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Química

Inovação – Conheça as principais linhas de financiamento

Maria Rita Barbi
15 de maio de 2012
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    FAPESP – A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo é uma das mais ativas do país na parceria entre empresas e instituições de ensino. Para isso, criou dois programas que já duram mais de uma década: o Pite (Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica) e o Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas). Os programas subvencionam os salários (ou bolsas) dos pesquisadores nas empresas, o material de consumo, bem como algumas máquinas e equipamentos.

    O Pite promove parcerias entre instituições de pesquisa de São Paulo e empresas de qualquer porte para desenvolvimento de produtos tecnológicos ou processos produtivos. A demanda é espontânea, ou seja, basta que o pesquisador responsável pelo projeto na empresa entre com o pedido na Fapesp, a qualquer momento. A empresa deve apresentar contrapartidas variáveis, dependendo do grau de inovação e riscos tecnológicos do projeto.

    Já no Pipe, os projetos são desenvolvidos por pesquisadores para empresas de pequeno porte e precisam estar vinculados a elas. Há três datas por ano para o envio das propostas de pesquisa. Para 2012, serão: 17 de fevereiro, 18 de maio e 10 de agosto. A proposta deve ser encaminhada à Fapesp pelo pesquisador responsável e endossada pela pequena empresa que o sedia. O valor dos recursos varia de acordo com a fase de desenvolvimento do projeto. O Pipe 1, para viabilidade técnico-científica da pesquisa, tem valor máximo de R$ 125 mil e nove meses para ser cumprido. O Pipe 2, para o desenvolvimento da pesquisa, empenha até R$ 500 mil e tem duração máxima de 24 meses. O Pipe 3, para lançamento comercial da inovação, é analisado caso a caso.

    A etapa de seleção dos projetos deveria durar 120 dias, nos dois programas. Mas esses prazos não são cumpridos e as verbas demoram a ser liberadas. Quem já trabalhou com a Fapesp revela que o processo é complexo e demorado, mas vale a pena. A instituição analisa os projetos sob a ótica científica e isso deve ser levado em conta na estruturação das propostas.

    CNPq – O CNPq também lança editais para desenvolver pesquisa tecnológica, com o objetivo de inserir pesquisadores nas micro, pequenas e médias empresas. Os recursos são de subvenção e incluem os salários dos pesquisadores e o material de consumo das pesquisas. A empresa deve ficar atenta ao lançamento dos editais e apresentar um projeto inovador tecnologicamente, com duração máxima de 30 meses. A empresa deve oferecer contrapartida mínima de 20% do valor requisitado ao CNPq. Para participar, o pesquisador precisa ter formação acadêmica, índices de pesquisador e presença no currículo Lattes. Empreendedores que utilizaram esses recursos não têm queixas.

     

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