Segurança e Proteção Pessoal

Indústria Química investe no atendimento a Emergências – Abiquim

Quimica e Derivados
11 de outubro de 2016
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    Seu eixo central é o Grupo Coordenador constituído por autoridades locais, líderes da comunidade, dirigentes de empreendimentos e outras entidades interessadas. A implantação da Apell começou no Brasil em 1990, com a realização de um seminário na cidade de Cubatão, promovido pelo Departamento da Indústria e Meio Ambiente do Programa das Nações Unidas, com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (CetesbB), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). A associação também traduziu para o português o manual da Apell e fez a distribuição do manual para as indústrias químicas, petroquímicas e Defesa Civil.

    A Abiquim também promove o Apell junto às suas afiliadas, como uma ferramenta para elaboração de planos de emergência para aumentar a coordenação no atendimento a acidentes e melhorar o diálogo entre a indústria e a população, por meio do Programa Atuação Responsável®. O programa está em andamento e já implementado em Duque de Caxias-RJ e Maceió-AL, com resultados importantes para a proteção das comunidades locais.

    Outra iniciativa criada foi a Rinem, entidade sem fins lucrativos, mantida pelos recursos das empresas participantes, que contam com a parceria do Corpo de Bombeiros e outros órgãos municipais. Seu objetivo é o compartilhamento de recursos físicos e humanos das empresas associadas e parceiras para serem usados nos casos de emergência. A primeira Rinem começou em 1991, no Vale do Paraíba, interior do estado de São Paulo.

    As iniciativas são elogiadas pelo gerente de Segurança, Meio Ambiente e Patrimonial e consultor do líder regional da Basf de preparação e atendimento à emergência para a América do Sul, Carlos Alberto Nicoli Sansevero. “No caso de emergências, o bem comum é o mais importante. Por meio do PAM e do aviso emitido pela Rinem, pudemos ajudar a combater incêndios que ocorreram em outras plantas químicas e terminais de transporte de cargas”, lembra.

    Treinamento e busca da melhoria contínua

    Química e Derivados, Sansevero: empresa segue os padrões da matriz alemã

    Sansevero: empresa segue os padrões da matriz alemã

    Além dessas inciativas, que tornam o atendimento a emergências mais ágil e efetivo, o treinamento realizado no Brasil evoluiu. Segundo Marcelo Ludovico, gerente de Meio Ambiente, Segurança e Saúde da Clariant, a normatização dos treinamentos de bombeiros profissionais, bombeiros civis e brigadistas, feita pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e regulamentada pelos Corpos de Bombeiros, tem ajudado.

    “Alguns centros de treinamento estão cada vez mais bem equipados e muitos deles vêm adotando normas internacionais, como a NFPA-472, da National Fire Protection Association, para os treinamentos com emergências químicas”, explica Ludovico, que atua na área de meio ambiente, saúde e segurança há 18 anos e também é coordenador da Comissão de Preparação e Atendimento a Emergências da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

    Carlos Sansevero, da Basf, explica que, no caso da multinacional, o treinamento, a configuração das equipes de atendimento à emergência e dos equipamentos usados precisam também seguir um padrão de excelência empregado na Alemanha. “A filosofia é igual em todos os países em que a Basf atua, sendo preciso seguir os protocolos, a formação de treinamento. Até o projeto de viaturas precisa ser aprovado pela Alemanha”.

    Química e Derivados, Ludovico: ainda há espaço para o setor avançar

    Ludovico: ainda há espaço para o setor avançar

    Mas ainda existe espaço para a evolução no mercado brasileiro. Marcelo Ludovico, da Clariant, conta que ainda há espaço para melhoria do gerenciamento de emergências no Brasil, envolvendo a formação cada vez mais adequada dos profissionais da área e o aperfeiçoamento contínuo dos programas de auxílio mútuo entre a indústria e órgãos públicos.

    “É difícil generalizar o estágio de preparação para emergências dentro da indústria química. Existe um grupo de grandes empresas, a maioria multinacionais, que está no mesmo nível daquelas dos países mais industrializados. Por outro lado, existe outro grupo de empresas, normalmente médias e pequenas, que têm mais dificuldade para se preparar para emergências”, explica Ludovico. “A propósito, foi pensando principalmente nesse segundo grupo que a Comissão de Preparação e Atendimento a Emergências da Abiquim elaborou e lançou o Guia de Preparação e Atendimento a Emergências, no ano passado”, completa.

    Segundo o diretor comercial da Suatrans, Marcel Borlenghi, existem alguns obstáculos que precisam ser superados para a evolução no atendimento a emergências, entre eles a geografia do País. “Um grande desafio é a nossa grande extensão territorial, que exige um contingente enorme de equipes de emergência, pois temos diversos polos industriais ao longo do país”.



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