Meio Ambiente (água, ar e solo)

Atuação Responsável – Indústria adota a política da boa vizinhança

Marcelo Furtado
15 de maio de 2000
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    Falta treinamento – Aliás, pode servir como prova da importância das sugestões vindas dos sindicatos o fato de a Abiquim também se preocupar com a questão do treinamento de pessoal. Marcelo Kós aponta como uma das próximas metas para o Brasil reforços nesse sentido. A idéia é orientar as empresas com mais dificuldade técnica para implantar os códigos, normalmente as menores, com a ajuda de membros das grandes indústrias. Aumentar treinamentos no chão-de-fábrica das mais adiantadas também é considerado prioritário.

    Química e Derivados, Ern: Basf investe em treinamento de pessoal

    Ern: Basf investe em treinamento de pessoal

    Esse sentimento, aliás, é compartilhado por alguns signatários. A Basf realizou em maio de 2000 um seminário técnico em Campos do Jordão-SP para formar profissionais,  dentro de seus 21 sites na América do Sul, especializados em análise de risco, uma das exigências do código de segurança de processos da Atuação Responsável. A meta, de acordo com o coordenador geral do programa para a América do Sul na Basf, Odilon Ern, é até 2001 todas unidades estarem analisadas segundo esses conceitos. No primeiro encontro, foram formadas 46 pessoas. No final do seminário foi firmado o compromisso de capacitar e treinar o maior número possível de funcionários a curto, médio e longo prazos.

    Além do encontro, a Basf promoveu em 1999 amplo programa de divulgação interna do Atuação Responsável. De acordo com Ern, o objetivo é não precisar chegar até 2002 para implantar o último dos códigos, o de gerenciamento de produtos. O de segurança de processos está 95% implementado e até o fim do ano será concluído. O de diálogo com a comunidade e atendimento a emergências chegou nos 80%, o de proteção ambiental, nos 70%, e o de transporte e distribuição, em 90%.

    Química e Derivados, Indicadores de desempenho em transporte e distribuição

    Indicadores de desempenho em transporte e distribuição

    Em bom ritmo – Apesar da necessidade de alguns ajustes, o Atuação Responsável, compulsório aos associados da Abiquim desde 1998, se desenvolve de forma bastante positiva no Brasil. Estima-se que das 134 empresas signatárias, 20 estão no grau 6, o mais elevado e correspondente à etapa de melhoria contínua, ou seja, na qual todos os códigos já foram implantados e as metas passam a ser mais auto-exigentes. A grande maioria está nos graus 4 e 5, equivalentes às fases de aplicação do plano de ação e de implantação das práticas, respectivamente.

    As etapas iniciais já foram concluídas em todos os signatários. São, em resumo, as responsáveis pela comparação entre as práticas antes existentes na empresa com as presentes nos códigos. Normalmente, na maioria das empresas, sobretudo as médias e pequenas (cerca de 66% das associadas), as práticas anteriores limitavam-se ao respeito à legislação. Já as grandes são mais adiantadas, quando transnacionais as matrizes já utilizavam o programa até antes de 1992, e quando nacionais de grande porte estão engajadas desde a estréia do AR no Brasil há 8 anos.

    Química e Derivados, Indicadores de preparação para atendimento à e mergências - 1999

    Indicadores de preparação para atendimento à e mergências – 1999

    A contar do momento de adesão, cada código precisa ser implantado pelas empresas em cinco anos. Quem era associado na época da publicação paulatina de cada código deve atender ao seguinte limite estipulado pela Abiquim: até 2000 precisa implantar o código de segurança de processos (Sepro); até 2001, o de saúde e segurança do trabalhador (SST), o de proteção ambiental (PA) e o de transporte e distribuição (tradi); até 2002, o de diálogo com a comunidade e preparação e atendimento a emergências (DCPAE) e o de gerenciamento de produto (Gepro).

    Muitas das 116 práticas são interrelacionadas entre os códigos. Como exemplo, isso significa que há práticas iguais a serem tomadas depois de um vazamento, nos códigos SST, PA e Sepro. Na ocorrência do sinistro, os três códigos determinam que se tenham pessoas treinadas, equipamentos de segurança, veículos adequados e até planos de comunicação externa e interna previamente elaborados. Além da interrelação, nem todas as práticas são aplicáveis, já que os processos são diferentes em cada empresa. Também nem todas obrigatórias, muitos de seus itens são sugestões.



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