Indústria Química

Indústria Química: Indústria se adaptou e saiu da crise com aumento de eficiência – Perspectivas 2018

Quimica e Derivados
27 de março de 2018
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    Química e Derivados, Indústria Química: Indústria se adaptou e saiu da crise com aumento de eficiência - Perspectivas 2018

    A indústria química não ficou de braços cruzados vendo a crise passar. A sobrevivência das empresas dependeu da sua capacidade de se ajustar às condições de mercado, reduzindo custos e elevando a produtividade. É o caso da Elekeiroz, produtora líder de plastificantes, oxo-álcoois e seus derivados, além de outros itens, como resinas de poliéster e ácido sulfúrico de alta pureza.

    “Iniciamos em 2014 um programa de investimentos para aumentar a eficiência das operações, melhoramos nossa logística e promovemos mudanças que nos permitiram aumentar a ocupação das capacidades instaladas, tanto em Várzea Paulista-SP, quanto em Camaçari-BA”, explicou Marcos De Marchi, presidente da companhia. “Infelizmente, 2016 foi um ano péssimo para a economia brasileira e, consequentemente, para a venda de produtos químicos e isso atrasou um pouco a obtenção dos resultados.” Em 2017, com a ligeira recuperação dos negócios, a produção da Elekeiroz registrou aumento significativo de vendas, aproveitando as mudanças introduzidas antes.

    “Adotamos a excelência operacional como princípio de orientação estratégica, mantendo o foco das decisões nas necessidades dos nossos clientes”, comentou. Isso se traduziu em reformular operações logísticas, desenvolver plastificantes mais adequados para o momento e elevar a eficiência das unidades produtivas.

    De Marchi também comandou a reformulação das equipes internas, montando times comprometidos com a gestão de mudanças e a sustentabilidade das operações. “O mercado muda muito rápido, as pessoas precisam estar preparadas para acompanhar ou mesmo antecipar essas mudanças”, ressaltou.

    Atualmente, a Elekeiroz gera 500 mil t/ano de produtos químicos industriais, com ênfase nos plastificantes, consumidos pela cadeia produtiva do PVC. Embora tenha os melhores índices de desempenho, o mais conhecido desses itens, o dioctil ftalato (DOP), enfrenta crescentes resistências por parte de consumidores, motivando sua substituição. “Temos produtos isentos de fltalatos, como o dioctil adipato (DOA), mas passamos a produzir uma novidade que é o DOCH (dioctil ciclohexanoato), cujo desempenho é muito bom e tem sido bem recebido pelos clientes”, comentou De Marchi.

    Na mesma linha, a Elekeiroz comprou, em 2016, a Nexoleum Bioderivados, ingressando na fabricação de plastificantes “verdes”, derivados de óleos vegetais. “Esse é um campo muito promissor e o produto da Nexoleum tem características especiais desejadas por vários clientes”, informou.

    A mais recente inovação desenvolvida pela Elekeiroz é a produção pioneira de ácido butílico na América Latina, iniciativa premiada em 2017 pela Confederação Nacional da Indústria e Sebrae (Pêmio Empresa de Valor). “Esse ácido é utilizado na fabricação de aromas e fragrâncias, além de produtos para nutrição animal, tivemos um insight de produzi-lo quando estudávamos a produção de biobutanol por microrganismos que transformam o gás natural”, comentou De Marchi. O processo desenvolvido pela companhia parte do n-butiraldeído que é oxidado a ácido, com a subsequente purificação. “Não é uma via biotecnológica, é um processo químico tradicional, mas inovador”, comentou.

    Grandes avanços foram obtidos pela empresa no setor de logística. A começar pelo contrato celebrado com a Cesari para a transferência das operações de transporte de entrada e saída de produtos químicos do site de Várzea Paulista-SP. “A Cesari comprou uma área do nosso terreno e instalou um centro de distribuição moderno, com o qual também nos atende na recepção e saída de produtos, foi um acordo vantajoso para ambas as partes”, afirmou. A Elekeiroz também atualizou e aumentou o número de pontos de carga e descarga (bicas), agilizando as operações. Com isso, o tempo de recebimento de insumos caiu a menos da metade – de 19 horas para 9 horas nos itens aquecidos e de 7,2 h para 3,2 h nos operados sem aquecimento –, o tempo dos carros no terminal baixou de 5,5 h para 3 h, o percentual de emergências caiu de 48% para 20%, e o pagamento de frete morto (tempo perdido) em estadias caiu de 1.250 dias para 438 dias por ano. “Esses números atestam a nossa evolução em termos logísticos, com vantagens para a companhia, clientes e fornecedores”, avaliou.

    Depois de registrar uma recuperação de mercado em 2017, De Marchi prevê que o primeiro trimestre de 2018 deverá manter o bom ritmo de negócios. “Os estoques nas cadeias produtivas que atendemos estão baixos e a demanda segue firme, mas não dá para prever o que acontecerá depois de março, vai depender do andamento das reformas e das campanhas eleitorais”, afirmou.



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