Meio Ambiente (água, ar e solo)

Inovações tecnológicas e debates sobre política de saneamento básico

Marcelo Furtado
28 de novembro de 2018
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    Química e Derivados, Linha de membranas de osmose reversa Lewbrane, da Lanxess

    Linha de membranas de osmose reversa Lewbrane, da Lanxess

    A Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente, a Fenasan, em sua 29ª edição, entre 18 e 20 de setembro, em São Paulo, provou novamente ser o ponto de encontro das mais atuais discussões políticas, tecnológicas e comerciais do setor. Apesar do momento de crise e de incertezas político-econômicas no país, o saldo da feira e do congresso foi considerado positivo pelos organizadores e participantes.

    Química e Derivados, Membranas de ultrafiltração com fibras ocas, da Inge/Basf

    Membranas de ultrafiltração com fibras ocas, da Inge/Basf

    Foram computados cerca de 15 mil visitantes nos três dias do evento realizado no pavilhão branco do Expo Center Norte, 1.059 congressistas, além de 199 expositores. No último dia da feira, Olavo Sachs, presidente da Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp), responsável pela organização, anunciou que a próxima edição, agendada para 17 a 19 de setembro de 2019 – além de ser especial por comemorar os 30 anos de Fenasan e de ter parceria mais consolidada com a alemã Ifat –, já registrava 67 reservas de expositores.

    A despeito da avaliação por números da feira e do congresso, o importante para o visitante foi ter tido a sua disposição na Fenasan várias novidades e assuntos importantes sendo debatidos, respectivamente. Para começar pela exposição, não era difícil encontrar empresas até então desconhecidas ao mercado brasileiro, que se mostravam lado a lado de outras já consolidadas no setor de saneamento público e de soluções ambientais para a indústria.

    Membranas em alta – Nesse aspecto, chamou a atenção a presença de alguns expositores especializados em membranas filtrantes, tecnologia em ascensão, uns demonstrando a evolução comercial dos seus produtos já há algum tempo disponíveis para comercialização no Brasil, outros recém-participantes na disputa local e mais outros à procura de representações para se estabelecerem naquilo que, apesar dos contratempos estruturais, consideram um promissor mercado.

    A coreana Deerfos Membranes é um exemplo de empresa que aposta no aumento da demanda pelas soluções de membranas de ultrafiltração de fibra oca. Com escritório em São Paulo inaugurado neste ano, a Deerfos tem planos de importar da Coreia do Sul skids já prontos com as membranas produzidas pela empresa ou mesmo apenas as membranas em PVDF (fluoreto de polivinidileno) ou PES (polieterssulfona) para reposição ou montagens locais.

    Química e Derivados, Membranas da Deerfos são fabricadas na Coreia do Sul

    Membranas da Deerfos são fabricadas na Coreia do Sul

    Voltadas para processos de separação, clarificação e recuperação, com capacidade de remover partículas microgranulares e micróbios patogênicos, as membranas tipo espaguete de ultrafiltração da Deerfos têm sentido de fluxo de filtragem de fora para dentro. Esse sentido, segundo a empresa, é ideal para a construção de módulos utilizados em tratamento de água de alta turbidez, em razão da alta durabilidade, baixo consumo de energia e de custo operacional.

    De acordo com o responsável pelo escritório brasileiro, Diego Narvaes, as membranas de PVDF promovem remoção completa de vírus e micro-organismos patogênicos, têm alta resistência à tração e distribuição uniforme de microporos. Por ter fluxo alto de filtração, permitem operar o sistema em baixa pressão. O material ainda tem alta resistência química, o que preserva as propriedades físicas mesmo após a limpeza química.

    A Deerfos, orginalmente produtora de lixas abrasivas há mais de 60 anos na Coreia do Sul, passou a produzir membranas há dez anos na Coreia e ao grupo. Há cerca de cinco anos começou a comercializar as membranas na China e na Índia e, a partir deste ano, estendeu a internacionalização para México e Brasil. Os primeiros skids devem ser fornecidos para fabricantes de autopeças de origem coreana instalados no Brasil e que fornecem para a montadora Hyundai, também daquele país asiático.



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