Meio Ambiente (água, ar e solo)

Inovações tecnológicas e debates sobre política de saneamento básico

Marcelo Furtado
28 de novembro de 2018
    -(reset)+

    A De Nora produz os geradores em sua fábrica de Sorocaba-SP e tem disponibilidade de modelos na faixa de 3 kg/dia até 544 kg/dia. Muitos fornecimentos, porém, são feitos com várias máquinas para atender demandas maiores, como é o caso de sistema em operação em Manaus-AM, de 2.750 kg/dia, e outros de 825 e 2.200 kg/dia, em outras concessionárias privadas. No exterior, a De Nora chega a produzir geradores com capacidade até 1.350 kg/dia.

    Os eletrodos bipolares da unidade eletrolítica são produzidos no Brasil também, mas o titânio e os metais nobres precisam ser importados, revela Carvalho. A célula eletrolítica opera em alta corrente, mas com baixa tensão, o que garante melhor eficiência energética. O hidrogênio liberado nos tanques pela eletrólise do sal, por segurança operacional, é diluído a uma concentração abaixo de 25% antes de ser liberado para a atmosfera.

    Engenharia – Na área de empresas de engenharia de tratamento de água e efluentes, a Aquarum, de São Paulo, prestava informações sobre seus contratos e ofertas de soluções que incluem projeto, implantação e operação de ETAs e ETEs e de estações de reúso, além de projetos de rede de distribuição de água e de redes de coleta, transporte e afastamento de esgoto.

    Química e Derivados, Vela: demanda por tecnologia de reúso de água está em alta

    Vela: demanda por tecnologia de reúso de água está em alta

    Com exemplo recente, o diretor da Aquarum, Francisco Vela, ressalta licitação vencida em agosto para a construção da ETE Franco da Rocha, da Sabesp, conquistada em consórcio com a R3 Engenharia e a Copa Engenharia. A Aquarum será responsável pelo projeto, eletromecânica, gerenciamento e a operação assistida da ETE. Obra de R$ 33,6 milhões, a estação contará com sistema biológico anaeróbio (UASB) e o aeróbio de lodo ativado. Projeto antigo da Sabesp, que finalmente sai do papel, a ETE deve ser erguida em prazo de dois anos. A rede coletora que levará o esgoto para a ETE já está em construção.

    Segundo Vela, a empresa está trabalhando bastante também o setor privado de saneamento, o que mostra a agilidade e o empenho desses grupos em investir. Há vários negócios e fornecimentos concretizados e outros em prospecção com concessionárias privadas, de grupos como GSI Inima, Iguá Saneamento e Aegea. Uma demanda em alta para esse setor, por exemplo, são estações compactas de tratamento de esgoto e água, para expansão mais imediata dos serviços.

    Ajuda privada – Serviu também, durante a feira, como prova do potencial do setor privado como auxiliar de peso para acelerar a universalização dos serviços de água e esgoto no Brasil a participação da francesa Suez, que aliás comemorou seus 80 anos no país com coquetel em seu estande. Segundo o CEO da Suez Brasil, Charles Chami, o grupo aguarda ansiosamente o estabelecimento de regras mais claras para participar com força no saneamento, seja em concessões ou mesmo PPPs. Nesse caso, considera a aprovação da MP 844 um passo importante. “Há muito dinheiro lá fora disponível para o saneamento, mas para que ele venha para cá é necessário ter segurança jurídica”, diz.

    A estratégia da Suez, segundo Chami, é atuar em todas as frentes possíveis, agregando a capacidade de financiamento, de projeto, construção, operação e de uso de tecnologia própria, que inclui extenso portfólio de soluções mecânicas originárias da Degrémont e, mais recentemente, da adquirida GE Water, que além de sistemas também é forte em soluções químicas para tratamento.

    Enquanto não volta a atuar em concessões de saneamento, o dirigente lembra que a Suez atua em vários contratos de desempenho para controle de perdas de água com a Sabesp e também de operação com a Cesan e Compesa. Além disso, o grupo passou recentemente a nacionalizar sua especialização em perfuração e operação de poços. A Suez já opera 7 mil poços nos Estados Unidos, França e Espanha e pretende expandir o negócio no Brasil para indústrias e municípios – aliás, já opera 30 poços para a Vale.

    Os negócios com o setor privado também é um foco da Suez. Para Charles Chami, as perspectivas são grandes, principalmente por conta da maior rapidez nas negociações, o que não ocorre com o setor público. O know-how do grupo em soluções ambientais vai ser explorado nesse sentido, como ocorre no momento, segundo o CEO, em negociação em curso com um pool de indústrias que teriam o lodo de estações de tratamento de efluentes aproveitados em biodigestor para geração de biogás e fertilizantes.

    As soluções ambientais para a indústria no país, dentro da nova estratégia, podem envolver ações semelhantes a outras, implementadas globalmente pelo grupo. Para a Procter & Gamble, por exemplo, a Suez desenvolveu embalagens de xampus com plásticos recolhidos dos oceanos. Com a também francesa L´Oreal foi assinado contrato global para gerenciar e encontrar soluções para água e resíduos, que deve incluir a planta de São Paulo do conhecido produtor de cosméticos.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *