Indústria Química

Indústria química trabalha para criar ambiente mais competitivo no Brasil

Quimica e Derivados
9 de junho de 2020
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    Retomada na produção – Apesar de parte do setor ter alcançado um elevado uso da capacidade instalada, 50% das empresas que participaram da pesquisa realizada pela Abiquim tiveram uma elevação da ociosidade em abril e chegaram a níveis de utilização da capacidade instalada entre 40 e 50%.

    Segundo o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, a indústria química precisa olhar para frente, na retomada da produção pós quarentena e pandemia. “As reuniões realizadas com todas as esferas do governo também têm o objetivo de construir um ambiente de maior segurança e competitividade para o setor, com reflexos positivos em toda a cadeia produtiva”.

    Marino, explica que as situações geradas pela pandemia estão fazendo com o que o governo repense a estratégia de País e a necessidade de biossegurança. “Tenho visto um movimento crescendo no governo federal nesta questão. O Brasil precisa importar fertilizantes, essenciais para a produção agrícola, sendo que eles poderiam ser fabricados no País, nosso trabalho tem sido apontar as dificuldades enfrentadas pela indústria e como é possível solucionar essas questões”.

    A Associação tem defendido, em parceria com outros segmentos industriais, a necessidade do Brasil trabalhar em políticas que tornem o País menos dependente do mercado externo e mais atrativo aos investimentos internacionais. “A promoção da retomada da indústria brasileira está ligada às reformas estruturantes, que estavam em um ritmo bom e não podem ser paralisadas. A reforma tributária é importante, pois além de reduzir os custos das empresas no pagamento dos impostos aumenta a segurança jurídica”, explica Marino.

    Outra pauta de trabalho que se intensificou no diálogo com o governo é o preço do gás natural, usado pelo setor como matéria-prima e energia. As empresas brasileiras ainda pagam muito mais por esse recurso do que seus concorrentes em outros países e a Abiquim tem alertado o governo sobre a importância de viabilizar as ações propostas no programa Novo Mercado de Gás, que devem gerar um ambiente mais disputado e transparente aos consumidores do insumo. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e os impactos na produção com o encarecimento deste encargo também estão na pauta das reuniões realizadas entre indústria e governo.

    A indústria química brasileira tem capacidade instalada e profissionais aptos a atender à demanda de insumos químicos para a produção dos itens necessários neste momento crítico, mas que também deverão ser demandados a partir dos novos hábitos de etiqueta pessoal gerados pela Covid-19. “A Abiquim continuará trabalhando junto a todas as esferas de governo para promover um ambiente mais competitivo à indústria química, que neste momento de dificuldade pelo qual o País passa têm atuado para garantir a produção de insumos essenciais no combate à Covid-19 e na sustentação da vida”, finaliza Marino.



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