Meio Ambiente (água, ar e solo)

Indústria quer reúso na matriz hídrica nacional – Meio Ambiente

Marcelo Furtado
16 de maio de 2019
    -(reset)+

    O centro do tratamento recaiu sobre planta de ultrafiltração de membranas capilares, que passou a receber efluentes tratados por sistema biológico, físico-químico e filtros de areia/carvão ativado. Depois de cloração, a vazão de 40 m3/h passou a seguir para as torres de resfriamento. Para água de processo, a opção passou a ser poços profundos, com 20 m3/h que seguem para desmineralização em osmose reversa ou para produção de água potável, para uso em banheiros, lavatórios e chuveiros. “A água de processo, aplicada sobre fio têxtil como vapor, precisa ser de alta qualidade”, explicou Batista.

    Apenas um volume de 180 m3/mês de água potável precisa ser comprado da concessionária, para restaurantes, para atender a legislação restrita. As ações conjuntas do plano diretor fizeram hoje a empresa não descartar nada, apenas enviar lodo desidratado do tratamento para aterro. Em um mês, com o reúso, a Solvay deixa de consumir da rede 28.500 m3, o suficiente para suprir 8 mil pessoas.

    Aegea cresce – A Aegea Saneamento viu sua receita líquida crescer 28,9% em 2018, em comparação com o ano anterior, registrando R$ 1,72 bilhão. Os números refletem a entrada da concessão de Manaus-AM, aquisição feita em junho de 2018. A Águas de Manaus é agora a terceira maior operação das 49 do grupo no país, atrás da Águas Guariroba, de Campo Grande-MS e da Prolagos, da região dos Lagos (RJ). Sozinha, Manaus equivale a 20,8% do faturamento da Aegea. Pelo levantamento da empresa, o número de domicílios atendidos, com a operação manauara, também fez com que o número de residências conectadas à rede de água potável do grupo crescesse 36,2%. O Ebitda da Aegea atingiu R$ 255,4 milhões no último trimestre de 2018, um aumento de 57,9% em comparação com o mesmo período de 2017. A dívida bruta da companhia, incluindo derivativos, atingiu R$ 3,8 bilhões no quarto trimestre, em razão da emissão de R$ 600 milhões em debêntures.

    Cogeração a gás – A cogeração a gás natural na indústria química, segundo a Associação da Indústria de Cogeração de Energia, tem potencial para gerar elétrica numa média de 105 kWh/GJ de gás natural, aproveitando o combustível térmico sem necessidade de investir muito em mais volume comprado. Se aproveitasse o potencial, hoje minimante utilizado na aplicação de autogeração, chegaria em 2030 a produzir 2.699.912 MWh/ano. Além de ganharem com a energia economicamente e no aspecto segurança energética, haveria a possibilidade de lucro com o excedente produzido e, por fim, as emissões de gases do efeito estufa também seriam muito menores. Isso mesmo sendo o gás natural um combustível fóssil, já que a queda na aquisição de eletricidade seria favorável na contabilidade ambiental.

    Etanol de milho – Depois do início da operação da usina de etanol à base de milho em Lucas do Rio Verde-MT, em agosto de 2017, de 530 milhões de litros de etanol por ano e investimento de R$ 1 bilhão, a FS Bioenergia – joint-venture entre Summit Agricultural e Tapajós Participações – continua seus planos no Brasil. Uma segunda, em Sorriso-MT, entrará em operação em 2020, também com a mesma capacidade. Agora foi a vez do anúncio de uma terceira, em Nova Mutum-MT, também para 530 milhões de litros de etanol de milho, com mesmo investimento (de R$ 1 bilhão) e cujas obras devem começar em maio deste ano. As unidades de cogeração das usinas serão projetadas para aproveitar a biomassa de milho e gerar 130 mil MWh por ano. Há ainda mais dois projetos para início de obras em 2020: em Campo Novo do Parecis e Primavera do Leste, também em Mato Grosso.



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. Francisco Souza

      Entre as aplicações dessa água de reúso está a geração de vapor a alta pressão (pressão maior q 50 kgf/cm2)?



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *