Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Inovações adotam conceitos da revolução digital – Petróleo & Energia

Quimica e Derivados
9 de janeiro de 2019
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    Química e Derivados, Inovações tecnológicas adotam conceitos da revolução digital - Petróleo & Energia

    Ao fechar as portas um dia antes do 5º leilão do pré-sal, a Rio Oil & Gas consagrou-se como um recomeço para a cadeia produtiva de óleo e gás, que apostou na exposição de novas tecnologias e soluções, trabalhos técnicos com foco nas demandas prioritárias e apresentações mais objetivas para mostrar à indústria petrolífera que está pronta para atendê-la e ajudá-la a superar seus desafios.

    Inovação, tecnologia e transformação digital foram os aspectos que permearam toda a programação dos quatro dias da feira e do congresso (24 a 27 de setembro), encerrados com uma solenidade política com a presença de autoridades dos três poderes – da presidência da República e Governo estadual ao ministério de Minas e Energia e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – e aspirantes a cargos públicos.

    Pacto contra a corrupção – Sem aplausos para os políticos, o evento também foi o foro escolhido para um manifesto contra a corrupção: o Pacto da Integridade firmado pelos CEOs de 14 empresas, entre petroleiras como Petrobras, Shell, BP, Total, Chevron, Repsol Sinopec, Equinor, e fornecedores de bens e serviços como TechnipFMC, Halliburton, Schlumberger, Aker, BHGE, Ocyan e Siemens.

    “Ao longo dos últimos quatro anos no Brasil e de 40 anos no mundo, compliance virou palavra de ordem. Nesse sentido, a indústria de petróleo e gás vive um momento histórico, que deve servir de inspiração para que outras iniciativas como essa possam surgir nos mais variados setores econômicos”, destacou José Firmo, presidente pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), na cerimônia que contou com a participação do ministro da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

    Firmo ressaltou que os investimentos que estão ‘retornando ao país’ vão gerar em 400 mil novos empregos e mais de R$ 160 bilhões de arrecadação ao ano. “Vamos mostrar a relevância e o impacto positivo da nossa indústria. Temos de aproveitar a janela de oportunidade para converter reservas em riqueza neste momento de transformação”, disse. Foi complementado pelo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, que, de forma sucinta, afirmou que a estatal “se desenvolveu e se sente confortável com a maior competição”.

    União de interesses – “Esse pacto une toda a cadeia de suprimentos e a indústria de O&G em direção à integridade”, conclui Rafael Mendes, diretor executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, afirmando que ele será um importante mecanismo de união do setor.

    O fato é que a indústria petrolífera quer mudar de imagem e mostrar que pode ser um aliado importante na transição energética para uma economia de baixo carbono. Mas sem perder as oportunidades que oferece essa janela de tempo, de uma a duas décadas, até que o mundo não seja mais movido à energia fóssil.

    O maior evento do setor na América Latina, promovido a cada dois anos pelo IBP, sob o lema “Transformando Desafios em Oportunidades” buscou dar espaço para todos os segmentos, dividindo o evento em cinco blocos – downstream, upstream, gás e energia, tecnologias digitais, abastecimento e gestão. Mesmo para aqueles que não tem relação direta com a indústria, mas se beneficiam das riquezas que ela gera – daí a presença de expositores da indústria de luxo, de joalherias a concessionárias de veículos sofisticados.

    Pré-sal digital – A fronteira exploratória que alcançou a marca de um milhão de barris em dez anos de desenvolvimento, em um cenário econômico volátil, com os preços do petróleo descambando, e a pior crise na indústria petrolífera brasileira, foi o principal foco dos debates, palestras, rodadas de negócios e papers do congresso.

    Afinal, é o grande combustível da retomada e principal motivador da cadeia de fornecedores de bens e serviços, uma vez que as petroleiras cerram fileiras na disputa de ativos no pré-sal, como ficou demonstrado em todos os leilões realizados até agora.

    “Identificamos que precisávamos estar no Brasil e, até agora, já mapeamos cerca de 30 alvos para perfuração em novos ativos no país”, declarou o presidente global de exploração da ExxonMobil, Stephen Greenlee, ao explicar o que levou a companhia norte-americana a participar das licitações da ANP para blocos em regime de partilha da produção.

    Fez coro com ele a diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, ao destacar que “o pré-sal não só está entre as maiores reservas de óleo e gás descobertas no mundo nos últimos anos, como também é uma área que demanda inovação e desenvolvimento tecnológico”. Razão pela qual a cadeia produtiva expôs tecnologias e inovações, convidando o público a conhecer de perto cada solução.

    Química e Derivados, Tooge: inovação reduz em 75% o consumo de insumos químicos

    Tooge: inovação reduz em 75% o consumo de insumos químicos

    A maior parte dos 400 expositores procurou mostrar que, mesmo no período de crise, preparou-se para oferecer tecnologias de ponta quando a indústria retomasse o rumo do crescimento. Isso se aplica desde a tradicionais fornecedores, como a finlandesa ABB e a suíça Clariant, a novos players dessa cadeia.

    A Clariant, líder mundial em especialidades químicas, apresentou ao mercado a sua mais nova tecnologia, denominada Phasetreat Wet, com base em molécula desenvolvida no centro de pesquisa brasileiro que reduz drasticamente o consumo de insumos químicos utilizados para separação de fluidos nas atividades de exploração e produção (E&P), tanto onshore como offshore.

    “Com a redução do volume e a utilização de uma alternativa não inflamável, essa tecnologia representa ganhos ambientais, econômicos e operacionais. Com alto poder de resposta na separação de água e óleo na produção de petróleo, a solução testada reduziu em até 75% o volume de químicos, quando comparado com as soluções atuais”, destacou o vice-presidente da Business Unit Oil & Mining Services da Clariant na América Latina, Carlos Tooge.

    O Phasetreat Wet otimiza o footprint da plataforma, diminuindo as operações de carrega e descarga, com um enorme ganho logístico, uma vez que reduz a necessidade de transporte rodoviário e marítimo de produtos. “Um ganho ambiental e de segurança, uma vez que haverá menor exposição aos riscos operacionais, devido à redução do volume de produtos armazenados no ponto de aplicação e embalagens para movimentação”, conclui.



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