Infraestrutura – País investe apenas metade do necessário

Na área de habitação, o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, tem apresentado a maior taxa de realização do chamado PAC 2 – Programa de Aceleração da Economia. Até agosto deste ano, foram concluídos empreendimentos no valor de R$ 278 bilhões, com a entrega de 1,32 milhão de moradias, o que beneficiou mais de 4,6 milhões de pessoas. Os investimentos previstos apenas para a infraestrutura de habitação, até 2018, giram em torno de R$ 10,5 bilhões.

No país que será sede da Copa do Mundo de Futebol (2014) e da Olimpíada de 2016 (Rio de Janeiro), a infraestrutura esportiva ocupa lugar de destaque na pesquisa da Sobratema. As arenas, estádios e instalações para a Copa e para os Jogos terão investimentos totais de R$ 5,4 bilhões no período 2013-2018.

O segmento composto por hotéis e resorts, shopping centers, hospitais, universidades, teatros e edifícios públicos deverá receber aportes de R$ 65,4 bilhões. Já o setor industrial deverá absorver investimentos de R$ 145,3 bilhões no período 2013-18.

A pesquisa da Sobratema é editada desde 2010 e gera um entendimento maior sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura no Brasil para a redução de gargalos que dificultam o crescimento econômico e a elevação da competitividade. Para a elaboração do documento, mais de mil fontes primárias e secundárias foram consultadas e entrevistas foram realizadas com as principais construtoras do país.

As empresas – O consultor Brian Nicholson exibiu durante o evento o resultado de uma sondagem realizada em outubro deste ano com construtoras e locadoras do mercado de equipamentos para construção. Para 46% delas, 2013 foi um ano pior do que o esperado. 44% disseram, no entanto, que o ano foi melhor em volume de negócios do que 2012.

Entre os principais problemas apontados pelos empresários estão: o atraso em obras (76%), o custo da mão de obra (24%) e a falta de mão de obra especializada (24%). 2014 será um ano melhor do que este para 52% dos entrevistados. Já a demanda por equipamentos de construção deverá ser maior (54% das opiniões).

Daniel exibiu dados de pesquisa efetuada com as principais construtoras: 78% disseram que cresceram em 2013; a burocracia é o principal gargalo (89%). Para 56%, a expectativa é a de que 2014 será um ano igual a este exercício. E 33% manifestaram a opinião de que as obras da Petrobras devem continuar.

Rubens Sawaya, da Insight Consultoria Econômica, classificou 2013 como um “ano lento”, com o PIB crescendo ao redor de 2% e baixa taxa de investimentos. “Há um ensaio de recuperação econômica. Mas ainda é lento”, declarou. Não há perspectiva de descontrole inflacionário e 2014 deverá registrar crescimento econômico baixo (3,5%), porém melhor do que 2013. Por ser ano eleitoral, a aposta é que haverá retomada do gasto público.

Página anterior 1 2

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios