altas taxas de FPS, além de um software totalmente amigável; a Gamry, que tem sempre melhorado os potenciostatos; e a Hitachi que traz novidades para os microscópios de varredura eletrônica (MEV) e analisadores térmicos. Destaque para o último lançamento do modelo Nexta.

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Cledson Lino Burlim, gerente geral da Waters

A partir da constatação de que há um avanço muito grande da ciência durante a pandemia, Burlim, da Waters, expõe que “a inovação em instrumentação analítica deve acompanhar esse progresso para podermos dar apoio aos consumidores, seja no desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas, testes diagnósticos, como também nas áreas de segurança alimentar e ambiental”.

Teixeira, da Laborglas, é dos que acreditam que ainda existe espaço para o desenvolvimento com novos meios e estudos.

Demétrio, da Merck, discorre: “é sempre um exercício complicado prever o limite de qualquer tecnologia. Estamos sempre em mudanças e, a cada transição, somos surpreendidos por algo. O que podemos ver, por exemplo, é o alinhamento destas técnicas já conhecidas com processos automatizados. Analisadores deste tipo podem realizar desde a pipetagem da amostra até a análise em espectrofotômetro”.

“Dessa forma, mesmo que a técnica em si não sofra grandes mudanças, certamente teremos tecnologias de apoio sendo utilizadas em conjunto para auxiliar a produtividade do laboratório e acurácia dos resultados, minimizando erros e facilitando o dia a dia analítico”, salientou.

Barrionuevo prefere dizer que “a Metrohm, historicamente, sempre buscou inovação em seus produtos. Na matriz, há uma área de pesquisa e desenvolvimento bastante ativa e altamente capacitada. Inovações muito interessantes estão a caminho e em breve vão ajudar ainda mais a clientela em sua rotina de análises e pesquisa”.

Novidades – “Quando dizemos que inovação tecnológica é nosso compromisso, não estamos somente divulgando uma frase de efeito, de marketing. Estamos atentos a novidades e as representadas sempre estão inovando”, comenta Machado.

As novidades mais recentes da dpUnion são: da Hitachi, os MEVs de bancada, modelos TM 4000II e TM 4000II Plus, o Nexta STA (TG/DTA/DSC) – analisador termogravimétrico simultâneo, e o Nexta DSC. Da Biolin, os tensiômetros ópticos Theta Flow. Da Gamry, o potenciostato/galvanostato/ZRA, modelo Reference 620. Da Neoscan, os micro tomógrafos.

A Waters desenvolveu sistemas e consumíveis de separação cromatográfica que melhoram a produtividade no laboratório e softwares que atendem aos requisitos mais atuais de integridade de dados. Recentemente, lançou o espectrômetro de massas: Select Series MRT, um Q-Tof de última geração baseado na tecnologia de tempo de voo (Tof) multi-reflecting, com resolução de 200 mil, que permite taxas de aquisição mais rápidas sem perda de resolução ou precisão de medição de massa. Um sistema foi desenvolvido para oferecer qualidade superior para os experimentos de imageamento por espectrometria de massas, pois possui a fonte Desi XS, de alta sensibilidade, com uma resolução de pixels de 20 micrômetros, e oferece a possibilidade de acoplamento de fonte Maldi. Esta tecnologia possibilita acelerar a pesquisa em Ciências da Vida, identificando de forma abrangente analitos em suas amostras complexas.

Uma novidade na área biológica de instrumentação da Merck foi o lançamento do Scepter 3.0, único contador celular portátil e automatizado, com precisão para partículas pequenas (4 micrômetros de diâmetro) e exportação de dados sem fios.

Ao falar de técnicas analíticas, Demétrio argumenta que é quase impossível não citar reagentes e solventes. “Nesse sentido, uma das principais novidades são os solventes verdes, como o Cyrene – dipolar aprótico, produzido através de fonte renovável de celulose, com descarte totalmente seguro, decompondo-se em dióxido de carbono e água, que pode ser utilizado em substituição ao DMF e NMP. Ainda no campo sustentável, a Merck possui várias outras iniciativas e produtos, como o Stericup E e Steritop E, que são sistemas de filtração esterilizante que permitem conectar frascos de meio ou vidraria diretamente ao filtro. Comparados a sistemas tradicionais, estes produtos geram uma economia de até 70% no consumo de embalagens plásticas e até 50% no plástico utilizado para produção do item”.

Barrionuevo enumera as novidades: “o sistema Omnis para titulação potenciométrica e Karl Fischer, com recursos inovadores, esta plataforma é a mais moderna e tecnológica. Em espectroscopia, acabamos de lançar o Raman modelo Mira XTR que pode trabalhar com amostras com ou sem fluorescência, utilizando apenas uma fonte de laser. Em análises online, diretamente na linha de produção, lançamos o analisador de processo 2060 com uma plataforma extremamente completa e flexível para a química analítica em processo”.

Planos – A dpUnion pretende investir mais em qualificação e contratar pessoal. “Tivemos várias contratações e nenhuma demissão. Tal gestão nos motiva e nos impulsiona rumo ao crescimento”, sublinha Machado.

Também está nos planos investir em novas parcerias, apresentar sempre novidades analíticas, continuar com os webinars e privilegiar o “consagrado atendimento que temos prestado desde a fundação, em 1986”.

“A Waters, como pioneira em cromatografia líquida e espectrometria de massas, está sempre investindo em tecnologia para melhor atender essas áreas. Os gastos são constantes nos centros de pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos e no Reino Unido. Especificamente no Brasil, expandimos recentemente o laboratório de demonstração com os mais sofisticados equipamentos”, expressa Burlim.

Teixeira revela que a Laborglas está em busca de parceiros para atuar no ramo, a médio prazo. Demétrio comunica que a ideia, em sintonia com os anseios modernos da sociedade, é gerar novidades que tragam cada vez mais segurança e confiabilidade na rotina analítica e sustentabilidade para sua cadeia produtiva. Tais aplicações são crescentes.

Barrionuevo defende que o freguês pode sempre esperar boas novidades.

“Por ser uma fundação, a Metrohm está constantemente reinvestindo em expansões, melhorias e inovações na matriz e em suas subsidiárias ao redor do mundo. Com o Brasil não é diferente. Outro ponto interessante é que a empresa, por estatuto, não pode ser adquirida por outra companhia, o que traria incertezas, principalmente em relação à continuidade dos produtos e disponibilidade de serviço e apoio técnico”.

E arremata: “Além de novidades nos equipamentos, softwares e serviços, o comprador local pode ter a certeza de que pode contar com nosso apoio. Independentemente da intensidade das turbulências que o Brasil venha a passar, estaremos sempre aqui”.

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