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Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Inovações adotam conceitos da revolução digital – Petróleo & Energia

Quimica e Derivados
9 de janeiro de 2019
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    Mais energia – Uma das principais fornecedoras de tecnologias de automação e energia, a ABB destacou suas soluções digitais e de eletrificação para as atividades de E&P, que estarão disponíveis para a indústria no próximo ano. Entre elas a tecnologia submarina, que pode transmitir até 100 MW de energia por distâncias até 600 km da costa, que faz parte do pacote de soluções digitais do ABB Ability.

    “A nossa mais recente tecnologia submarina garante a transmissão contínua e confiável de energia, reduz os impactos ambientais e garante a segurança dos operadores, já que permite fazer toda distribuição de energia elétrica a 3 mil metros de profundidade, viabilizando que processos, normalmente feitos em plataforma, ocorram a essa profundidade”, destacou Maurício Cunha, gerente de Óleo, Gás e Química da ABB Brasil.

    Química e Derivados, Cunha: transmissão segura de eletricidade no fundo do mar

    Cunha: transmissão segura de eletricidade no fundo do mar

    Segundo ele, outra vantagem é a redução praticamente a zero do custo em manutenção, pois os equipamentos instalados têm alta durabilidade e prazo estimado de operação de 20 anos. “As soluções da ABB são capazes de reduzir em 50% os cursos de comissionamento, 30% dos custos de engenharia e entre 10 a 20% em Capex”, afirmou o executivo, lembrando que a ABB tem mais de 105 anos de atuação no Brasil e quatro complexos industriais locais.

    Inovação brasileira – A Rio Oil & Gas também possibilitou à indústria brasileira mostrar o seu protagonismo tecnológico, com foco no pré-sal, como ficou comprovado em sessões da conferência e eventos paralelos, assim como nos estandes da O&G TechWeek, espaço criado pelo IBP para abrigar empresas que têm esse perfil.

    É o caso da Ouro Negro, uma empresa que já foi um grupo de startups e hoje já se posiciona como uma geradora de tecnologias com foco em soluções que potencializam o core business da indústria petrolífera: exploração e produção. A empresa teve nada menos que cinco papers apresentados na conferência – sobre laser, completação inteligente de poços de petróleo, robótica e sistemas submarinos, entre outros – além de participar de meia dúzia de eventos paralelos.

    O destaque do estande, um dos principais da TechWeek foi o sistemas Moda (Monitoramento Óptico Direto no Arame), sistema baseado em sensores que emitem alertas instantâneos no caso de rompimento de arames da armadura de tração dos risers flexíveis, o que implica a redução de riscos e de custos de manutenção, bem como na parada operacional de unidades offshore.

    “Temos hoje mais de 280 sistemas implantados, com 15 mil sensores instalados em risers flexíveis, que possibilitam o monitoramento contínuo desses equipamentos. Incorporando tecnologias da indústria 4.0, o Moda gera um grande volume de informações em tempo real sobre a integridade de risers flexíveis, equipamentos que transportam hidrocarbonetos do poço até as plataformas”, destacou o CEO da Ouro Negro, Eduardo Costa. Um dos estandes mais badalados da exposição, a Ouro Negro também levou uma dupla de robôs para a ROG 2018.

    Ao lado da Ouro Negro, no Espaço Sebrae da TechWeek – bem em frente da Arena Tecnológica, que teve apresentações de todas as empresas com essa proposta, incluindo as citadas aqui –, outras brasileiras mostraram essa aptidão. É o caso da startup BR2W que apresentou a já bem posicionada célula de carga BR2W AT, com capacidade para até 500 toneladas e tecnologia de comunicação Wi-Fi, e a mais nova versão de placa eletrônica que dá aos outros equipamentos similares produzidos no mercado a mesma capacidade tecnológica.

    “A placa BR2W faz o upgrade de uma célula de carga padrão: é uma solução totalmente IoT, alinhada com a premissa de uma empresa que já nasceu 4.0”, afirma o fundador da BR2W, Pedro Filho. Além de agregar maior confiabilidade e inteligência, a placa traz economia, por trazer tecnologia avançada sem necessidade de substituição de células (dispensando a usinagem). “Assim, entregamos uma solução mais rápida e segura”, conta o jovem executivo, revelando que em apenas dois meses dez células receberam esse upgrade.

    As soluções da jovem empresa já chamaram a atenção de grandes players, como é o caso da Kerui, Teekay, Halliburton, Huisman e a petroleira Partex (que atua hoje no onshore no Nordeste). Eles foram alguns dos âncoras que abriram a agenda para a BR2W na rodada de negócios da ROG, organizada pelo Sebrae e Organização da Industria Nacional do Petróleo (Onip). “A perspectiva é de que vamos cumprir nossa sina, de ser uma empresa do Brasil para o mundo (BR2W)”, comemora o fundador.

    Química e Derivados, Baptista: software otimiza a cadeia de suprimentos

    Baptista: software otimiza a cadeia de suprimentos

    Novas marcas – Dois grandes grupos internacionais aproveitaram a ROG para lançar novas marcas ou empresas no Brasil. O Grupo Vallourec apresentou a nova marca comercial para soluções inteligentes. “A Vallourec.smart combina o que temos de melhor em serviços físicos e digitais. Mais que uma marca de serviços, é uma experiência global e digital para nossos clientes, com foco na otimização de ativos e maior integridade durante o desenvolvimento de seus projetos,” afirmou o CEO do Grupo Vallourec, Philippe Crouzet

    Já a Dassault Systèmes, líder global em SCP&O (Planejamento e Otimização da Cadeia de Suprimentos), levou para a ROG 2018 as ferramentas de gestão da Quintiq, estreante no mercado brasileiro de óleo e gás. “O software da Quintiq permite que os clientes adotem uma abordagem transformadora para o planejamento e otimização da cadeia de suprimentos (S&OP), possibilitando que eles melhorem significativamente suas operações em um mundo acelerado, disruptivo e imprevisível”, afirmou Rodrigo Baptista, o recém-nomeado diretor da Unidade de Negócios da América Latina.



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