Indústria Química – a evolução dos processos e produtos sustentáveis

A indústria química e os desafios atuais

A evolução do Programa Atuação Responsável® e seus reflexos, comprovados pelo relatório de indicadores da indústria química, divulgado pela Abiquim, beneficiam não apenas os stakeholders diretos, mas também toda a cadeia produtiva. A divulgação anual dos indicadores das empresas gera interesse em outros setores que buscam um benchmarking para diferentes segmentos. A fim de compartilhar as experiências do programa, a Abiquim promove bianualmente o Congresso de Atuação Responsável. Apesar da evolução da indústria química brasileira, o setor ainda tem desafios a enfrentar, que, entretanto, também podem ser vistos como oportunidades de melhorar ainda mais. Com esse foco, neste ano o tema do Congresso será “A Pegada da Indústria Química: o AR e os novos desafios”.

Convidados do Brasil e do exterior debaterão os desafios da sustentabilidade, gestão de produtos químicos, segurança de processo, atendimento a emergências, saúde, segurança e higiene industrial, logística, capacitação, diálogo com a comunidade e implementação do Programa Atuação Responsável® no Brasil, na América Latina e no mundo.

Para o coordenador da Comissão de Gestão do AR, Ricardo Neves, o maior desafio da indústria química nos próximos anos será o ganho de competitividade. De acordo com dados divulgados pela Abiquim, a indústria química nacional vem perdendo espaço para os produtos químicos importados. De janeiro a maio de 2014, o aumento da participação de produtos químicos importados que têm similares fabricados no Brasil foi de 11,5% no mercado nacional, conforme relatório da associação. Na opinião de Neves, o setor terá de se reinventar para superar os gargalos brasileiros que fazem com que o País venha perdendo competitividade na indústria e na educação. “Precisamos trabalhar com todas as ferramentas para que o negócio tenha rentabilidade. Aqueles que mesmo neste contexto ruim estão conseguindo sobreviver, em uma conjuntura melhor terão grande sucesso”, analisa o CEO.

O coordenador da comissão também ressalta a importância de se considerar os indicadores sociais no desenvolvimento das empresas. “É possível ter uma atividade lucrativa cuidando do meio ambiente e tendo respeito com os funcionários e com a comunidade vizinha às instalações”, complementou.


Núcleos de Multiplicação

Expandir a abrangência do Programa Atuação Responsável® a todas as regiões do Brasil é um dos desafios da gestão do programa, que vem sendo superado graças aos Núcleos de Multiplicação. Essas unidades incentivam a troca de experiências e o auxílio mútuo na implementação regional do AR.

De acordo com Ricardo Neves, os Núcleos funcionam como agentes de operações que podem ser descentralizadas da sede da Abiquim, localizada em São Paulo, como a realização de treinamentos relacionados ao programa. Segundo Neves, custo de deslocamento até São Paulo era um impeditivo antes da implantação dos núcleos. “Com os pontos de difusão em outras regiões do País, o número de capacitações pôde crescer e, até o momento, já foram mais de 200 treinamentos realizados fora do estado de São Paulo”, relata.

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