Corantes e Pigmentos

Infraestrutura – Volume de investimentos previstos é elevado, mas sua execução sofre longos atrasos

Hamilton Almeida
1 de abril de 2015
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    – Aeroportos de Manaus e Cuiabá: datas de conclusões indefinidas.

    – VLT e aeroporto de Fortaleza: estão sob a responsabilidade do consórcio Consbem, Passareli e Engexata. Os trabalhos foram abandonados a dois meses do início da Copa do Mundo. Desde junho de 2013, o ramal de 12,7 km que ligaria Parangaba e Mucuripe deveria estar pronto, mas tem somente 50% de execução. Outro consórcio apresentou preços para a conclusão no processo de RDC, mas o preço foi considerado alto.

    Durante 2013, o Governo Federal conduziu diversos processos de licitações de infraestrutura de transporte, transferindo para a iniciativa privada cerca de 4,3 mil km de rodovias federais e dois aeroportos internacionais – Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Belo Horizonte).

    Óleo e gás – O setor de óleo e gás aparece em segundo lugar, na classificação geral, com R$ 319,4 bilhões ou 27,32% do total. O Plano de Negócios e Gestão da Petrobras (PNG 2014-2018) tem por meta um investimento de US$ 220,6 bilhões por parte da estatal e mais US$ 63 bilhões das empresas parceiras. A exploração e produção representam 82,2% do montante geral, seguido pelo refino, com 12,6%. No período de 2014-2018, 28 novas unidades de produção entrarão em operação. Entre os anos de 2017 e 2018, a maioria dos projetos do pré-sal e da Cessão Onerosa entrarão em operação, resultando em aceleração do crescimento da curva de óleo. Estima-se que o pré-sal representará 52% da produção total de petróleo em 2018.

    Principais obras de produção em andamento, com previsão de conclusão até 2020:

    – Exploração e produção de petróleo na Bacia de Santos: R$ 277,3 bilhões;

    – Exploração e produção de petróleo em Macaé: R$ 96,6 bilhões;

    – Exploração e produção de petróleo no Espírito Santo: R$ 51,3 bilhões;

    – Exploração e produção de petróleo no Rio de Janeiro: R$ 28,8 bilhões;

    – 8 unidades de produção Tipo FPSO (Casco) – P-66/P-67/P-68/P-69/P-70/P-71/P-72/P-73 em Rio Grande (RS): R$ 23,7 bilhões;

    – Sondas de perfuração – Jurong, em Aracruz (ES): R$ 12,6 bilhões;

    – Sondas de perfuração – KeppelFels, em Angra dos Reis (RJ): R$ 10,8 bilhões;

    – Área offshore de Lula (Lula Alto) – FPSO Cidade de Maricá (RJ): R$ 8,8 bilhões;

    – Área offshore de Lula (Lula Central) – FPSO Cidade de Saquarema (RJ): R$ 7,9 bilhões.

    Principais obras em projeto e intenção:

    – Refinaria Premium I – 1ª e 2ª fases, em Macabeira (MA): R$ 40,2 bilhões;

    – Refinaria Premium II, em Caucaia (CE): R$ 22 bilhões;

    – Sondas de perfuração – Atlântico Sul, em Ipojuca (PE): R$ 10,8 bilhões;

    – Sondas de perfuração – Enseada do Paraguaçu, em Maragogipe (BA): R$ 10,8 bilhões;

    – Sondas de perfuração – Rio Grande, em Rio Grande (RS): R$ 5,4 bilhões;

    – Alcoolduto Itumbiara/Guarujá, em Goiás/SP: R$ 2,9 bilhões;

    – Gasoduto Meio Norte – Caucaia/Teresina/São Luís (CE, PI e MA): R$ 2,3 bilhões;

    – Poliduto Cuiabá/Paranaguá (alcoolduto, MT, PR): R$ 2 bilhões;

    – Gasoduto do Brasil Central – São Carlos (SP)/Brasília (DF): R$ 1,9 bilhões;

    – Usina de biodiesel da Vale em Moju (PA): R$ 1,2 bilhão.

    Para a área de energia estão previstos investimentos de R$ 191,6 bilhões, com destaque para obras de geração de energia elétrica (84,4% do montante). A evolução da relação entre as fontes renováveis (41%) e não renováveis (59%) continua relativamente estável, com destaque para o aumento da oferta de biomassa da cana-de-açúcar (9,3%) e de gás natural (15,9%), em relação a 2012. A oferta interna de energia cresceu 4,5% em 2013. As obras com maior valor de investimento são as usinas hidrelétricas de Belo Monte e São Luiz do Tapajós, no Pará, e Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.

    De acordo com Marques, levantamento realizado pelo TCU identificou:

    – Usinas hidrelétricas: 79% não cumpriram o cronograma inicial de entrada em operação; o atraso médio é de 8 meses;

    – Usinas eólicas: 88% das obras estão fora do cronograma, com atraso médio de 10 meses;

    – Pequenas centrais hidrelétricas: 62% das obras não cumpriram o cronograma; o atraso médio é de 14 meses;

    – Linhas de transmissão: 83% dos empreendimentos atrasaram, em média, 14 meses. “Esta é uma das razões pelas quais as térmicas estão funcionando a pleno valor, prejudicando a balança comercial (maior consumo de derivados de petróleo), o meio ambiente (queima de combustíveis fósseis) e o bolso dos consumidores”, destacou Marques.

    Ano após ano, a demanda energética do país tem superado o PIB (2,3% em 2013). A matriz elétrica brasileira ainda tem a energia hidráulica como a sua principal fonte geradora (71%).

    O setor industrial responde por 8,72% dos investimentos, com R$ 101,9 bilhões. As obras mais caras estão nas áreas de mineração e siderurgia. Também se destacam os segmentos de papel e celulose, fertilizantes e automóveis. A produção industrial ficou praticamente estagnada no primeiro semestre de 2014: variação de 0,3% em relação ao mesmo espaço de tempo de 2013. A indústria de material de construção revisou as suas projeções para 2014 e espera registrar queda de até 3%. A piora se deve ao desempenho dos segmentos imobiliário e de infraestrutura. O ano foi prejudicado por vendas mais baixas no primeiro semestre.



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