Corantes e Pigmentos

Infraestrutura – Volume de investimentos previstos é elevado, mas sua execução sofre longos atrasos

Hamilton Almeida
1 de abril de 2015
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    Os investimentos em saneamento, de vital importância, são de apenas R$ 35,7 bilhões. Em compensação, o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) prevê a aplicação de R$ 508,4 bilhões, entre 2014 e 2033, sendo 59% de recursos federais e 41% de outros agentes (governos estaduais e municipais, prestadores de serviços de saneamento, iniciativa privada etc). Esse plano contempla a cobertura de 100% no abastecimento de água potável e 93% na rede de esgotos nas áreas urbanas.

    Química e Derivados, Obras em andamento – Distribuição R$ 458,8 Bilhões

    Marques informou que a maioria das prefeituras não têm sido capazes de implantar o programa Saneamento para Todos, que prevê a adoção de aterros sanitários em substituição aos lixões. De 138 obras de saneamento acompanhadas pelo Instituto Trata Brasil, em 2012, apenas 28 tinham andamento normal; 18 não foram iniciadas no prazo; 25 estavam atrasadas e 47, paralisadas.

    Em habitação, o destaque é o programa Minha Casa Minha Vida, que ostenta a maior taxa de realização do PAC 2 – Programa de Aceleração do Crescimento. Até abril de 2014, esse programa contratou 3,4 milhões de moradias e entregou 1,7 milhão de unidades, beneficiando 6,4 milhões de pessoas. Até 2019, estão previstos investimentos de R$ 7,8 bilhões apenas para a infraestrutura de habitação. Segundo estudo do Ministério das Cidades, apresentado no final de 2013, esse programa representou 32,1% do total das construções de moradias do país no ano.

    O segmento formado por hotéis e resorts, shopping centers, hospitais, universidades, teatros e edifícios públicos deverá receber R$ 70,2 bilhões. Avalia-se que o cenário é ligeiramente favorável para hotéis e resorts na região Nordeste. Aparentemente, o mercado para shopping centers, após ter se deslocado das capitais para as cidades médias, atingiu o seu ápice e deverá ser um segmento declinante de oportunidades.

    A infraestrutura esportiva ficará com cerca de R$ 4,1 bilhões no período 2014-2019. O Governo Federal destinou, desde 2007, R$ 143 bilhões para investimentos em mobilidade, sendo que R$ 102 bilhões (71,3%) foram para obras nas cidades-sede da Copa do Mundo. Cerca de 50% dos projetos previstos para a Copa ficaram para trás. De um conjunto de 74 obras de mobilidade e 13 aeroportos, 30 foram entregues; 15 foram entregues incompletas; 10 foram prorrogadas; e 32 foram descartadas.

    Química e Derivados, Consumo aparente mensal de máquinas - R$ bilhões constantes*

    Para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, estão previstos investimentos de R$ 22,6 bilhões, sendo R$ 9,9 bilhões em reforma e construção de instalações olímpicas e R$ 12,7 bilhões em infraestrutura e turismo.

    Considerando apenas as obras em andamento apontadas na pesquisa, o valor de R$ 458,8 bilhões previsto para 2014-2019 equivale à média anual de R$ 76,48 bilhões. Dividindo-se pelo valor estimado do PIB de 2014, de R$ 4,86 trilhões, o investimento médio do país em infraestrutura é de apenas 1,57% do PIB, índice considerado baixo até mesmo em comparação com alguns países da América Latina.

    A região Sudeste, a mais rica do país, é a que concentra os maiores investimentos em andamento: 57,4% do total ou R$ 263,4 bilhões. O Nordeste surge em segundo lugar, com 15,5% (R$ 71,1 bilhões), seguido da região Norte, com 11% (R$ 50,5 bilhões). Sul, 7,5% (R$ 34,4 bilhões). Centro-Oeste, 2% (R$ 9,1 bilhões). Outras regiões, 6,6% (R$ 30 bilhões).

    Química e Derivados, Mamede: bons resultados podem reaparecer no segundo semestre

    Mamede: bons resultados podem reaparecer no segundo semestre

    Preocupações – O presidente da Sobratema, Afonso Mamede, declarou que os empresários do setor estão apreensivos com relação a 2015. “A realidade não foi boa em 2014, ano de Copa do Mundo de futebol e eleições”, diz. A sua aposta é que o primeiro semestre será difícil e que, no segundo, poderá haver uma retomada no ritmo dos negócios: “A situação tem que mudar. A economia tem que voltar a crescer.” O vice-presidente da entidade, Eurimilson Daniel, preferiu salientar que vê uma luz no final do túnel: “A médio e longo prazos, a expectativa é positiva, porque a mudança do país passa pelas obras de infraestrutura.”

    Ao longo de 2014 houve uma queda nas expectativas de desempenho da economia. “O setor foi ficando mais pessimista”, ponderou Brian Nicholson, consultor da Sobratema. Houve queda nas compras do governo e o mercado de equipamentos para construção caiu 6% em relação a 2013. O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção contabilizou mais de 67,7 mil máquinas vendidas ante as mais de 72 mil comercializadas no exercício anterior. A chamada “linha amarela”, que contempla equipamentos de movimentação de terra, como restroescavadeiras, motoniveladoras e pás carregadeiras, sofreu uma diminuição de 12,7% nas vendas em 2014.


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